Fenomenal
1BB34097-F786-44E7-9A1A-E8A05C0914DB
Burger
Fenomenal
1BB34097-F786-44E7-9A1A-E8A05C0914DB
Burger
Fenomenal
ic-spinner
Todo mundo tem uma história para contar
Encontre as melhores histórias para ler e autores para seguir. Inspire-se e comece a escrever grandes histórias sozinho(a) ou com seus amigos. Compartilhe e deixe o mundo conhecê-las.

Ensinamentos de Friends que levamos para a vida toda - parte 1

Pilar Magnavita
há 2 anos84 visualizações
Ensinamentos de Friends que levamos para a vida toda - parte 1
Colaborar com amigos em assuntos que você ama
Pedir coautoria ▸

Não sou e nem nunca fui muito de televisão, mas se houve um seriado que me cativou profundamente foi "Friends". Da música da abertura (que tocava na night!) ao plot dos episódios, tudo era riquíssimo, tanto nos diálogos quanto nos ensinamentos que essa série magnífica nos legou para toda uma eternidade. Nunca aprendi tanto com alguém como foi com Monica, Chandler, Rachel, Ross, Joey e Phoebe.

To you guys, I salute you!

E o site Adoro Cinema chegou a compilar esses ensinamentos que eu vou resumir para vocês aqui, por etapas. Ao todo são 30, começando por essas 10:

Lição Nº1 - Aquele lance da lagosta

Ross muito injuriado de anotar um recado de um cara que Rachel conheceu no cinema, reclama com Phoebe e Chandler de que a moça se distanciou dele. Seria um amor perdido? Não para Phoebe, que diz a ele que Rachel é a "lagosta" de Ross. Segundo a moça, porque o crustáceo é monogâmico e escolhe um único parceiro para a vida. A partir daí, o termo ganhou toda uma geração para designar que alguém é "alma gêmea" da outra.

Aaawwwnnnn!

Lição Nº2 - Estávamos dando um tempo!

Aprendemos com Ross e Rachel que o termo "dar um tempo" pode significar muitas coisas. Particularmente, sempre supus Ross como um cara que agiu de acordo com o termo "dar um tempo" e que Rachel agiu porque deu na pinta que o rapaz aproveitou o momento para pular nos braços de qualquer uma. E foi logo depois da discussão, né?! Shame on them both! Eu também ficaria tão louca quanto Rachel se acontecesse isso comigo, mas, sem querer polemizar demais, eles estavam mesmo dando um tempo, né?!

Lição Nº3 - Comida é coisa séria

Joey não divide comida e nem boa parte do mundo também. Lição valiosa que aprendemos com ele para toda uma vida! Depois desse episódio aprendemos que não devemos pegar comida do prato de ninguém, especialmente do namorado ou marido. O meu, por exemplo, até deixa eu beliscar do prato dele, mas me dá bronca porque pedimos pizza e minha metade é sempre no sabor maguerita, que ele odeia. E isso é um problema porque eu nunca consigo comer tudo e ele reclama que não tem como terminar com todas as minhas fatias. Hoje peço uma marguerita brotinho para mim. E uma gigante de dois sabores só para ele.

Lição Nº4 - Aprendemos a curar queimadura de água-viva

Das vezes que me queimei com água viva (e foram realmente muitas) eu tinha um recurso melhor do que o sugerido no episódio. Sempre comprei uma Coca-Cola bem gelada e despejei o refrigerante todinho na ferida aos poucos. Eu sei que médico nenhum recomenda e nem a fabricante admite o uso da bebida sem ser para beber, mas o fato é que sempre deu certo. E essa é uma dica de quem muito frequentou uma praiana na vida. No entanto, Friends me ensinou que uma maneira de aliviar a dor e até reduzir um pouco os danos da queimadura é urinar sobre a ferida. Desde então sei que, se estiver em lugar deserto e encostar numa água-viva, devo contar com meu próprio xixi para me sentir melhor. Mas tem que ser bem ermo mesmo, né?! Do contrário, prefiro dar os quatro contos na Coca e resolver o problema.

Lição Nº5 - Correr pode ser muito mais divertido

Correr como se não houvesse amanhã. Como se o mundo estivesse desabando atrás de você. O modo de correr de Phoebe é simplesmente muito bom, não só para se divertir, como para gastar muitas calorias. Tente um dia! Eu sei que comigo foi assim.

Lição Nº6 - Devemos dizer o nome certo

Ross fez... tipo... uma GRANDE CAGADA nessa. Ainda assim, nos deu uma lição aqui, ao trocar o nome da futura esposa: sempre devemos dizer o nome certo de alguém. Pode parecer ridículo nesse caso (e é), mas o fato é que temos uma mania muito chata de trocar nomes e chamar pessoas por nomes que não são o dela. Quando somos nós que nos esquecemos, não damos muita importância, mas quando acontece com o outro (quando é o outro que troca nosso nome) aí criamos uma imediata antipatia por aquela pessoa. Não é nem que a pessoa não se importe conosco, mas às vezes ela associou a nossa carinha com outro nome. Acontece! E se for você a cometer essa gafe, por favor, seja sincero e assuma sua culpa dizendo que sente muito e se esqueceu. Muito obrigada, Ross!

Lição  Nº7 - Camisinhas só funcionam algo em torno de 97% das vezes

E sim, eles colocam isso na embalagem. Aprendemos isso com Ross e Rachel e por isso confiamos mais nas pílulas do que na borracha, né meninas?

Lição Nº8 - As páginas do livro de receitas podem estar grudadas

E com isso, você pode acabar como a Rachel que fez metade de uma receita de pavê em uma página e metade de uma receita de torta salgada em outra página. E aí, danou-se. Aprendemos a sempre checar se a receita está correta, não é mesmo? E pior que passei a fazer isso mesmo...

Lição Nº9 - Não usar calças de couro no primeiro encontro

Melhor não usar nem no segundo, nem no terceiro, nem.. tipo... nunca! Até porque estão bem fora de moda, né?! E veja por si só o que elas fazem com sua adorável pele e seus poros bloqueados.

Lição Nº10 - Pedra, papel e tesoura é para os fracos

Tal como em Big Bang Theory, em que os geeks jogam Pedra, Papel, Tesoura, Lagarto e Spock, em Friends, Joey nos trouxe o "fogo" e Phoebe, percebendo a malandragem do cara acrescentou o balão de água. Genial. E muito útil para os momentos que você jogar com seus camaradas. Lembre-se: o fogo vence tudo, mas é derrotado pela bexiga, viu?!

#lições #liçõesdevida #friends #sériesdetv #aprendendocomatv

Vivemos na Era do Plástico. E isso está nos matando

Pilar Magnavita
há 2 anos7 visualizações
Vivemos na Era do Plástico. E isso está nos matando
Colaborar com amigos em assuntos que você ama
Pedir coautoria ▸

Quantas vezes você se deparou com plásticos no mar? Posso dizer, como carioca, que sempre mergulhei com isso no Posto 6, de Copacabana. E não é somente porque nosso povo é porquinho (somos exemplo de limpeza quando o assunto é banho, mas adoramos viver no chiqueiro). Também não é somente porque somos o décimo sexto país do mundo a jogar plásticos nos Oceanos, numa lista na qual nenhum outro povo latino-americano aparece no ranking dos 20 mais sujinhos. É isso tudo mais o fato de não sermos conscientes com nosso consumo. E quando falo de "ser consciente", quero dizer que não fazemos ideia, em pleno século XXI, de que tudo que vai volta. E que, pela nossa história sem grandes guerras e grandes fomes, desperdiçamos MUITO!

Em novembro de 2015, me encontrei com o psicólogo social Heinz Gutscher, da Universidade de Zurique, em evento da swissnex Brazil no Rio (uma espécie de consulado científico da Suíça no Brasil). Descobri na sua pesquisa que estamos entre os países que mais desperdiça comida, por exemplo. Aquilo que chamamos de "restos" de alimentos compõem mais da metade do nosso lixo. Só esse fato nos dá uma luz sobre o quanto jogamos coisas fora. E não reciclamos!

Nessa época, me encontrei no Rio (por meio da swissnex Brazil) com o time de pesquisadores suíços da Race for Water Odyssey, a primeira expedição no mundo para mapear o lixo plástico nos oceanos. Achei curioso o fato de uma equipe suíça, de um país que não faz fronteira com o mar, ter um dos maiores centros de estudo em oceanografia do mundo. Fiquei envergonhada de ter 9.198 quilômetros de chão do meu país banhado pelo Atlântico e absolutamente quase nenhum estudo sério dos oceanos aqui.

E os caras se despencaram lá de Bordeaux (França) em março do ano passado, a bordo de um trimarã de 70 pés, para dar a volta ao MUNDO só para identificar os cinco vórtices de lixo dos Sete Mares.

E você sabe o que são isso?

São zonas de convergência dos mares, para onde as correntes marítimas levam todo o lixo que é jogado no mar. NO PLANETA! Ou seja, meus amigos, sua escovinha de dente usada pode estar boiando lá em alto mar, a cerca 3 mil quilômetros de distância do nosso litoral. E sabe o que acontece com esse plástico? Se não mata tartarugas, peixes e pinguins, volta para sua mesa. Você sabia?

Gente, ao todo essas áreas somam mais de dois brasis de lixo plástico boiando na superfície dos oceanos, fora o que não há no leito e nos abismos! E que deve ser muito mais.

Sabia que 35% de produtos plásticos são consumidos uma única vez por apenas 20 minutos?

Sabia que o mundo produz quase 300 milhões toneladas desse material anualmente e que 10% disso tem como destino final o mar?

Sabia que se não fizermos nada, haverá uma tonelada de plástico para uma tonelada de peixe em 2050? Você estará vivo para ver e comê-los meu amigo! Isso se você não tiver o sangue contaminado pela química do polietileno.

Duvida? Olha só essas histórias de Francisco Picco, um expatriado em Páscoa, e de Piru Huke, uma das matriarcas de uma tribo Rapa Nui, na Ilha de Páscoa.

Parece um futuro terrível, se não fosse Papai do Céu mandar cá para baixo alguns espíritos empreendedores e idealistas como o do jovem holandês Boyan Slat.

Em 2013, Slat pensou sobre a iniciativa quando foi mergulhar na Grécia e viu um volume de plástico no mar maior do que de peixes. A diferença entre Slat e mim é que o rapaz criou um projeto de escola na época, que virou uma das soluções para o lixo marinho 

Com apenas 19 anos, o holandês encontrou, em 2014, uma possível solução para limpar metade do oceano Pacífico em 10 anos. O plano dele consiste em uma barreira flutuante que aproveita as correntes oceânicas fazendo uma espécie de trincheira que bloqueia o lixo encontrado nas águas.

Uma série de barreiras flutuantes, ancoradas no leito do mar, primeiro capturariam e concentrariam os detritos flutuantes. O plástico se moveria ao longo das barreiras no sentido de uma plataforma, onde seria, então, extraído de forma eficiente.

A corrente oceânica passaria por baixo das barreiras, levando toda a vida marinha flutuante com ela. Não haveria emissões nem redes para a vida marinha se enroscar. O plástico coletado no oceano seria reciclado e transformado em produtos ou em óleo.

O projeto de ciências do ensino médio foi premiado como Melhor Projeto Técnico da Universidade de Tecnologia Delft.

Agora, aos 21 anos, ele conseguiu reunir, via financiamento coletivo, US$ 2,2 milhões para começar a tarefa, e agora dá o primeiro passo da missão no Pacífico Norte, a maior área de detritos dos oceanos.

Para vocês terem uma ideia, no vídeo abaixo, da expedição Race for Water, um ONG local recolhe diariamente toneladas de lixos nas praias do Havaí, localizado no meio dessa sopa de lixo no Pacífico Norte. Acredita? TONELADAS!

Para compor este plano, Slat reuniu uma frota de 30 embarcações que percorreram no ano passado as águas entre o Havaí e a costa oeste dos EUA para quantificar a presença de resíduos ao longo de 3,6 milhões de quilômetros quadrados, segundo a The Ocean Cleanup, fundação que ele mesmo preside.

O conceito de Slat é: "Ao invés de buscar o lixo no mar, que seja o mar que traga o lixo", como ele afirmou em palestra na conferência anual TED. Para isso, ele propõe instalar em áreas estratégicas barreiras flutuantes que retenham o plástico atraído pelas correntes marítimas, com consequente economia de energia e sem prejuízo para a fauna.

Coletados, os resíduos seriam sugados por plataformas capazes de absorver 65 metros cúbicos diários de material, e posteriormente um navio o recolheria em 45 dias.

E você sabe como podemos ajudar Slat? 

Surge no design e na engenharia de produtos hoje um conceito bem interessante chamado de economia circular, em que um bem de consumo jamais encontra o fim do ciclo de vida porque ele jamais vira lixo. Depois de descartado, serve como matéria-prima para a indústria novamente. E sabem quem já faz largo uso desse conceito hoje no mundo? Pasmem, mas é a indústria de carpetes.

Uma das maneiras de fazer um produto voltar a ser matéria-prima é um sistema chamado cradle-to-cradle (do berço ao berço, na tradução livre). Os designers concebem uma escova de dente, por exemplo, para que ela possa retornar à fábrica como insumo. Isso é genial, né?! Aqui no Brasil já tem certificador para esse tipo de produto. Que é o Epea Brasil.

E nós podemos pensar duas vezes em consumir plásticos e optar por embalagens mais biodegradáveis. Como foi o caso da Califórnia...

E de uma minúscula ilha do Índico, chamada Rodrigues, próxima a Madagascar.

Vamos colaborar, meu povo! Não te custa dois minutos para salvar todo um futuro. Acredite.

#poluição #oceanos #plásticonosoceanos #raceforwater #boyanslat #lixomarinho #limpezadepraias #ecologia #meioambiente #economiacircular

Você leu a pasta de história
Story cover
escrita por
Writer avatar
pilarmag
Escritora, psicóloga de parentes e amigos, experimentada na cozinha e na Comunicação, já pipocou na chapa quente de grandes jornais e empresas, mãe de cachorro, esposa prendada e tirana, mulher sensível e chorona, teóloga meia boca, fã de Neil Degrasse Tyson. Namastê! Prazer em te conhecer.