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Tectoy relança Pense Bem por R$ 300. Vale a pena comprar?

Pedro Zambarda de Araújo
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Pedro Zambarda de Araújo

Embora não seja exatamente um aparelho de videogame, o Pense Bem fez história como um eletrônico com diversas atividades para crianças. Ele vale hoje como um presente para crianças? 

Tectoy relança Pense Bem por R$ 300. Vale a pena comprar?

No mesmo ano em que a Tectoy relançou o Mega Drive por R$ 450, o Pense Bem volta ao Brasil por R$ 300. Para quem não lembra, ele foi uma mistura de videogame, calculadora e dispositivo eletrônico que fez sucesso no final dos anos 1980 e na década de 1990.

A pré-venda do brinquedo é realizada pelo site oficial por R$ 270. Originalmente ele chegou ao mercado em 1988 e completa 30 anos no ano que vem.

O aparelho será relançado no mês de setembro de 2017.

O que vem nele?

O gadget virá com 10 jogos embarcados, como desafios de matemática e memória, e um “Livro de Atividades Programadas" para testar os conhecimentos em 150 questões de várias áreas do conhecimento. Ou seja, ele funciona ainda tradicionalmente como um quiz eletrônico.

O original possuía jogos com temas de Turma da Mônica, Sonic e Pato Donald. Existiam versões do Pense Bem para os consoles Master System e Mega Drive, produzidos pela Devworks.

Aparentemente o aparelho novo vem "pelado", sem muitas das aplicações que foram introduzidas ao original.

O problema do preço

R$ 300 é um brinquedo caro para crianças, equivalente a um boneco de alto nível ou a um videogame básico. No Mercado Livre, apesar da insegurança quanto a qualidade do produto, o Pense Bem original é negociado entre R$ 40 e R$ 120.

O que a Tectoy aposta investindo numa marca como esta é conquistar o pai da criança, nem tanto os jovens entre 7 e 13 anos. Com vontade de apresentar um brinquedo que cativou o adulto em sua infância, ela pode dar ele de presente para o próprio filho.

Fora isso, não enxergo outro tipo de apelo para o Pense Bem em 2017.