POLÍTICA

No Fórum Econômico Mundial, Temer fracassa mais ao tentar 'vender' o Brasil

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No Fórum Econômico Mundial, Temer fracassa mais ao tentar 'vender' o Brasil

(Foto: Beto Barata/PR/Fotos Públicas)

Enquanto Emmanuel Macron da França é saudado globalmente como um anti-Donald Trump nos tratados climático, o Brasil se tornou um anão diplomático desde o fim do governo Dilma Rousseff. Mergulhado numa profunda crise econômica, nosso país tenta cada vez mais se vender no exterior e se frustra em tais tentativas.

O presidente Michel Temer esteve presente no Fórum Econômico Mundial que ocorreu em Davos neste fim de janeiro. O evento concentrou cerca de três mil pessoas, 70 chefes de Estado e governo, 900 representantes de ONGs, 1900 executivos de empresas, 40 líderes culturais, 35 empreendedores, 80 jovens destacados, 32 pioneiros tecnológicos, além de 70 responsáveis de sindicatos, organizações religiosas e da sociedade civil.

Macron é visto como uma liderança de centro, embora seja um direitista liberal, e lotou palestras. Temer, que tem a Reforma da Previdência na cabeça em semana de condenação de Lula, teve uma recepção bastante diferente.

Fiasco

Segundo a repórter Luciana Coelho na Suíça, da Folha de S.Paulo, metade da plateia na palestra de Michel Temer estava vazia pelo menos pela metade no dia 24 de janeiro de 2018. A maioria eram brasileiros e chineses aguardando as próximas conferências.

Para efeitos de comparação, além de Macron, o premiê indiano, Narendra Modi lotou e teve fila de espera na véspera.

O idealizador do Fórum, Klaus Schwab, afirmou que um "novo Brasil" se abre com as reformas econômicas de Michel Temer, alinhadas com a ideologia neoliberal. Ele fez o possível para tentar levantar a moral do parceiro.

Não deu certo. A "venda do Brasil" feita por Temer em nada lembra o carisma e a desenvoltura de Lula, que chegou a ser cumprimentado por Bill Gates no Fórum Econômico Mundial.

Fiasco puro.