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Sobre Reinheitsgebot, a pureza alemã

Os alemães não têm jeito. Os caras comemoram até hoje a Lei da Pureza, conhecida como Reinheitsgebot. Para eles, alemã boa é alemã pura.

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Calma, gente, que é a pureza da cerveja! Foi criada em 1516, pelo duque Guilherme IV da Baviera, para proteger os consumidores da época de produtos com ingredientes tóxicos. Acredita que é a norma ara alimentos mais antiga do mundo ainda em vigor? Assim, também não havia riscos de ninguém aguar o chope da realeza.

Muitos produtos que não eram taxados (ilegais) levavam ingredientes tóxicos como beladona, papoula ou rosmarinho silvestre. O decreto foi criado apenas para a região da Baviera, mas como a cerveja é coisa séria, acabou valendo para todos os reinos germânicos e prussianos. Na época, quem desrespeitasse poderia pagar até com a vida!

O vigor da Reinheitsgebot faz aniversário de 500 no dia 23 de abril deste ano. No entanto, com o desenvolvimento da União Europeia ao longo da segunda metade do século XX, a Alemanha precisou alterar um pouco a composição da cerveja para atender o mercado da exportação. Quem atende os outros países precisa pedir uma permissão especial para não seguir a Lei da Pureza. Parece que apenas 0,001% dos produtores alteram a fórmula para atender o mercado externo.

Há mais de 1,3 mil cervejarias na Alemanha, que produzem cerca de 95 milhões de hectolitros por ano - 85% da produção é consumida no próprio país.

Sobre Reinheitsgebot, a pureza alemã

O consumo de cerveja caiu nos últimos dez anos de 116 para 106 litros por pessoa por ano. No entanto, os alemães continuam entre os maiores bebedores de cerveja do mundo em termos de consumo per capita - ranking que costuma ser liderado pela República Tcheca.

Quer fazer uma cerveja purinha, tipo Reinheitsgebot?

Olha aí o decreto:

"Proclamamos com este decreto, por Autoridade de nossa Província, que no Ducado da Baviera, bem como no país, nas cidades e nos mercados, as seguintes regras se aplicam à venda da cerveja:

Do dia de São Miguel (29 de Setembro) ao dia de São Jorge (23 de abril), o preço para um Litro ou um Copo, não pode exceder o valor de Munique do pfennig (moeda local).

Do dia de São Jorge (23 de Abril) ao dia de São Miguel (29 de setembro), o litro não será vendido por mais de dois pfennig do mesmo valor, e o copo não mais de três Heller (Heller geralmente é meio pfennig).

Se isto não for cumprido, a punição indicada abaixo será administrada.

Se todo cervejeiro tiver outra cerveja, que não a cerveja do verão, não deve vendê-la por mais de um pfennig por Litro.

Além disso, nós desejamos enfatizar que no futuro em todas as cidades, nos mercados e no país, os únicos ingredientes usados para fabricação da cerveja devem ser lúpulo, malte e água.

Qualquer um que negligenciar, desrespeitar ou transgredir estas determinações, será punido pelas autoridades da corte que confiscarão tais barris de cerveja, sem falha.

Se, entretanto, um comerciante no país, na cidade ou nos mercados comprar dois ou três barris da cerveja (que contém 60 litros) para revendê-los ao vendedor comum, apenas para este será permitido acrescentar mais um Heller por copo, do que o mencionado acima. Além disso, deverá acrescentar um imposto e aumentos subsequentes ao preço da cevada (considerando também que os tempos da colheita diferem, devido à localização das plantações).

Nós, o Ducado da Baviera, teremos o direito de fazer apreensões para o bem de todos os interessados."

– Guilherme IV Duque da Baviera

Tá certo, Gui! Mandou muito bem!

Sobre Reinheitsgebot, a pureza alemã

D-Vine

Pilar Magnavita
há 2 anos3 visualizações

E se a gente pudesse fazer vinho em casa, como café de cápsula? Qual é o primeiro pensamento que te vem à cabeça quando eu digo que, sim, isso é possível?

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Pois é. Inspirada pelo sucesso mundial da Nespresso, a empresa start-up 10-Vins apresentou na última semana, na feira Consumer Electronics Show, em Las Vegas, uma máquina de servir vinhos na medida de apenas uma taça. Se essa moda pega, seria o fim da enologia?

Antes que  puristas e amantes do tradicionalíssimo vinho em garrafas possam chiar, praguejando que isso é blasfêmia contra os melhores rótulos franceses, já adianto que a invencionice é de Nantes, a 380 quilômetros de Paris. E que o vinho não vem em pózinho lacrado em cápsulas. São pequenos frascos com o melhor da França. Estamos falando, por exemplo, do Bordeaux Château D'Haurets 2012 (por 2 euros o frasco), do chablis cru Domaine du Chardonnay 2013 (5 euros o frasco) ou do Châteauneuf-du-Pape, Domaine de La Graveirette 2011 (6 euros). Os preços vão até 13,5 euros a unidade de 100 ml.

A máquina, chamada pela 10-Vins pelo espirituoso trocadilho D-Vine, custa 499 euros e estará disponível para venda a partir de 31 de janeiro deste ano.

Os criadores quiseram possibilitar uma dose única de vinho, especialmente para aquele momento que você quer tomar uma tacinha no almoço, mas acaba não abrindo para evitar desperdício ou deixar o vinho "airar" demais na adega. Assim, você consegue desfrutar do sabor original e ainda evita o desperdício. Além do mais, se estiver com amigos, ainda possibilita diversificações conforme o gosto da turma.

Como na cafeteira, os frascos são encaixados na parte superior do equipamento. Uma vez acionada, a D-Vine começa a decantar o vinho, acelerando as três horas do  processo de aeração em apenas um minuto. Um minuto!

Logo em seguida, voilá! Eis o vinho na taça, nas CPTPs de consumo (condições perfeitas de temperatura e pressão).

D-Vine

A carta para a D-Vine já possui 30 variedades de vinho francês, incluindo alguns grands crus da Borgonha e de Bordeaux.

Doido, não? Será que é bom?

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pilarmag
Escritora, psicóloga de parentes e amigos, experimentada na cozinha e na Comunicação, já pipocou na chapa quente de grandes jornais e empresas, mãe de cachorro, esposa prendada e tirana, mulher sensível e chorona, teóloga meia boca, fã de Neil Degrasse Tyson. Namastê! Prazer em te conhecer.