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Todas as pessoas com olhos azuis no mundo têm o mesmo ancestral

Tapa Da Pantera
há um ano10 visualizações
Todas as pessoas com olhos azuis no mundo têm o mesmo ancestral
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Imaginem essa cena: um bebê nasceu em uma tribo, há sete mil anos, na região do Mar Negro. Ali perto da Turquia, Ucrânia, Romênia, etc. Algumas semanas depois, a mamãe, muito embora contente, viu que havia algo estranho com a criança. Os olhinhos pareciam diferentes. Eram de um tom claro... eram da cor do céu. Foi um alvoroço. Uma algazarra na tribo. Ninguém havia visto um olho daquela cor antes. Supunham-no cego de nascença. Até que, quando a criança mostrou que enxergava o mundo muito bem, passaram a designá-lo como um enviado especial dos deuses. E, como todo missionário especial, deveria espalhar suas sementes em todas as mulheres da tribo, para que todos fossem agraciados com os desígnios dos deuses.

Essa cena de ficção pode bem ter sido verdade. É que o geneticista dinamarquês Hans Eiberg, da Universidade de Copenhagen, descobriu que uma única mutação genética deu origem à pigmentação azul na íris. Pesquisando populações da Dinamarca, Turquia, Jordânia, entre outros países, desde 1996, ele xonseguiu mapear a presença do gen e rastreá-lo para um tempo e um local comum: Mar Negro, entre seis mil e 10 mil anos atrás. Talvez isto explique a grande concentração de olhos azuis na Europa e, em especial, no leste europeu.

Todas as pessoas com olhos azuis no mundo têm o mesmo ancestral

A mutação que originou os olhos azuis afetou o gene OCA2, presente no genoma humano e um dos responsáveis pela produção de melanina — o pigmento que dá cor à nossa pele, cabelos e olhos. Pois segundo o geneticista, esse “acidente” genético acabou limitando a ação do OCA2, que passou a produzir uma menor quantidade de melanina apenas na íris, impedindo, dessa forma, que os olhos castanhos fossem produzidos.

Aparentemente, nosso colega de olho azul foi muito feliz sexualmente. O que novos estudos sugerem é que esse camarada era de uma tribo de prováveis caçadores e coletores, que viviam como nômades na Europa. Nas suas andanças, conheceu muitas parceiras e deixou seu traço para as futuras gerações.

Os olhos e pele mais claros já eram traço identificado nos Neandertais, mas esse estudo observou que o Homo Sapiens Sapiens também teve sua própria mutação genética que originou o olho azul. E que todo homem moderno veio dele.

Todas as pessoas com olhos azuis no mundo têm o mesmo ancestral

Uma investigação de um fóssil de um homem na Espanha, achou o descendente mais antigo desse “pai dos olhos azuis”: um caçador e coletor, com traços africanos e com a mutação do OCA2.

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Por Pilar Magnavita

#olhosazuis #ciência #fenomenal #DNA #genética

Novo exame detecta Alzheimer até 15 anos antes de os sintomas aparecerem

Tapa Da Pantera
há um ano12 visualizações
Novo exame detecta Alzheimer até 15 anos antes de os sintomas aparecerem
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No momento em que muitas pessoas são diagnosticadas com a devastadora doença de Alzheimer, o mal já progrediu para um estágio grave e irremediável. Por isso, os cientistas têm desenvolvido uma varredura do cérebro com um novo tipo de tomografia que pode detectar a doença 15 anos antes de os sintomas aparecerem. O diagnóstico precoce significa terapias mais eficazes para prevenir o seu aparecimento podem ser encontrados.

A primeira que ouvi sobre isso, estava com uma colega que faz doutorado em Neurociência pela Universidade de Zurique (Suíça). Ela explicou que a tese dela ainda era ponto controverso na medicina porque associava a degeneração dos neurônios em Alzheimer com micro isquemias, indetectáveis em exames de rotina. São pequeníssimas veias cerebrais que estouram e deixam de irrigar uma parte muito miudinha do cérebro. Quase microscópica! Com o tempo, a continuidade desses micro AVCs evolui na maioria dos casos para o mal maior, de acordo com a pesquisa que ela vem desenvolvendo. Isso já é possível ver tomografias axiais (TAC).

Novo exame detecta Alzheimer até 15 anos antes de os sintomas aparecerem

Pode ser que assim seja. Vovó está com Alzheimer em estado mediano. Só afetou, até o momento, a memória. E, no entanto, veio depois de alguns anos de minúsculas microisquemias cerebrais. 

Por isso, cuidar de si desde a juventude é o único caminho para garantir uma velhice com o máximo de bem-estar possível. Da qualidade dos pensamentos que temos ao estilo de vida e alimentação, tudo deve ser analisado Afinal, estamos com nosso corpinho por toda nossa existência, né?! Até agora ninguém inventou a transferência mnemônica de um humano para um robô! E o que somos nesta vida sem nosso cérebro?

De acordo com essa pesquisa britânica, já é possível encontrar e medir proteínas que se aglomeram no cérebro e que causam os problemas de memória associados com a doença de Alzheimer. É que um time de médicos, neurocientistas e engenheiros montou um tomógrafo que permite a detecção do princípio da doença!

Já se sabe que essas proteínas - chamadas de amilóide e tau - ocasionam as confusões comuns às idades mais avançadas, ao menos já uma década antes de os sintomas de Alzheimer aparecerem.

A equipe da Universidade College London (UCL) desenvolveu exames de ponta de tomografia por emissão de positrons (PET Scan) para localizar as regiões onde a coisa não anda bem. Em geral, aparecem no cérebro num mesmo local em vez de se espalharem aqui e ali, nas primeiras fases. Os scans usam marcadores radioactivos para encontrar e medir o quão grande eles são. Isso não vai impedir que você tenha a doença, mas dá meios para parar a evolução do problema.

Professor Nick Fox, do Centro de Investigação de Demência da UCL , disse ao jornal britânico Express Report que as conclusões da pesquisa abrem caminhos mais concretos de combater a doença, com mais uma janela de oportunidade. As novas tecnologias permitem identificar os primeiros sinais da doença de Alzheimer, mais cedo do que poderíamos antes.

Os caras da UCL estão confiantes. Eles irão fazer agora um estudo longitudinal para novas terapias contra o Mal de Alzheimer nos próximos 15 anos, com verdadeiras varreduras do cérebro. Atualmente, já conseguimos pistas da doenças por exames mais sofisticados, disponíveis apenas a pessoas com alto poder aquisitivo. Detectam essas pequenas isquemias entre outros distúrbios elétricos ou químicos. Com esse exame capaz de identificar amiloides e taus, será possível ter maior certeza quanto à doença até 15 anos antes de os primeiros sinais aparecerem.

Novo exame detecta Alzheimer até 15 anos antes de os sintomas aparecerem

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Por Pilar Magnavita

#fenomenal #saúde #ciência #pesquisa #collegelondon #alzheimer #velhice

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pilarmag
Escritora, psicóloga de parentes e amigos, experimentada na cozinha e na Comunicação, já pipocou na chapa quente de grandes jornais e empresas, mãe de cachorro, esposa prendada e tirana, mulher sensível e chorona, teóloga meia boca, fã de Neil Degrasse Tyson. Namastê! Prazer em te conhecer.