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O raríssimo caso dos trigêmeos monozigóticos

Tapa Da Pantera
há um ano41 visualizações
O raríssimo caso dos trigêmeos monozigóticos
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Ouvir do médico que você será pai ou mãe de gêmeos já é um choque. A pessoa fica perdidinha, sem nem saber como vai dar conta dos choros, das mamadas, das sonecas... Pois isso, tudo já era novidade demais para a inglesa de Liverpool, Becki-Jo Allen, de 23 anos, que deu à luz não só a duas crianças de uma vez, mas a três: os pequeninos Roman, Rocco e Rohan. Três bebês, três meninos, três rostinhos iguais.

Para a medicina, isso era apenas uma grande coincidência. Casos de trigêmeos idênticos era praticamente um acidente da natureza, quase impossíveis de acontecerem. De tanto ouvir que os garotos eram idênticos, contrariando todas as probabilidades de isso ser verdade, Becki decidiu enviar a um laboratório amostras de DNA das crianças para saber se seria possível que seus filhos fossem frutos de um mesmo óvulo e um mesmo espermatozoide.

O resultado?

Sim, Roman, Rocco e Rohan nasceram de uma única fecundação, de uma única placenta, de um único DNA. Os três são geneticamente idênticos! Um caso para cada 200 milhões.

O raríssimo caso dos trigêmeos monozigóticos

Só para entender:

Humanos costumam gestar um filho por vez. Por isso a natureza deu à mulher dois seios apenas, capazes de prover todo o alimento para que o bebezinho se alimente bem, cresça e se fortaleça. Casos de gêmeos dizigóticos, que vem de dois óvulos diferentes (e, portanto, não idênticos) em fecundações naturais já são o ponto fora da curva nos nascimentos. A relação é de um para 90 partos. São dois irmãos que tiveram a coincidência de nascerem ao mesmo tempo. E a mamãe precisa de uma boa estrutura para dar conta de duas boquinhas sequiosas de leite.

Nesse tipo de gestação, um terço tem sexos diferentes, enquanto dois terços o mesmo sexo. Um em cada um milhão de gêmeos deste tipo têm cores diferentes, mesmo sendo do mesmo pai. Olha... é até possível gêmeos dizigóticos terem pais diferentes e este fenômeno é conhecido como superfecundação heteropaternal. E a ocorrência é possível se a mulher liberar dois óvulos durante o mesmo ciclo e ambos forem fertilizados por dois homens diferentes, como resultado de relações sexuais num intervalo menor que 48 horas, caso em que a mulher poderá engravidar de ambos os homens. O que também é raríssimo!

Tipo essa vietnamita:

A frequência dos gêmeos dizigóticos varia de acordo com a origem étnica (máxima incidência nas populações negras, mínima nas asiáticas e intermediária nas brancas), a idade materna (máxima quando a mãe tem de 35 a 39 anos) e a genética, com uma maior incidência da linha materna que da paterna, ainda que os pais possam transmitir a predisposição.

Quando os bebês são frutos de um mesmo óvulo e de um mesmo espermatozoide, a estatística fica ainda mais rara: um terço apenas de todos os casos de gêmeos (dois por útero).

Por isso o caso de Becki é tão espetacular. Não só porque é uma mamãe jovem como também o óvulo fecundado realizou a façanha de gerar três organismos distintos. Incrível, não? Como os mesmos 23 cromossomos do pai e os mesmo 23 cromossomos da mãe que resultam em apenas um ser humano conseguem também gerar três pessoas diferentes.

A própria Becki confessa que é muito difícil diferenciar os filhos, mas, apesar de serem idênticos, a gestação deixou marcas: são conhecidas como marcas de nascença e aparecem nos trigêmeos como uma manchinha entre as sobrancelhas dos pequenos. A de Roman é um pouco mais escura do que os outros e Rohan tem uma outra marquinha na perna.

Ainda que todo esse caso seja espetacular por si só, o mais interessante, para mim, ainda está por vir: ainda que os pequeninos sejam iguais, eles possuem personalidades muito distintas.

O raríssimo caso dos trigêmeos monozigóticos

Ao jornal britânico Daily Mail, Becki contou que Rohan é o mais chorão. Está sempre gritando, segundo a mãezinha. Rocco é bastante descontraído, mas com doses bem mal-humoradas de vez em quando. Já Roman é geralmente muito reclamão e nunca quer compartilhar nada.

A semelhança genética aparece quando os três sempre tentam pegar o mesmo brinquedo e possuem gostos muito semelhantes para as coisas.

Existe outro caso de trigêmeos idênticos que o mundo do atletismo conhece: o das maratonistas Leila, Liina e Lily Luik, de 30 anos, da Estônia. Elas virão ao Rio neste ano para os Jogos Olímpicos.

O raríssimo caso dos trigêmeos monozigóticos

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Por Pilar Magnavita

#gemeos #trigemeosidenticos #gestacao #genetica #gemeosmonozigoticos

Todas as pessoas com olhos azuis no mundo têm o mesmo ancestral

Tapa Da Pantera
há um ano10 visualizações
Todas as pessoas com olhos azuis no mundo têm o mesmo ancestral
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Imaginem essa cena: um bebê nasceu em uma tribo, há sete mil anos, na região do Mar Negro. Ali perto da Turquia, Ucrânia, Romênia, etc. Algumas semanas depois, a mamãe, muito embora contente, viu que havia algo estranho com a criança. Os olhinhos pareciam diferentes. Eram de um tom claro... eram da cor do céu. Foi um alvoroço. Uma algazarra na tribo. Ninguém havia visto um olho daquela cor antes. Supunham-no cego de nascença. Até que, quando a criança mostrou que enxergava o mundo muito bem, passaram a designá-lo como um enviado especial dos deuses. E, como todo missionário especial, deveria espalhar suas sementes em todas as mulheres da tribo, para que todos fossem agraciados com os desígnios dos deuses.

Essa cena de ficção pode bem ter sido verdade. É que o geneticista dinamarquês Hans Eiberg, da Universidade de Copenhagen, descobriu que uma única mutação genética deu origem à pigmentação azul na íris. Pesquisando populações da Dinamarca, Turquia, Jordânia, entre outros países, desde 1996, ele xonseguiu mapear a presença do gen e rastreá-lo para um tempo e um local comum: Mar Negro, entre seis mil e 10 mil anos atrás. Talvez isto explique a grande concentração de olhos azuis na Europa e, em especial, no leste europeu.

Todas as pessoas com olhos azuis no mundo têm o mesmo ancestral

A mutação que originou os olhos azuis afetou o gene OCA2, presente no genoma humano e um dos responsáveis pela produção de melanina — o pigmento que dá cor à nossa pele, cabelos e olhos. Pois segundo o geneticista, esse “acidente” genético acabou limitando a ação do OCA2, que passou a produzir uma menor quantidade de melanina apenas na íris, impedindo, dessa forma, que os olhos castanhos fossem produzidos.

Aparentemente, nosso colega de olho azul foi muito feliz sexualmente. O que novos estudos sugerem é que esse camarada era de uma tribo de prováveis caçadores e coletores, que viviam como nômades na Europa. Nas suas andanças, conheceu muitas parceiras e deixou seu traço para as futuras gerações.

Os olhos e pele mais claros já eram traço identificado nos Neandertais, mas esse estudo observou que o Homo Sapiens Sapiens também teve sua própria mutação genética que originou o olho azul. E que todo homem moderno veio dele.

Todas as pessoas com olhos azuis no mundo têm o mesmo ancestral

Uma investigação de um fóssil de um homem na Espanha, achou o descendente mais antigo desse “pai dos olhos azuis”: um caçador e coletor, com traços africanos e com a mutação do OCA2.

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Por Pilar Magnavita

#olhosazuis #ciência #fenomenal #DNA #genética

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pilarmag
Escritora, psicóloga de parentes e amigos, experimentada na cozinha e na Comunicação, já pipocou na chapa quente de grandes jornais e empresas, mãe de cachorro, esposa prendada e tirana, mulher sensível e chorona, teóloga meia boca, fã de Neil Degrasse Tyson. Namastê! Prazer em te conhecer.