MULHERES

Estudo afirma que mulheres em cargos de chefia dão mais lucros às empresas

Pilar Magnavita
Author
Pilar Magnavita
Estudo afirma que mulheres em cargos de chefia dão mais lucros às empresas

Marissa Mayer (Yahoo), Carol Meyrowitz (TJX Companies), Margaret Whitman (Hewlett-Packard), Indra Nooyi (PepsiCo), Phebe Novakovic (General Dynamics), Virginia Rometty (IBM), Marillyn Hewson (Lockheed Martin), Patricia Woertz (Archer Daniels Midland), Irene Rosenfeld (Mondelez International), Ellen Kullman (DuPont).

Se havia alguma dúvida da capacidade feminina de tocar grandes companhias, isso agora foi resolvido. Uma pesquisa do Instituto Peterson de Economia Internacional e da Ernst & Young (EY), de colocação profissional, revela uma correlação significativa entre as mulheres na liderança e empresa de rentabilidade. O relatório constatou que as empresas com pelo menos 30% de líderes do sexo feminino tinham margens de lucro líquido até seis pontos percentuais a mais do que as empresas sem mulheres nos altos escalões.

Olha a Luiza Trajano (Magazine Luiza) aí que comprova tudo isso!

Estudo afirma que mulheres em cargos de chefia dão mais lucros às empresas

Em geral, a desconfiança na carreira feminina não está na capacidade das mulheres de tomar decisões difíceis e nem liderarem grandes equipes. Na maioria das vezes, está na crença sobre o comprometimento ou atenção dividida com a vida pessoal (em outras palavras, criação dos filhos). O que prova ser um mito cada vez mais. Com uma estrutura em casa que permite a ausência feminina ao logo do dia, é possível vestir a camisa da empresa e estar super presente na companhia, ao mesmo tempo que os filhos dividem o tempo entre escola, curso, atividade física e uma agenda quase executiva! Por isso que é bom ter ajudantes em casa. Infelizmente, nem todos os grandes executivos (e até executivas) acham que uma vida de mulher com filhos atrapalha a carreira. Alguns deixam de contratá-las por isso.

Na pesquisa do instituo e da EY, não havia nenhuma diferença no desempenho de CEOs do sexo feminino e masculino. O estudo não é o primeiro a descobrir que a diversidade de gênero tem impacto positivo na rentabilidade, mas foi o mais extenso sobre o assunto. Foram pesquisadas 22 mil empresas públicas em 91 países diferentes durante 2014. Metade delas não tinha mulheres executivas. Além disso, 60% não tinham mulheres em seus conselhos deliberativos e menos de 5% tiveram CEOs do sexo feminino.

Louco, né?! Nível Brasil!

Em 2015, um relatório da McKinsey & Co. descobriu que as empresas com boa diversidade de gênero têm 15% mais retorno financeiro do que a média do setor ao qual pertenciam. O relatório olhou para a diversidade global, mas ficou limitado a 366 empresas públicas nos EUA, Canadá, América Latina (não dizem quais países) e no Reino Unido.

De acordo com a reportagem da TIME, há duas razões pelas quais a diversidade de gênero no topo poderia importar, segundo Marcus Noland, diretor de estudos do Instituto Peterson. A primeira é que há evidências de que a presença das mulheres contribui para a diversidade das habilidades do corpo de funcionários. A segunda é que se algumas empresas discriminarem talentos pelo gênero, estarão para os concorrentes pessoas extremamente capazes de contribuir para o crescimento da empresa.

Outro achado interessante

As políticas de licença de paternidade parecem ser a chave para alcançar a paridade de gênero nos negócios. Isso é bem interessante, gente! Os dez países com maior equilíbrio de gênero na iniciativa privada, tipo Escandinávia, Letônia e Bulgária, não possuem leis igualitárias de pais e mães para cuidarem dos filhos e do lar. O que nos faz pensar que também não há muitas empresas desses países competitivas globalmente. Mas olha que incrível: o estudo apontou uma correlação muito forte entre os países com leis e políticas de licença paternidade bem sólidas e um forte equilíbrio de gênero no local de trabalho.

Ou seja: é só dividirmos as tarefas, né?!

A hipótese da pesquisa da EY e do Instituto é de que a licença paternidade divide o fardo dos cuidados do lar e não sobrecarregam as mulheres. Isso aumenta as chances delas de construírem uma visão robusta de negócios e dos contatos profissionais para beneficiar uma empresa e poder participar do conselho corporativo.

#carreiras #mulheres #mulheresexecutivas #mulheresemcargosdechefia #cargosdechefia #empresas #negócios