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Em apenas meia hora, iremos da Terra para Marte

Pilar Magnavita
Yazar
Pilar Magnavita
Em apenas meia hora, iremos da Terra para Marte

Os olhos da comunidade científica astronômica estão todos voltados para Marte. Com a intenção de explorar os minérios do planeta vermelho daqui a algumas décadas e colonizar (literalmente) o novo mundo, a agência espacial americana está desenvolvendo técnicas de viagens mais rápidas da Terra para Marte, para levarem apenas meia hora. Gente! Meia hora é o tempo que a gente gasta numa fila de banco! Isso significa que o homem vai a Marte, mas não melhora as coisas cá embaixo.

É ou não é?!

Atualmente, um pulinho a Marte dura de seis a oito meses. A nova técnica, chamada de propulsão de energia direcionada, consiste em disparar um laser de alta potência - entre 50 e 100 gigawatts - em uma espaçonave e, com isso, acelerá-la a uma fração significativa da velocidade da luz, cerca de 30%. Ou seja, com um bobardeio à nave, eles lançam o foguete para... bem longe.

O plano é usar essa técnica para explorar planetas fora do sistema solar (exoplaneta), que podem abrigar vida e que estejam em um raio de 25 anos-luz.

Também seria possível visitar a Alpha Centauri, que é a terceira estrela mais brilhante no céu vista a olho nu e está a pouco mais de quatro anos-luz de distância do Sol. Nesse caso, a viagem levaria 15 anos. Mas quando chegarmos a esse nível, o que seria 15 anos para quem passou a viver 120, né?!

A Nasa ainda não tem projetos em andamento para utilizar esse tipo de propulsão na exploração espacial - apesar de existirem algumas propostas.

Eu acho essas notícias do Espaço incríveis. Ainda que tenhamos muita dificuldade de nos enxergar como uma única raça na Terra, é realmente interessante a ideia de formarmos uma nação cósmica. Uma utopia mesmo! Um sonho de que indo para outro planeta nós consigamos nos enxergar na nossa Terra como uma família só, de seres terrenos. E espero que ambição da agência espacial americana Nasa, hoje formada e comandada por cientistas e não políticos (uma autarquia), abrace esse ideal supremo da ciência ante a supremacia de uma única nação. Ao menos, na exploração do Espaço, isso vem acontecendo, com muita cooperação entre os países (inclusive pelo Brasil, muito timidamente). Mais ou menos como foi a colonização da África pela Europa, mas em território carnalmente não habitado.

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