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Como o iPhone X pode ser uma inovação em realidade aumentada nos games

O novo smartphone anunciado pela Apple não apenas renova a linha de produtos móveis. Com duas câmeras, o celular pode incrementar a capacidade gráfica de realidade aumentada em aplicativos e games.

Como o iPhone X pode ser uma inovação em realidade aumentada nos games
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(Fotos: Divulgação/Apple)

O iPhone completou 10 anos em 2017, depois de mudar completamente a nossa relação com dispositivos móveis ao popularizar a tela sensível ao toque. Justamente por isso, a fabricante Apple resolveu fazer dois anúncios para continuar renovando a marca, tanto do ponto de vista de hardware quanto de software.

Como o iPhone X pode ser uma inovação em realidade aumentada nos games

Num evento transmitido na internet dos Estados Unidos para o mundo, o iPhone X foi anunciado pelo preço de US$ 1 mil, o equivalente a R$ 3,1 mil na conversão direta. O "supersmartphone", no entanto, deve passar R$ 4 mil como preço oficial no Brasil. Ele foi mostrado junto com o iPhone 8 e representa um marco nas produções da Apple.

Como o iPhone X pode ser uma inovação em realidade aumentada nos games

O novo modelo de altíssimo padrão excluiu, pela primeira vez, a tecla física home. Todos os comandos são executados numa nova tela Super Retina de 5.8 polegadas. O menu também é sem fim e favorece a navegação multitoque.

Ele vem com o chip A11 Bionic, um sensor 3D Face ID que permite rastear o rosto do usuário e a memória NAND de 256 GB, além de 3 GB de RAM. O acabamento do hardware é de vidro e há mudanças na navegação do software.

Mas há novidades atraentes para quem é gamer ou utilizador de tecnologias de última geração.

Realidade aumentada em alta

As pesquisas mais populares de realidade mista ganharam força a partir dos anos 80. No entanto, foi somente em 2012 que a realidade virtual, um dos seus ramos de pesquisa, tornou-se pop com o Oculus Rift - a ponto da startup ser comprada pelo Facebook.

O jogo free-to-play (gratuito no download, pago em itens adicionais) Pokémon GO fez o mesmo a respeito da realidade aumentada. Enquanto a VR (realidade virtual) cria ambientes digitais artificiais de interação, a tecnologia da aumentada insere elementos digitais por meio do rastreamento de locais físicos com a câmera de celular.

E é exatamente nisso que o iPhone X da Apple pode trazer uma inovação importante, impactando apps e jogos que utilizam realidade virtual. De acordo com o site oficial do motor gráfico Unreal Engine, especializado em games, a empresa da maçã quer se inserir neste cenário com jogos. Na conferência de anúncio do aparelho, o executivo Atli Mar Sveinsson da Directive Games apresentou o título The Machines para lançamento no iOS neste mês.

O jogo traz o Unreal Engine 4.17 em toda a sua capacidade gráfica e elementos de realidade aumentada com as câmeras dos aparelhos. Novos implementos devem chegar em outubro com a versão 4.18. Para a marca, a Apple está reagindo às apostas do concorrente Android, o maior sistema operacional móvel no mundo, no setor.

iPhone X traz uma câmera traseira dupla de 12 Megapixels com lente grande angular de abertura f/1.8 e lente teleobjetiva de f/2.4. Faz gravação de vídeos em 4K com até 60 frames por segundo (fps).

O que isso significa? Talvez o começo do implemento de tecnologias para games que normalmente demandam um hardware robusto e muito distante de aparelhos mobile.

Embora os iPhones não sejam mais os aparelhos mais poderosos do mercado, eles podem popularizar consideravelmente uma tecnologia que ainda está dando seus primeiros passos.

Se for assim, faremos muito mais coisas além de capturar um Pikachu na rua.

Conheça Angest, um jogo filosófico brasileiro em realidade virtual

Um jogo trancado numa nave russa, com referências filosóficas, pode ser a experiência mais profunda e gratuita em realidade virtual para você. E o melhor: a produção é brasileira.

Conheça Angest, um jogo filosófico brasileiro em realidade virtual
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(Fotos: Divulgação/Black River Studios)

Desde 2014 o Brasil está no mapa da realidade virtual internacional. No final daquele ano, a desenvolvedora Ana Ribeiro deu início ao projeto Pixel Ripped no Reino Unido, recebeu investimento e chegou a desenvolver parte do game em VR no Facebook. Mas um título traz uma surpresa agradável para quem quer começar a curtir videogames neste formato.

Conheça Angest, um jogo filosófico brasileiro em realidade virtual

[AVISO: SPOILERS LEVES DO JOGO]

Angest foi lançado no dia 31 de agosto de 2017 pela desenvolvedora Black River Studios do Amazonas. O game em realidade virtual está disponível para download gratuitamente para o aparelho Samsung Gear VR, que só funciona com smartphones Samsung. 

E o que este jogo tem de especial?

O Drops de Jogos foi convidado pela empresa para testar o game na loja VR Gamer, em São Paulo, e fizemos uma avaliação em primeira mão.

Eis aqui algumas impressões.

Uma jornada solitária

Conheça Angest, um jogo filosófico brasileiro em realidade virtual

(Foto: Michelle Bertral/Drops de Jogos.
Na imagem: os irmãos Pedro e Paulo Zambarda no teste)

Você encarna uma cosmonauta chamada Valentina. Sua rotina é cuidar de uma estufa de plantas numa nave espacial. O trabalho é entediante, mas o jogador tem a liberdade de avaliar sozinho os eventos.

Isso acontece porque você é sempre monitorado por uma inteligência artificial chamada Konstantin. Você acorda com a voz do robô na nave. Ele guia todos os seus passos e faz uma avaliação mental de tudo o que se faz ou sobre o que você está sentindo.

Dentro da nave há livros de filosofia e muitas referências ao pensador niilista Friedrich Nietzsche. Sua teoria do "Super Homem" e do humanismo cético estão presentes, bem como as ideias sobre o absurdo do escritor franco-argelino Albert Camus. E, mesmo absolutamente sozinho, você pode interagir com o cenário e entender progressivamente o que está acontecendo.

Ah, sim, há música folclórica russa e palavras em cirílico ao longo de toda a aeronave.

Liberdade repressora

Konstantin aos poucos faz jus ao seu nome e é um verdadeiro viajante ao Inferno, mesmo que seja dentro da sua psiquê. Na mesa de interrogatório, ele pergunta sobre os seus sentimentos e manipula as respostas. Você pode ser um funcionário ordeiro ou um rebelde na nave. E tudo depende do seu psicológico.

Com a navegação feita de maneira simples pelos controles do Gear VR, Angest, que é a palavra alemã para "angústia", é um jogo profundamente silencioso. Frequentemente você se pega pensando em suas ações, enquanto se locomove por um mundo que não existe.

Na escuridão do espaço do jogo é possível chegar em diferentes finais dependendo das suas decisões. Ao terminar a experiência, que dura entre uma e duas horas, você se pega pensando no que viu naquela viagem espacial.

E no quanto aquelas imagens brincam com quem você é.

O jogo foi desenvolvido pela produtora Eliana Dib, que trabalhou na FEA-USP no jogo DEBORAH sobre história da contabilidade

Ficou curioso com Angest? Veja o trailer abaixo.

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pedrozambarda
Escreve desde os 8 anos. É editor do Geração Gamer e Drops de Jogos, além de ser repórter do Diário do Centro do Mundo.