MICHEL TEMER

Governo Temer acerta e pune Mourão, o general que pede ditadura militar em 2017

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Mas será possível para deter a sanha de alguns antidemocratas no Brasil?

Governo Temer acerta e pune Mourão, o general que pede ditadura militar em 2017

(Foto: Marcos Corrêa/PR/Fotos Públicas)

O atual governo posto no lugar da presidente Dilma Rousseff coleciona poucos acertos e muitas de acusações de corrupção. No entanto, ao invés de ampliar o clima golpista no Brasil, ele tomou pelo menos uma boa ação no atual sistema em vigor no Brasil.

O general Antonio Hamilton Mourão, que sugeriu em setembro um golpe militar no Brasil caso o Judiciário não consiga resolver "o problema político", voltou a falar no dia 7 de dezembro sobre a possibilidade de atuação das Forças Armadas. Falou para uma plateia no Clube do Exército, em Brasília, a convite do grupo Ternuma (Terrorismo Nunca Mais), na palestra "Uma Visão Daquilo que me Cerca".

No discurso, disse que o presidente Michel Temer vive uma "Sarneyzação" "aos trancos e barrancos" para governar. E atacou novamente os governos Lula e Dilma pela corrupção e pela crise econômica, complementando que Temer transformou a presidência num "balcão de negócios".

Mourão não mentiu totalmente, mas abusou da sua influência política buscando um público que o apoiasse. E sugeriu uma solução extrema para a crise: o fim da democracia e a volta de uma ditadura. Desta vez, o governo Temer não ficou calado e atuou exemplarmente.

Punido

O Exército comunicou no dia 9 de dezembro ao ministro da Defesa, Raul Jungmann, a destituição do general Antonio Hamilton Mourão do cargo de secretário de Economia e Finanças do Comando do Exército.  Mourão ficará sem função e depois irá para a reserva das Forças Armadas no mês de março de 2018. O militar alega que a movimentação é "natural".

O general também diz que simpatiza com a candidatura de Jair Messias Bolsonaro por sua experiência na política. Diz, no entanto, que ele precisa se cercar de uma equipe "competente".

O controverso movimento do impeachment de Dilma fez a esquerda categorizar as ações de Michel Temer como "golpe parlamentar". Pelo menos o presidente deu sinal que não tolera golpe militar.