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D-Vine

Pilar Magnavita
Yazar
Pilar Magnavita

E se a gente pudesse fazer vinho em casa, como café de cápsula? Qual é o primeiro pensamento que te vem à cabeça quando eu digo que, sim, isso é possível?

Pois é. Inspirada pelo sucesso mundial da Nespresso, a empresa start-up 10-Vins apresentou na última semana, na feira Consumer Electronics Show, em Las Vegas, uma máquina de servir vinhos na medida de apenas uma taça. Se essa moda pega, seria o fim da enologia?

Antes que  puristas e amantes do tradicionalíssimo vinho em garrafas possam chiar, praguejando que isso é blasfêmia contra os melhores rótulos franceses, já adianto que a invencionice é de Nantes, a 380 quilômetros de Paris. E que o vinho não vem em pózinho lacrado em cápsulas. São pequenos frascos com o melhor da França. Estamos falando, por exemplo, do Bordeaux Château D'Haurets 2012 (por 2 euros o frasco), do chablis cru Domaine du Chardonnay 2013 (5 euros o frasco) ou do Châteauneuf-du-Pape, Domaine de La Graveirette 2011 (6 euros). Os preços vão até 13,5 euros a unidade de 100 ml.

A máquina, chamada pela 10-Vins pelo espirituoso trocadilho D-Vine, custa 499 euros e estará disponível para venda a partir de 31 de janeiro deste ano.

Os criadores quiseram possibilitar uma dose única de vinho, especialmente para aquele momento que você quer tomar uma tacinha no almoço, mas acaba não abrindo para evitar desperdício ou deixar o vinho "airar" demais na adega. Assim, você consegue desfrutar do sabor original e ainda evita o desperdício. Além do mais, se estiver com amigos, ainda possibilita diversificações conforme o gosto da turma.

Como na cafeteira, os frascos são encaixados na parte superior do equipamento. Uma vez acionada, a D-Vine começa a decantar o vinho, acelerando as três horas do  processo de aeração em apenas um minuto. Um minuto!

Logo em seguida, voilá! Eis o vinho na taça, nas CPTPs de consumo (condições perfeitas de temperatura e pressão).

D-Vine

A carta para a D-Vine já possui 30 variedades de vinho francês, incluindo alguns grands crus da Borgonha e de Bordeaux.

Doido, não? Será que é bom?