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Até os Obamas se renderam ao irresistível poder do tango

Pilar Magnavita
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Pilar Magnavita
Até os Obamas se renderam ao irresistível poder do tango

Mora Godoy, 43 anos é uma das maiores dançarinas de tango da Argentina e nunca dançou no Carnegie Hall, em Nova York, e nem no Tate Modern, em Londres. No entanto, em uma entrevista ao jornal Folha de S. Paulo publicada hoje, ela disse que não há mais nada que ela gostaria de pedir à vida e ao tango, depois de ontem. O motivo? Ela dançou com Barack Obama na última noite (23/03) e isso basta.

A dançarina se apresentou ao som de "La Cumparsita" no jantar que o presidente argentino, Mauricio Macri, deu ao presidente americano, em visita a Buenos Aires (Argentina), para selarem parcerias comerciais. O mais legal é que o parceiro de Godoy também convidou Michelle Obama para bailar também. E ela foi feliz da vida, gente!

Há quem tenha criticado o casal pela alegria furtiva dias depois da tragédia belga. Entendemos. Mas que cazzo tem lé com cré, não sei. Só sei que os dois casais bailaram um pouco sem jeito, mas com alguma graça. E a internet veio à loucura!

O tango é mágico. E pode ser uma excelente terapia para diversas coisas. Você, por acaso, já pensou na dança como terapia de casal?

Não? Olha... até onde se sabe, a dança, de modo geral, ajuda a combater a timidez, o estresse e até a depressão. O que muitas pessoas ainda não sabem é que ela vem sendo recomendada também como terapia de casal.

Há quem chame o tango de “sexo vertical”. O bailado, a atuação da mulher e do homem, os movimentos ora casados ora dissonantes... Ah! J-Lo e Gere sabem disso!

Quando estive em Buenos Aires (no tempo de lá vai fumaça), descobri que cada dança de tango desenvolve uma espécie de "cena", de acordo com a música. Há diversos tipos: os sensuais, os românticos, os respeitosos, o fraternal, o ressentido. Cada tango soa aos ouvidos do dançarino o roteiro que ele fará na pista. O homem sempre lidera. A mulher sempre o acompanha. Mas cada um interpretará as notas a sua própria maneira. O resultado é sempre divino! Tanto na apresentação como na relação entre o par, ainda mais se houver sentimento.

Um estudo da Universidade Goethe, em Frankfurt, Alemanha, diz que a dança revigora homem e mulher, combate o estresse e faz os casais voltarem a se apaixonar. Na pesquisa, a saliva dos dançarinos foi testada antes e depois do tango, para medir os níveis de testosterona e do hormônio do estresse, cortisol. Os participantes terminaram a coreografia com mais testosterona, sentindo-se mais relaxados, mais sexy e mais íntimos de seus parceiros. Outras danças foram testadas, mas sem os mesmos efeitos que o tango.

A maior parte dos problemas dos casais pode ser percebida numa rodada da música típica argentina. Por exemplo: o homem tem que liderar a dança, é ele que precisa ver aonde eles estão indo quando se movimentam. A mulher vai atrás e não pode ver este caminho. Ela tem que confiar em seu parceiro. Mas, ao mesmo tempo, o homem não pode levar uma mulher em passos que ela não quer dar, nem guiá-la aonde ela não quer ir. Ele tem que persuadi-la, fazê-la feliz e confiante. Se ela puder confiar nele, vai segui-lo. Se não confia, a dança não acontece.

Até os Obamas se renderam ao irresistível poder do tango

Por isso existe uma entidade chamada Associação Internacional de Terapia de Tango.

Você acredita no poder do tango?

Até os Obamas se renderam ao irresistível poder do tango

Pense agora na dança, não só como um momento, mas como um modo de trazer todas as coisas que um dia ficaram perdidas entre o casal e embarque nessa jornada melodiosa.

Se o parceiro for difícil para convencer (porque normalmente os homens são extremamente tímidos para essas coisas), comece a aprender você sozinha. Em três ou quatro meses, ele vai te seguir. Especialmente se ele te vir fazendo outro par na pista.

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