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Todo mundo tem uma história para contar
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Os favoritos da Rainha

Pilar Magnavita
há 2 anos7 visualizações
Os favoritos da Rainha
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A gente pode pensar que a rainha britânica Elizabeth II deva tomar os melhores vinhos do mundo, de safras criadas especialmente para ela e de rótulos vintage que não se fabricam mais comercialmente. Na verdade não é nada disso. Betinha gosta daqueles que qualquer um acha nos supermercados londrinos. Mais precisamente na rede Waitrose.

Quem revela o gosto real é Jancis Robinson, uma ex-funcionária da Royal Household Wine Committee, responsável por levar à mesa da rainha os melhores rótulos. Em artigo que ela escreveu para o credibilíssimo tabloide britânico Daily Mail, Robinson comenta que a rainha aprecia hábitos frugais e gasta pouco ao comprar, por exemplo, cinco mil garrafas para uma das 300 recepções que acontecem todo ano nos palácios de Buckingham e Windsor.

Os favoritos da Rainha
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Beth economiza o dinheiro público e mantém a vida palaciana bem low profile. Esse jeito parece algo que a linha de sucessão toda herdou. Charles e William são pessoas que até podem ter gosto refinado, mas não exibem toda aquela #realezaostentação. Imaginem eles fazendo selfies em camas cheias de dinheiro, com carrões e joias caras? A Revolução Francesa iria parecer fichinha.

Se Beth soube manter o trono para seus descendentes, isso ocorreu muito em parte pelo corte nos gastos da família real. E com família real, a gente põe na conta muita gente da nobreza (tios e primos de William).

Os vinhos que Betinha toma são básicos: sauvignon blanc neo-zelandês e tinto Bordeaux. Jancis Robinson revelou ainda que, na última avaliação das adegas do palácio, a média de preços das garrafas foi de meras 4,12 libras por um Rosso Piceno, da Itália, e 7,50 libras pelo branco francês Mâcon-Uchizy.

A especialista recomenda ótimas uvas por um bom preço: vinhos brancos sul-africanos, chilenos, vinhos do Vale do Loire e Muscadet, Beaujolais, Côtes du Rhône, o espanhol Garnacha e vinhos portugueses.

E a gente aqui chorando pela alta do dólar, porque não pode tomar um Barolo! tsc-tsc-tsc Tá certo, Betinha! A gente que nunca comeu marmelo, quando come se lambuza.

#vinho #rainha #elizabethII #rótulos 

Contemplando Scola

Pilar Magnavita
há 2 anos5 visualizações
Contemplando Scola
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Ettore Scola, morto nesta terça (20/01), foi desses diretores de cinema que surgiram nos anos 60 e que dominavam a arte de enquadrar e compor luz e sombra, para criar aquele efeito mega fashion que os europeus faziam na época. No entanto, o gênio italiano sabia mesclar a estética sedutora da época com uma narrativa genuinamente popular. Podemos dizer que o legado de Scola não foi somente o despertar do povão para o cinema na época, como realizar tramas extremamente complicadas, despertando em todos nós sentimentos muito desconhecidos naquele momento, em que Hollywood nos brindava com apenas belas histórias. Foi um camarada com forte veia social, algo que herdou dos seus anos como jornalista. E talvez tenha sido por isso que, no Brasil, Scola tenha, de fato, feito escola.

Em homenagem a esse diretor e roteirista inovador, minha dica para o fim de semana é uma pequena maratona com oito grandes filmes. Prepare a pipoca, a mente e o coração para para toda essa carga das emoções italianas em Ettore Scola. Seus melhores filmes são dos anos 70 e 80, citaria Concorrência Desleal, em 2000 (filmaço), e o documentário-arte "Estranho Chamar-se Fellini" (2013), agora no fim da vida.

#1 Concorrência Desleal (2000)

Umberto (Diego Abatantuono) é um alfaiate que repentinamente começa perder sua clientela para uma loja vizinha, de propriedade de Leone (Sergio Castellitto), que oferece roupas a preços mais baixos. Apesar da rivalidade, os filhos de ambos demonstram grande amizade entre si. Até que um dia vêm a público as diferenças que os concorrentes cultivavam em sigilo: durante uma discussão, Umberto se refere de forma depreciativa ao fato de Leone ser judeu, condição que ele ocultava. A polícia fascista presencia o bate-boca e o comerciante passa a ser perseguido, perdendo sua loja, seus direitos e sua dignidade. Ao testemunhar a desgraça do rival, Umberto se arrepende e trata de fazer o possível para ajudá-lo.

#2 Nós Que Nos Amávamos Tanto (1974)

Um drama que narra as desiluções de três idealistas italianos Gianni (Vittorio Gassman), Nicola (Stefano Satta Flores) e Antonio (Nino Manfredi), que se tornam muito amigos durante o ano de 1944 enquanto combatem os nazistas.

#3 Um Dia Muito Especial (1977)

Benito Mussolini e Adolf Hitler se encontraram em 1938, em Roma, para selar a união política que, no ano seguinte, levaria o mundo à 2ª Guerra Mundial. Praticamente toda a população vai ver o acontecimento, inclusive o marido fascista de Antonietta (Sophia Loren), uma solitária dona de casa que conhece acidentalmente Gabriele (Marcello Mastroianni), seu vizinho, quando o pássaro de estimação dela foge e ela o encontra pousado na janela do vizinho. Antonietta nunca falara com Gabrielle, que tinha sido demitido recentemente da rádio onde trabalhava por ser homossexual. Ela, por sua vez, era uma esposa infeliz e insegura pelo fato de não ter uma formação profissional. Gradativamente os dois desenvolvem um tipo muito especial de amizade.

#4 Feios, Sujos e Malvados (1976)

Roma, Itália. Giacinto Mazzatella (Nino Manfredi) vive em um barraco com sua esposa, dez filhos e diversos outros parentes. Devido ao pouco espaço disponível, eles dormem praticamente um ao lado do outro. Giacinto guarda uma boa quantia em dinheiro mas, temendo ser roubado, sempre o mantém escondido. Isto irrita sua família, que não pode usá-la para melhorar um pouco de vida. A situação chega ao limite quando Giacinto leva para casa sua amante, o que faz com que a família passe a planejar seu assassinato.

#5 Casanova e a Revolução (1982)

Em 1971, Nicolas Edmé Restif de la Bretonne (Jean-Louis Barrault), o controverso escritor e editor, vê a condessa Sophie de la Borde (Hanna Schygulla), a dama de companhia de Marie-Antoinette (Eléonore Hirt), deixar Paris secretamente. Ele conclui que o rei Luís XVI (Michel Piccoli) e sua família já tinham deixado a capital. Determinado em satisfazer sua curiosidade e testemunhar o maior evento histórico de sua vida, o escritor parte em perseguição à condessa, pois assim achará o rei. No caminho conhece um idoso cortesão, que não é nem mais nem menos que Casanova (Marcello Mastroianni), o mestre da sedução, que guarda seu encanto ainda, apesar de ter 66 anos. Por um acaso do destino eles acabam na mesma carruagem onde também estão também Sophie e Thomas Paine (Harvey Keitel), um ativista político americano. Como o cocheiro faz seu trajeto através da cidade de Metz, os viajantes descobrem que eles estão seguindo a mesma rota de outro cocheiro, que leva à família real.

#6 O Baile (1983)

Sem diálogos, o filme conta parte da história da França, da década de 1930 à década de 1980, a partir dos personagens reunidos em um salão de dança. Através das recordações das pessoas, da música e da dança, o filme traça um panorama da evolução do país, da ocupação nazista ao surgimento do rock'n'roll.

#7 A Família (1987)

Conta a trajetória de uma família italiana, desde o início do século 20 até os anos 80. Quem faz esta retrospectiva sentimental é a personagem Carlo que, em seus 80 anos de vida, presenciou mortes, nascimentos, revoluções e guerras. É uma narrativa delicada e sutil, também, nas transformações físicas e psicológicas de seus personagens. São passagens de tempo que fazem ratificar que a vida é assim mesmo, passa que a gente nem sente. E os personagens, são naturais, banais, tal como nós. Com um forte senso social, Scola também mostra a transformação de uma Itália em tempos de (pós)-guerra, com as transformações das personagens dessa família.

#8 Documentário: Que Estranho Chamar-se Federico (2012)

O último trabalho de Ettore Scola, em homenagem ao grande amigo Federico Fellini. É divertidamente italiano.

#Scola #ettorescola #cineasta #italia #cinema #diretordecinema #cinemaitaliano #filmesclássicos #filmesclassicos

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pilarmag
Escritora, psicóloga de parentes e amigos, experimentada na cozinha e na Comunicação, já pipocou na chapa quente de grandes jornais e empresas, mãe de cachorro, esposa prendada e tirana, mulher sensível e chorona, teóloga meia boca, fã de Neil Degrasse Tyson. Namastê! Prazer em te conhecer.