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"Pastasciutta della Domenica"

Pilar Magnavita
há 2 anos5 visualizações

Quem é italiano, veio de família italiana ou conhece a fundo essa doutrina de vida desse povo feliz e bem alimentado da península itálica sabe que domingo é dia de massa: la pastasciutta della Domenica. E como hoje é domingo, vou ensinar para você tudo o que é preciso para fazer uma bela macarronada da nona!

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"Pastasciutta della Domenica"

La Pastasciutta con salsa di carne

Significa macarrão, em italiano, com molho de carne. Essa receita é da minha bisavó, nascida em Caserta, na Itália, que veio criança para as Américas e teve uma história de vida tão incrível que vai valer outro post. A gente está falando aqui da receita que ela legou a nossa família.

A bisa Tereza Testa aprendeu esse prato com o pai dela, vovô Giovanni, que montou em Florianópolis a primeira fábrica de macarrão do Brasil. E o que ele vendia na praça da cidade (pois foi assim que começou) era a massa com esse molho especial (que ele não ensinava a ninguém!) que irei mostrar como é.

Não vou pedir para você fazer a massa, até porque ninguém tem os braços musculosos de minha nona Tereza, mas você pode encontrar boas marcas importadas em praticamente qualquer mercado. Aqui em casa, uso muito o espaguete nº 12 De Cecco por ser mais acessível e bem grosso.

(suas mentes pervertidas!)

É que a espessura da massa faz diferença em relação ao molho que vamos usar, que, no caso, é de carne. Vamos utilizar meio quilo de músculo fresco e, por isso, ter um açougue perto no lugar de um supermercado, é melhor porque a carne costuma ser mais recente. Caso não tenha um açougueiro de confiança, procure em um supermercado mais caro. Não vai fazer diferença porque o músculo é uma parte do boi menos nobre e mais desvalorizada. Para mim, é uma das melhores.

Você precisará marinar a carne com três dentes de alho, azeite a gosto, tomilho, alecrim, meia cebola cortada em pedacinhos pequeninos, duas colheres de vinho tinto (aceto balsâmico também serve) e sal e pimenta. Deixe a carne quietinha por umas duas horas, virando nesse marinado de tempos em tempos para ajudar a pegar o sabor. Depois despeje a carne e o molhinho em uma panela de pressão e cubra toda a peça com água (eu costumo cozinhar usando água filtrada em tudo, mas é só paranoia minha de limpeza).

Obrigada, MJ!

A carne vai ferver por mais de uma hora em fogo médio, dependendo do teu fogão. Quando estiver dando aquele aroma na casa, dê uma checada para ver se a água secou. Se tiver secado, mas a carne ainda estiver consistente (ou “seje”, se o açougueiro “fio duma égua” te vendeu boi velho)...

...você vai precisar colocar mais água, mais ou menos, até o meio da carne, e deixar ferver mais um cadinho. Aproveite para acertar o sal e a pimenta. Dê uma viradinha na peça para amaciar o lado que ficou para fora d’água. No fim, o importante é ter sobrado caldo e a carne estar desfiando sozinha. Porque é isso que você vai fazer em seguida: destrinchar o músculo.

Calma, Sakura! Agora vem a parte mais fácil. Em uma panela, ferva dois tomates com água. Em outra, ferva o macarrão (sem quebrar a massa, pelo amor de Deus!) em água e sal. Não precisa colocar azeite e óleo porque em água isso não vai pegar no macarrão. Melhor coisa para que os fios não grudem é comprar uma marca de qualidade. Dica de madrinha!

Escorra quando o macarrão estiver “al dente”, ou seja, macio e consistente e não molenguento, se desfazendo. Tire um para provar quando a massa começar a inchar. Em geral, demora uns cinco minutos depois disso.

Para finalizar, tire os tomates do fogo e “escalpele” os vermelhinhos. Na panela com a carne desfiada, acrescente as duas bolotas e amasse-as, misturando com o molho. De vez em quando, minha nona acrescentava mais filetes de alho. Mas era só de vez em quando.

E agora é servir! Despeje o macarrão numa tigela, pode jogar um pouco de azeite para ele desgrudar e coloque o molho por cima. Se tiver parmesão ou grana padano em pedaços, pode cortar umas lascas por cima e polvilhar um manjericão e salsinha cortadinhos.

Dá para servir com pão tostado com azeite e parmesão, porque fica divino e a gente gosta de comer com o finalzinho do molho depois.

É por aí...

#massa #macarronada #macarronadadedomingo #almoçoemfamília #receita #comidaitaliana

Os favoritos da Rainha

Pilar Magnavita
há 2 anos7 visualizações
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A gente pode pensar que a rainha britânica Elizabeth II deva tomar os melhores vinhos do mundo, de safras criadas especialmente para ela e de rótulos vintage que não se fabricam mais comercialmente. Na verdade não é nada disso. Betinha gosta daqueles que qualquer um acha nos supermercados londrinos. Mais precisamente na rede Waitrose.

Quem revela o gosto real é Jancis Robinson, uma ex-funcionária da Royal Household Wine Committee, responsável por levar à mesa da rainha os melhores rótulos. Em artigo que ela escreveu para o credibilíssimo tabloide britânico Daily Mail, Robinson comenta que a rainha aprecia hábitos frugais e gasta pouco ao comprar, por exemplo, cinco mil garrafas para uma das 300 recepções que acontecem todo ano nos palácios de Buckingham e Windsor.

Os favoritos da Rainha
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Beth economiza o dinheiro público e mantém a vida palaciana bem low profile. Esse jeito parece algo que a linha de sucessão toda herdou. Charles e William são pessoas que até podem ter gosto refinado, mas não exibem toda aquela #realezaostentação. Imaginem eles fazendo selfies em camas cheias de dinheiro, com carrões e joias caras? A Revolução Francesa iria parecer fichinha.

Se Beth soube manter o trono para seus descendentes, isso ocorreu muito em parte pelo corte nos gastos da família real. E com família real, a gente põe na conta muita gente da nobreza (tios e primos de William).

Os vinhos que Betinha toma são básicos: sauvignon blanc neo-zelandês e tinto Bordeaux. Jancis Robinson revelou ainda que, na última avaliação das adegas do palácio, a média de preços das garrafas foi de meras 4,12 libras por um Rosso Piceno, da Itália, e 7,50 libras pelo branco francês Mâcon-Uchizy.

A especialista recomenda ótimas uvas por um bom preço: vinhos brancos sul-africanos, chilenos, vinhos do Vale do Loire e Muscadet, Beaujolais, Côtes du Rhône, o espanhol Garnacha e vinhos portugueses.

E a gente aqui chorando pela alta do dólar, porque não pode tomar um Barolo! tsc-tsc-tsc Tá certo, Betinha! A gente que nunca comeu marmelo, quando come se lambuza.

#vinho #rainha #elizabethII #rótulos 

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pilarmag
Escritora, psicóloga de parentes e amigos, experimentada na cozinha e na Comunicação, já pipocou na chapa quente de grandes jornais e empresas, mãe de cachorro, esposa prendada e tirana, mulher sensível e chorona, teóloga meia boca, fã de Neil Degrasse Tyson. Namastê! Prazer em te conhecer.