Drops de Jogos
1BB34097-F786-44E7-9A1A-E8A05C0914DB
Burger
Drops de Jogos
1BB34097-F786-44E7-9A1A-E8A05C0914DB
Burger
Drops de Jogos
ic-spinner
Todo mundo tem uma história para contar
Encontre as melhores histórias para ler e autores para seguir. Inspire-se e comece a escrever grandes histórias sozinho(a) ou com seus amigos. Compartilhe e deixe o mundo conhecê-las.

Como o Japão ressurgiu relevante na E3 2017

Considerações de um repórter brasileiro sobre as novidades da E3, a maior feira de games do mundo, neste ano em Los Angeles (EUA).

Como o Japão ressurgiu relevante na E3 2017
Colaborar com amigos em assuntos que você ama
Pedir coautoria ▸

No ano de 2012, a Nintendo registrou seu primeiro prejuízo empresarial após 27 anos fazendo jogos digitais: de US$ 830 milhões. Em 2011 havia sido lançado seu console Wii U. Ele não vendeu 14 milhões de unidades e foi considerado um fiasco no mercado, tentando juntar as telas duplas do 3DS num aparelho de mesa.

A Nintendo de uma certa forma simboliza o Japão nos videogames. 

É a empresa que popularizou os consoles domésticos e salvou a indústria após a falência da norte-americana Atari em meado dos anos 1980, junto com a decadência dos fliperamas.

Naquele mesmo ano do primeiro preju da Big N, o desenvolvedor independente canadense Phil Fish disse que os jogos japoneses eram "uma merda" por serem fáceis demais num painel da GDC, evento de desenvolvedores nos EUA. Apesar da grosseria, registrada no documentário Indie Game que está na Netflix, Fish tem um ponto. De acordo com a BBC, em 2002 o Japão dominava 50% da produção global. Na mesma pesquisa, o percentual japonês caiu para 10% em 2010.

O que aconteceu?

Os japoneses da indústria global de jogos digitais se "ocidentalizaram". Embora o Nintendo Wii tenha revolucionado o mercado a partir de 2006, boa parte de seus games eram norte-americanos terceirizados. O "DNA do Japão" se perdeu com a ascensão de gigantes como a Microsoft e seu Xbox, além da Sony, que embora seja japonesa levou o PlayStation para fazer sucesso nos Estados Unidos.

Isso provocou uma tendência de decadência no mercado japonês. Embora a Big N vendesse ainda muito, seu nicho estava nos portáteis 3DS, que ainda faziam sucesso no Japão. A Square Enix não conseguia emplacar um novo episódio da franquia Final Fantasy como no final dos anos 90. Parecia que o império dos videogames seria governado pelos EUA ou por algum novo país que não dominou este segmento - como a Europa e o Canadá.

2017 veio para provar que estávamos errados na leitura. Embora o Japão tenha passado por uma crise econômica intensa após o acidente nuclear de Fukushima em 2011, a nação se recuperou e voltou a dominar o setor.

Como o Japão ressurgiu relevante na E3 2017

O primeiro sinal mais claro foi a presença de Shigeru Miyamoto, o criador de Mario e Zelda, na conferência pré-E3 da empresa francesa Ubisoft. O japonês apareceu com canhão em mãos para anunciar Mario + Rabbids Kingdom Battle, um jogo de RPG. Outros sinais estavam claros antes do maior evento de games do mundo em Los Angeles, que acompanhei nos Estados Unidos: o lançamento do Nintendo Switch e do game The Legend of Zelda: Breath of the Wild vão colocar a Nintendo no topo do mundo novamente.

Como o Japão ressurgiu relevante na E3 2017

Dentro da E3, no showfloor do evento, a Big N montou um estande baseado no mapa de mundo aberto de Super Mario Odyssey, game eleito como o melhor do evento segundo os maiores sites norte-americanos e de outros países. Fora isso, o espaço estava lotado quando a E3 abriu pela primeira vez para o público, vendendo 15 mil ingressos.

Como o Japão ressurgiu relevante na E3 2017

Realizada desde 1995, a Electronic Entertainment Expo (E3) era fechada para imprensa, convidados e personalidades da indústria dos games, tornando-se assim o evento mais relevante do setor. Com transmissões na internet e o aumento de jogos eletrônicos independentes em diversos países - incluindo o Brasil -, a feira decidiu se abrir para gerar novas atrações.

Em 2016, a E3 atraiu 50 mil pessoas. Neste ano, o montante subiu para 60 mil. Está distante dos 300 mil da BGS em São Paulo, que é um evento que depende essencialmente de visitantes. Mas o evento em LA agora coloca público e estrelas como Miyamoto cada vez mais próximos.

Isso favoreceu o ressurgimento do Japão. A SEGA, que faliu na produção de consoles após seu Dreamcast no começo dos anos 2000, esteve presente e forte com Sonic Mania. Square Enix marcou presença com um DLC de Final Fantasy 14. Capcom ressaltou Marvel vs Capcom Infinite, além da história de Street Fighter. A Bandai Namco surpreendeu a todos com Dragonball Fighter Z, apresentado na conferência da Microsoft como o jogo de luta mais promissor do ano para categorias competitivas como o EVO. O jogo de Goku também foi tão premiado quando Mario Odyssey, sobretudo em indicações.

Como o Japão ressurgiu relevante na E3 2017

Na área de palestras, o chamado E3 Coliseum, Hideo Kojima, o designer japonês criador da franquia Metal Gear na empresa Konami, fez a palestra mais lotada do evento falando sobre sua paixão pelo cinema e como ele é diferente de produzir games - traçando uma metáfora bizarra com o preparo de sushis. Kojima é um dos devs que optou por um caminho alternativo. Demitido da Konami, criou sua própria empresa em 2016 e agora desenvolve um game chamado Death Stranding.

O Japão tem muitos exemplos não listados neste texto com detalhamento, como o império da From Software e de jogos como Dark Souls. Mas isto é assunto pra outros textos.

O que importa é dizer que os nossos amigos nipônicos voltaram com tudo e "venceram" a E3 deste ano.

Leia mais textos da cobertura do Drops de Jogos/revista Mundo360 na maior feira de games do mundo.

Ronaldo compra metade do time CNB e entra nos eSports

O ex-jogador de futebol Ronaldo Nazário de Lima, o Fenômeno, oficializou sua entrada nos negócios do universo dos esportes eletrônicos na tarde do dia 1º de fevereiro. 

Colaborar com amigos em assuntos que você ama
Pedir coautoria ▸
Ronaldo compra metade do time CNB e entra nos eSports

Ele entrou como investidor do CNB, time brasileiro de eSports, e comprou metade do time.

Aquisição foi feita junto com André Akkari, profissional de pôquer.

Notícia completa no Drops de Jogos.

Você leu a pasta de história
Story cover
escrita por
Writer avatar
pedrozambarda
Escreve desde os 8 anos. É editor do Geração Gamer e Drops de Jogos, além de ser repórter do Diário do Centro do Mundo.