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5 conclusões bizarras de pesquisas financiadas por empresas alimentícias

Tapa Da Pantera
há um ano47 visualizações

A gente conhece bem essa doideira, né? Hoje, um estudo comprova que caroço de azeitona faz bem para a vista. Amanhã, outra pesquisa diz que é mentira, que o tal do caroço só faz bem se for cortado em mini-cubinhos e servido a 74ºC. Nem um grau a mais, nem um grau a menos. Não dá pra acreditar em tudo que se lê por aí.

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5 conclusões bizarras de pesquisas financiadas por empresas alimentícias

O que é fato incontestável é que um produto vende mais quando alguém descobre um valor nutritivo ou prova que faz bem à saúde. É por isso que empresas do ramo alimentício como Coca-Cola e McDonald’s patrocinam pesquisas o tempo inteiro. Às vezes, dá certo. Às vezes, o resultado é um tanto estranho. Olha só:

1. Refrigerante diet é melhor do que água para perder peso

Foi publicado no International Journal of Obesity (que diz ser um instituto sério!) e financiado pelo International Life Sciences Institute, um nome bonito que tem por trás tanto a Coca-Cola quanto a PepsiCo. E sim, a tese é de que refrigerante ajuda mais na perda de peso que água, aquele líquido que compõe cerca de 60% do corpo humano. E olha o problema: de mais de 5.500 artigos da pesquisa, apenas três comparavam refrigerantes a água. Só um deles supostamente comprovava que beber refrigerantes diet ajudava a perder peso mais do que água. Só um. Em mais de cinco mil!

2. Crianças que comem doces são menos gordas

Esse estudo aqui foi patrocinado pela National Confectioners Association, uma espécie de associação de doceiros. Na época, a agência de notícias Associated Press descobriu um e-mail escrito por um dos autores da pesquisa que os resultados haviam sido calculados para o benefício de uma empresa. 

3. Queijo reduz o colesterol

Um estudo de 2011, publicado no American Journal of Clinical Nutrition, alegava exatamente isso: queijo reduz seu colesterol de maneira saudável. Aqui, o problema foi a divulgação. A pesquisa dizia, na verdade, que queijo era mais saudável que manteiga na luta contra o colesterol - o que é verdade. O problema todo foi a maneira como isso foi divulgado. Talvez tenha a ver com o fato de o estudo ter sido financiado Danish Dairy Board (uma espécie de conselho de laticínios da Dinamarca)… 

4. Chocolate é um super alimento!!!

Ah, o chocolate… Existem pelo menos três pesquisas interessantes que “comprovam” os benefícios do chocolate para a saúde. Uma delas sugere que o alimento ajuda na função cognitiva de idosos. Em outras palavras, seu avô vai ter uma memória boa e raciocinar melhor se você entupi-lo de bombons a cada data festiva. O segundo estudo alega que idosos (sempre eles, coitados!) têm melhoria cardiovascular graças ao chocolate. Uma terceira pesquisa dizia que esse benefício cardiovascular se aplica a todas idades. Coincidência ou não, todas (TO-DAS) essas pesquisas foram financiadas pela Mars, a empresa que fabrica M&M, Snickers e Twix. Será?

5. Activia regula suas idas ao banheiro

Aqui nem teve pesquisa. A Danone decidiu concluir por conta própria. Maaaas não é porque a Shakira aparece rebolando ou Juliana Paes diz “você bem por dentro e por fora” que isso é necessariamente verdade. Em 2010, a Dannon (o nome americano da Danone) foi condenada por propaganda enganosa e falsas alegações quanto aos benefícios de saúde do tal iogurte. O que ninguém quase ninguém notava por lá é que naquelas linhas que quase ninguém enxerga, estava escrito em todas embalagens de Activia: “não há prova científica para comprovas essas alegações.” Ou seja, a gente mente aqui, mas fala a verdade ali, de forma discreta. Mas a verdade é que não, Activia não regula suas idas ao banheiro. 

Um vinho para ler ou um livro para degustar? Queremos as duas coisas!

Tapa Da Pantera
há um ano11 visualizações

Estava eu revirando a internetchy quando me deparei com essa incrível notícia:

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Gente, caí dura! O coração acelerou, as mãos tremeram, o ar faltou... Até o tempo fechou aqui em casa, esfriou e choveu! Foi como se Deus falasse comigo: “filha, vai que é tua!”. Como se Ele tivesse feito essa lindeza só para mim.

Mas não, não foi Ele. 

Foi a vinícola italiana Matteo Correggia, da região Canale d’Alba, que anunciou o projeto LibrottigliaO nome sugestivo da linha de produtos vem da união de duas palavras em italiano: libro (livro) e bottiglia (garrafa).

Um vinho para ler ou um livro para degustar? Queremos as duas coisas!

O que é isso? É um livreto no rótulo de vinho. É redenção para um dia bom de frio, depois de uma semana de muita correria. Essa belezura de ideia foi desenvolvida pela agência de design Reverse Innovation e tem como principal objetivo a junção entre degustação de vinho e leitura.

Um vinho para ler ou um livro para degustar? Queremos as duas coisas!

Para cada tipo de vinho, um estilo de história. Claro! Uma espécie de harmonização eno-literária. As características de cada vinho são combinados a um gênero narrativo para criar uma experiência maravilhosa. Os livros de tamanho compacto são os rótulos das garrafas de 375 ml e possuem um formato minimalista e contemporâneo. 

Foram escolhidas três histórias, todas impressas em italiano (até agora):

#1 "Tia amo, Dimeticami ("Te amo, esqueça-me", em português), da autora brasileira Regina Nadaesque narra uma paixão intensa. O conto harmonizou-se com o incrível nebiolo da região Roero, em Piemonte.

Um vinho para ler ou um livro para degustar? Queremos as duas coisas!

#2 "L'omicidio" ( "Assassinato"), do jornalista e humorista italiano Danilo Zanelli, é um mistério tingido com humor, que combina com o espírito fresco e leve do branco Roero Arneis, também típica de Piemonte.

Um vinho para ler ou um livro para degustar? Queremos as duas coisas!

#3 O cantora e escritora Patrizia Laquidara é autora de "La Rana nella Pancia" ( "O Sapo na Barriga"), uma fábula intrigante que complementa a personalidade incomum do Anthos. É um tinto seco, feito de Brachetto, uma uva usada comumente para espumantes leves e frutificados com outros aromas, mas que, nas mãos dos mestres enólogos da Matteo Correggia, se tornou uma bela obra de arte de sabor.

Um vinho para ler ou um livro para degustar? Queremos as duas coisas!

Os vinhos ainda não foram precificados e vendidos ao público. No site da Librottiglia, é possível reservar a "trilogia" e aguardar a chegada dos vinhos ao mercado.

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Por Pilar Magnavita

#enoliteratura #literatura #vinho #degustação #matteocorreggia #vinhoitaliano #literaturaetílica #docevita

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pilarmag
Escritora, psicóloga de parentes e amigos, experimentada na cozinha e na Comunicação, já pipocou na chapa quente de grandes jornais e empresas, mãe de cachorro, esposa prendada e tirana, mulher sensível e chorona, teóloga meia boca, fã de Neil Degrasse Tyson. Namastê! Prazer em te conhecer.