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Truques do neuromarketing que fazem você pirar no consumo

Tapa Da Pantera
há um ano11 visualizações
Truques do neuromarketing que fazem você pirar no consumo
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Quantas vezes você entrou no supermercado e encheu um carrinho com porcarias que normalmente você nem usa ou come? Ou passeou no shopping e resolveu comprar aquela peça de vestuário que te pareceu atraente e por um precinho camarada? Um celular bacana em promoção, uma sobremesa para uma barriga cheia, uma viagem baratinha apenas por um fim de semana.

É amigo, o mundo do consumo sabe do que você precisa e do que não precisa. É por isso que empresas, shoppings, restaurantes e até sites vão a fundo nas pesquisas científicas para fazer você gastar sem sentir.

Cor: cor vermelha na etiqueta é ímã para nossos olhos. Significa que o preço está bom e nos incentiva a tomar a decisão sem pensar tanto, porque pré-concebemos que não nos custará muito. Luz branca em abundância e ambiente clean tem o mesmo efeito solar e nos incentiva a circular, o que é ótimo em lojas grandes e shoppings. E se o piso for escorregadio, então, a gente circula bem devagarinho, que é para olharmos com atenção às vitrines.

Ilhas de produtos: lojas forçam você a caminhar ao redor de coisas que você não precisa para encontrar as coisas que você está realmente procurando. Pelo mesmo motivo as escadas rolantes nos shoppings nunca estão sincronizadas na mesma direção. Em geral, somos obrigados a dar aquela voltinha para continuar subindo ou descendo.

"Fator de toque”: quando você pega algo, a mente mais ou menos diz pra ti que aquele objeto é teu. Utilizando-se dessa informação, as lojas colocam os produtos disponíveis ao alcance da mão. 

Aromas e sons: música alto astral te deixa feliz e animado, enquanto as músicas familiares fazem com que você se sinta confortável. Cheiros agradáveis também deixam sua mente à vontade. Não há muito que você possa fazer para evitar isso, a menos que você faça compras online, mas, de qualquer forma, é bom estar ciente de que nosso cérebro está mesmo trabalhando contra o nosso bolso.

Mas aí o que fazer?

Não se desespere. Drible as armadilhas:

#1 Quando for ao mercado, faça uma lista e se atenha a ela. O mesmo vale para as comprinhas de Natal.

#2 Não saia pegando em tudo o que é produto. É bem provável que você acabe levando alguma coisa desnecessária contigo.

#3 Desconfie da etiqueta vermelha e não caia naquela armadilha: "mas está tão barato!".

#4 Pergunte-se sempre: "onde vou usar isso e que utilidade isso tem para mim".

#5 Aprenda a diferença entre precisar e querer. Você irá perceber que você "quer" umas cinco vezes mais do que "precisa".

#6 Moda é para poucos. Não compre algo só porque todo mundo está usando. Isso não te fará ser mais aceito ou querido. E se for roupa, muito provavelmente não ficará boa em você. Afinal, nenhum corpo é igual a outro, a não ser gêmeos.

#7 Se não estiver convencido de quanta coisa você compra sem a menor necessidade, faça uma lista de tudo o que você tem e tente se lembrar o que você pensou no momento da compra. Vai ser uma epifania para você. Acredite.

#8 Se o número sete (anterior) não te convenceu do quanto você é consumista, faça um cálculo das coisas que você gasta. Aí, sim, a ficha vai desabar.

#9 Liste cada coisa não material que te faz feliz. Não importa se só faz você abrir um sorriso ou se faz você pular de alegria. Coloque tudo na lista. Busque lembrar de quando fez todas essas coisas. Você estava em um momento consumista?

#10 Faça um rehab. Afaste-se um fim de semana da sua vida, do celular, da TV, do guarda-roupa. Passe dois dias de chinelos e camiseta, com uma boa companhia, um bom livro ou um fazendo um projeto legal (tipo um trabalho voluntário). Isso vai te dar outra perspectiva sobre suas coisas e sobre o consumismo.

Porque quando você está constantemente rodeado de coisas e pode comprá-las a qualquer momento, pode ser muito difícil quebrar esse hábito. Mas, mesmo assim, vale tentar passar um dia no parque apreciando as vistas e os sons da natureza, ou ir acampar com alguns amigos, ou caminhar uma trilha você não tenha ido antes.

O desejo de "ter" vai passando e você começa a perceber e a buscar outras recompensas em "ser". Assim, nunca mais você vai sofrer para sair do vermelho e acumular muitas dívidas. O dinheiro vai render mais e será possível mesmo investir em projetos mais a longo prazo e de maior impacto na sua vida. Afinal, você trabalha tanta para quê? Comprar?

Pesquisa conclui que altruísmo é mais saudável do que a simples felicidade

Tapa Da Pantera
há um ano10 visualizações

Schopenhauer que me perdoe, mas altruísmo é fundamental. Com a tecnologia que a humanidade dispõe hoje, foi possível que os cientistas Steve Cole e Barbara Fredrickson, da Universidade da Carolina do Norte (EUA), concluíssem que fazer o bem ao próximo e ter isso como um ideal de vida melhora o sistema imunológico e o impulso nervoso no cérebro.

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Pois é, Dr. House. Por essa você não esperava.

Os pesquisadores estudaram 80 participantes por meio de ressonância magnética. Eles avaliaram como o cérebro reagia diante de pensamentos de coisas que os deixavam felizes e diante de situações nas quais eles se sentiam prestativos com a caridade. Conclusão: bons samaritanos tinham o sistema imunológico mais reativo a doenças inflamatórias, incluindo as mais graves como determinados tipos de câncer. 

O ponto de partida dos cientistas foi conclusões de estudos anteriores. Teses que se basearam na observação de que, nem sempre uma vida hedonista, cheia de satisfação e prazer, é capaz de estabelecer a saúde nas pessoas. Até pelo contrário: muitas vezes ocasionam doenças pelos excessos.

Steve Cole, por exemplo, já havia descoberto uma relação entre as reações negativas do corpo e alguns padrões genéticos de resposta. Assim: Quando sofremos uma perda, o corpo reage a esse estímulo sentimental. Solta um monte de substâncias no corpo que desencadeiam o tal processo inflamatório. Por que nosso organismo ainda é meio neandertal. Ele acha que, se você está tenso, estressado ou triste, você está sofrendo o ataque de um mamute ou diante de uma situação de risco. Aí o que ele faz? Ativa o sistema imunológico que se prepara para infecções bacterianas e joga a adrenalina lá em cima para você responder melhor ao perigo.

Até aí, a gente já fazia uma ideia!

Mas e quando você se sente bem, cheio de amigos, de barriguinha cheia, sorriso frouxo...? O corpo se prepara para lidar com as interações sociais. E, por incrível que pareça, também aciona o sistema de defesa contra vírus! 

Louco, não?

Ele entende assim: se você está feliz é porque anda interagindo com muita gente, e não com bichos e feridas (como acontece quando você está sozinho e triste), é melhor, então, se preparar para sofrer mais ataque de vírus do que bactérias. Por quê? É da interação social que vem a gripe, a amidalite, a clamídia, etc.

Foi então que os cientistas resolveram testar como funciona o corpo quando temos um sentido de vida não voltado para nós mesmos, mas sim, para o próximo. Como nosso corpo reage quando somos caridosos? Na turma dos altruístas que tinha (e cumpria) um propósito de vida, felizes ou não, o cérebro reagia de modo diferente: o sistema imunológico ficava a postos, mas não reagia desesperadamente ao contato humano, reduzindo a reação inflamatória. Ou seja, eles corriam menos risco de desenvolver doenças que nascem das inflamações, como o câncer.

É, nem os pesquisadores sabem ainda explicar a descoberta e porque o cérebro ativa diferentemente genes que controlam o sistema imunológico, com base nesses comportamentos. Mas fica a dica: você pode até ser feliz numa vida hedonista, mas seu corpo não reage muito bem. Ele prefere seus momentos de caridade.

E pensar que alguns mestres da antiguidade como Sócrates, Confúcio, Buda e o próprio Jesus defendiam o mesmo. Que coisa, não? É, meus amigos, fora da caridade não há salvação.

Pesquisa conclui que altruísmo é mais saudável do que a simples felicidade

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Por Pilar Magnavita

#caridade #ciência #interaçãosocial #saúde #pesquisa #fenomenal

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Escritora, psicóloga de parentes e amigos, experimentada na cozinha e na Comunicação, já pipocou na chapa quente de grandes jornais e empresas, mãe de cachorro, esposa prendada e tirana, mulher sensível e chorona, teóloga meia boca, fã de Neil Degrasse Tyson. Namastê! Prazer em te conhecer.