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Eike Batista apela para os santos e dá R$ 700 mil de oferenda a Iemanjá

Pilar Magnavita
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Pilar Magnavita
Eike Batista apela para os santos e dá R$ 700 mil de oferenda a Iemanjá

A coisa anda ruim mesmo para o carioquíssimo ex-multibilionário-maridãodaLuma-corredordelancha-patrocinadorolímpico-ReidoX (porque a rainha é a Xuxa), Eike Batista. Depois de apostar todas as fichas num all-in no jogo da Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa) e de ter perdido um catatau delas depois que os investidores norteamericanos se retiraram da mesa de apostas aqui no Brasil, o não tão falido filho do milionário Eliezer Batistas (um dos mandatários do país, no conselho da Vale) cortou um dobrado para sobreviver.

Eike Batista apela para os santos e dá R$ 700 mil de oferenda a Iemanjá

Andou até comendo no balcão de um Bob's do Shell da Lagoa (zona sul do Rio)...

Mas ele vai voltar, gente!

E quem garante isso são dois videntes que aconselharam Eike a "devolver para o mar tudo o que ele explorou". De verdade, gente! A não ser que o Extra tenha virado o Sensacionalista:

Foi no 2 de fevereiro, dia de Iemanjá. Ele chegou na Urca, zona sul do Rio, a bordo de uma das lanchas dele. Encontrou um babalorixá à sua espera com a oferenda pronta. Eram flores, perfumes importados, garrafas de champanhe, imagens de Iemanjá e 700 moedas de ouro. Cada um valor estimado em R$ 1 mil.

E você penando para construir um barquinho com espelhinho, colônia alfazema e pente de plástico! Sabe de nada, inocente!

A oferenda, se encontrada, vale uma pequena fortuna para quem a achar boiando no mar.

Eike Batista apela para os santos e dá R$ 700 mil de oferenda a Iemanjá

O babalorixá anônimo (acredita-se que seja o mago Ubirajara Pinheiro, da Casa do Mago no Humaitá, zona sul do Rio) e o empresário acreditam o despacho fará com que ele volte a ser amigo da entidade dos mares. Com a dívida de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 4 bilhões) zerada, agora ele quer dar a volta por cima. 

Eike não é religioso, mas é muito supersticioso e bem chegado numa curinga. O "X" no fim do nome das empresas dele é a crença que ele tem de que a letra seria capaz de multiplicar os empreendimentos. Da mesma maneira, o símbolo do conglomerado EBX é um sol. O cara chegou a ir para Cusco, no Peru, nos anos 90, após os conselhos de uma vidente carioca que o mandou alinhar os chacras e a fazer uma readaptação cósmica. Reza a lenda que ele ficou deitado por pelo menos cinco minutos no alto de uma colina peruana, meditando sobre o futuro. Consultou-se também com uma peruana que fazia previsões com folhas de coca. Na mesma viagem, nos anos 90, deu de cara com um sol inca, numa barraquinha de souvenir, e teve a ideia de colocar aquele símbolo como logomarca de suas empresas.

Eu realmente tenho pena do Eike! Estive com o homem de perto em duas ocasiões: em uma festa da Câmara Britânica de Comércio (Britcham) no Palácio da Cidade no Rio (gabinete do prefeito) e em uma palestra para alunos das faculdades do Ibmec, também na capital fluminense. Nas duas, tive a nítida sensação de que o homem não era nem um pouco normal. Parecia realmente uma alma generosa, com o maior desejo de fazer a coisa certa, mas com inclinação nenhum de saber como seria isso. Como uma força cega, guiada até alguns anos atrás pelo braço direito Rodolfo Landim (que se encheu e pediu as contas).

O homem não consegue concatenar uma linha de pensamento. Não sei se o encontrei sob efeito de narcóticos, mas vi um cara super pintoso, extremamente vaidoso (über), com claras evidências de algum distúrbio de personalidade ou uma severa dislexia, exaltado a ponto de chorar nos discursos (não feito Romário nas entrevistas, mas feito Thiago Silva na Copa de 2014) e muito perdido.

Mas o povo não perdoa.

Não quero o mal de Eike. Desejo sorte a ele, de verdade. Ao menos alguém estava despoluindo nossa Lagoa Rodrigo de Freitas para as provas olímpicas de remo!

Eike Batista apela para os santos e dá R$ 700 mil de oferenda a Iemanjá

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