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Entenda o caso do estúdio Flux, que foi expulso da BGS 2017

Pedro Zambarda de Araújo
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Pedro Zambarda de Araújo

Incidente provocou burburinho na maior feira de videogames do Brasil e da América Latina

Entenda o caso do estúdio Flux, que foi expulso da BGS 2017

(Foto: Divulgação)

Estúdio da Vila Madalena, eles contribuíram para popularizar ainda mais os jogos de luta brasileiros e investem no mercado competitivo. No entanto, a companhia sofreu um revês no maior evento do setor.

O Flux Game Studio foi expulso da Brasil Game Show, a maior feira de jogos no Brasil e na América Latina. A empresa paulistana promoveu torneios do jogo brasileiro GUTS entre a imprensa e o público na feira, inclusive com categoria feminina e trazendo premiações que somaram R$ 35 mil.

A companhia foi punida porque trocou de estande sem autorização expressa da BGS, o que infringiu clausulas contratuais. O local do Flux ficava na frente de uma pilastra com extintor de incêndio, numa área menos movimentada do Pavilhão Indie do evento. A mudança ocorreu de quinta-feira, 12 de outubro, para sexta. A empresa terminou banida no sábado, dia 14.

O Drops de Jogos foi ouvir os dois lados da história.

A versão do estúdio Flux

No mesmo dia 14 de outubro, Flux Game Studio enviou um comunicado à imprensa. Brincando com o fato do jogo GUTS lidar com desmembramento dos lutadores, um aspecto marcante do primeiro título nacional a chegar no EVO, o maior torneio de luta do mundo, a companhia explicou que chegou a voltar para o antigo estande e tentou falar com a organização da BGS.

Na avaliação deles, faltou comunicação da Brasil Game Show, mesmo assumindo o erro deles ao ocupar um estande vazio da marca Epic. "Eles ordenaram a retirada do estande bem no meio do campeonato de sexta (...). Neste meio tempo, procurei o atendimento ao expositor para negociar. Fui recebido pelo jurídico sem nenhuma abertura à conversa na primeira tentativa. Na segunda, com outra pessoa, o integrante da equipe BGS me escutou civilizadamente e ficou de levar a proposta para a direção. Foi aí que acabou de vez a comunicação: A direção não retornou, não atendeu telefone, não respondeu WhatsApp ou email - apenas botou quatro seguranças e um integrante do jurídico no nosso estande no sábado cedo", disse Paulo Luis Santos, fundador do Flux, ao Drops de Jogos.

Outras empresas fizeram mudanças de localização dentro do evento. No entanto, as demais conseguiram o aval da Brasil Game Show.

O posicionamento da BGS

"No evento, a gente tem que privilegiar quem tem uma boa conduta na feira. Tivemos um episódio de mudança de espaço de forma não autorizada. Essa empresa foi retirada por descumprir as cláusulas contratuais em respeito ao demais expositores da área que solicitaram isso para a gente", afirmou Marcelo Tavares em uma coletiva de imprensa com jornalistas dentro da BGS. O empresário disse, no entanto, que o banimento não muda o relacionamento com os estúdios independentes no Brasil. "Acreditamos de verdade no mercado indie e a empresa que descumpriu o acordo é bem-vinda no ano que vem", disse Marcelo Tavares, idealizador da Brasil Game Show, em coletiva à imprensa.

Apesar da punição, o empresário se manifestou favorável a receber o Flux Game Studio na feira em 2018. Ele reafirmou compromissos com o mercado de jogos brasileiros e acredita no potencial deles.

Erros podem ser remediados no futuro e excessos foram cometidos. Os games indies nacionais, felizmente, geraram também muito barulho positivo na BGS.