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Descubra as profissões que irão desaparecer no futuro

Pilar Magnavita
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Pilar Magnavita
Descubra as profissões que irão desaparecer no futuro

Robôs não têm sentimentos. Muito embora os irmãos Wachowski (da trilogia Matrix) tenham pregado que as máquina podem ser mais humanas do que os próprios humanos (e talvez tenham razão em alguns aspectos), os robôs não são capazes de pensar emocionalmente: de criar, inventar, de ter empatia, de simpatizar ou mesmo de perceber metáforas e a maldade disfarçada em nós. No entanto, ganham de lavada de nós em todas as tarefas repetitivas. Não enchem o saco, não se cansam (podem superaquecer, de repente), não param até segunda ordem. E é por isso que irão nos substituir em inúmeras profissões no futuro.

Um estudo da McKinsey Global Institute avaliou cerca de 750 profissões exercidas nos EUA e concluiu que estarão extintas nas próximas duas décadas as atividades relacionadas a plantio e colheita, pesca, montagem de automóveis e alguns cargos administrativos como auxiliar de contas.

O World Economic Forum já previu, no ano passado, a ocupação de cerca de 5,1 milhões de postos de trabalho por robôs durante os próximos cinco anos. Essa transição não deverá acontecer de forma abrupta, como já não está acontecendo.

Na minha humilde opinião, as atividades ligadas a serviços e à produção intelectual ainda deverão continuar sendo exercidas por nós, humanos. Creio que o impacto da tecnologia, contudo, vai reformular terrivelmente todas as áreas ligadas a isso. Já começamos a ver no com o jornalismo, por exemplo. A internet proporcionou ambiente onde a informação é anárquica. Apenas quem lida com dados privilegiados ainda está obtendo algum dinheiro com isso.

Nas agências de notícias, por exemplo, quem tem fontes importantes acabam conseguindo offs (aquelas declarações que aparecem nas matérias, mas não se sabe a fonte) exclusivos. E quando isso está em política e economia, por exemplo, pode mudar todo um curso de fatos e acontecimentos com a publicação desse tipo de notícias. E robôs não fazem fontes e nem conquistam a confiança de gente influente que usa o reportariado para escoar notícias propositadamente, né?! Até porque um repórter deveria ter o mínimo de senso crítico para filtrar o que é balela e o que não é. Se bem que... se a coisa continuar assim, podemos substituir jornalistas por robôs em mais da metade das redações no país.

Outros postos de trabalho poderão também ser facilmente substituídos por máquinas nas próximas décadas:

• Operadores de escavadeiras e outras máquinas pesadas

• Empregados de linhas de produção (como montagem de carros);

• Ajudantes que trabalham em linhas de produção;

• Assistentes de limpeza de reservas ambientais;

• Operadores de máquinas de pintura e corte de materiais;

• Operadores de máquinas de embalagens;

• Operadores de máquinas de torrefação de tabaco;

• Preparadores de comida;

• Operadores de fornos e de assadeiras industriais;

• Controladores de máquinas agrícolas;

• Motoristas de máquinas de carregamento;

• Operadores de máquinas que prestam serviços de mecânica;

• Tecnicos que mantêm equipamentos diversos (como de segurança) em ordem;

• Atividades relacionadas à fabricação de livros;

• Profissionais de seleção de produtos (controle de qualidade);

• Técnicos responsáveis por fazer orçamentos de serviços;

• Certas funções exercidas por operadores de telemarketing;

• Técnicos que monitoram dados (como controle de finanças);

• Controladores de transições (como entre contas bancárias);

• Atividades realizadas por correspondentes de escritórios (office boy);

• Vendedores que fazem negócios online ou por telefone; e

• Assistentes de escritório que organizam documentos, por exemplo.

E se você está muito chateado porque sua atividade pode ter um fim robótico e menos humano, lembre-se sempre que, se os ferreiros que ferravam cavalos tivessem impedido o avanço do automóvel, ainda teríamos estábulos no lugar dos carros. O segredo é se reinventar sempre. Ainda bem que profissão não define a identidade de alguém, né?!

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