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Herói ou vilão? Morador de NY destrói paus de selfie e mostra no YouTube

Tapa Da Pantera
há um ano10.0k visualizações
Herói ou vilão? Morador de NY destrói paus de selfie e mostra no YouTube
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Buddy Bolton é um cidadão como você, eu e gente como a gente. Ele odeia pau de selfie.

Só que em vez de apenas ficar olhando aquele povo folgado ocupando o espaço aéreo comum em nome do egocentrismo de uma foto, Buddy Bolton tomou uma atitude: decidiu que se dedicaria a destruir paus de selfie alheios.

Flertando entre o ousado e o criminoso, Bolton não só parte no meio os paus de selfie como também produz vídeos desses momentos. Até agora, o vídeo acima já tem mais de meio milhão de visualizações. 

Herói ou vilão? Até agora, o juri popular vem condenando Buddy Bolton. O vídeo tem cerca de 3.500 curtidas, mas foi negativado quase 15 mil vezes. 

Precisamos falar sobre suicídio

PrincessButtercup
há um ano14.9k visualizações
Precisamos falar sobre suicídio
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Nesta semana nos surpreendemos com uma notícia trágica e difícil de compreender. Um executivo bem empregado, morador de um condomínio de classe média alta no Rio de Janeiro, acreditando que seria dispensado da empresa onde prestava consultoria por valores acima da média de ganhos da maioria da população brasileira, assassinou mulher e dois filhos de forma violenta e se matou em seguida. Preferiu mergulhar no infinito e levar consigo aqueles que eram providos por ele, pela felicidade daqueles de que se sentia profundamente responsável. Felicidade que se traduzia unicamente na materialidade e em parâmetros absolutamente financeiros, de acordo com as palavras que deixou para explicar os motivos que o levaram a terminar essa incrível jornada sobre a Terra.

Não foi um surto psicótico. Foi por convicção. Ser provedor familiar era mais que um papel para esse homem. Era sua identidade. Pelas influências de diferentes naturezas (algumas ainda desconhecidas por nós), comuns do meio que vivemos, acreditou o suicida e assassino que seria um ato de amor privar a vida daqueles que amava para que eles não passassem por tormenta maior: o dantesco inferno que ele profetizava.

Infelizmente, tal como o homem do noticiário, muitos outros antes dele acreditaram que a vida só valeria a pena ser vivida se fosse para não ter problemas financeiros.

Muitos outros acreditaram que a vida só valeria a pena ser vivida se fosse para não ter problemas sentimentais.

Muitos outros acreditaram que a vida só valeria a pena ser vivida se fosse para não ter problemas que desafiassem o orgulho e a honra.

Muitos outros acreditavam que a vida valeria a pena se... valeria a pena. A pena. Senão, pena de morte.

A morte é um tabu social para a gente. Não vivemos com a ideia de que vamos morrer um dia. Para falar a verdade, do jeito que consumimos tudo o que há para ser consumido (até as pessoas) parece que temos a ilusão de que vamos viver para sempre com o tantão de coisas que acumulamos sobre essa superfície terrestre. Fato é que fugimos desse pensamento que tanto nos causa angústia. Negamos esse fato inexorável e axiomático e, assim, a morte, que nos enregela a alma de terror, é um tabu. Suicídio também. Isso e tudo o mais que com a morte se congraça.

 A Organização Mundial de Saúde classificou o suicídio como uma epidemia silenciosa característica dos novos tempos. As dores de ordem moral têm levado a mais patologias (depressão, distúrbio de ansiedade, problemas cardíacos, úlceras fatais, etc) do que os próprios hábitos de vida das pessoas, como alimentos, sedentarismo, acidentes.

De acordo com o estudo de 2014, da OMS, 804 mil pessoas cometem suicídio todos os anos – taxa de 11,4 mortes para cada grupo de 100 mil habitantes. De acordo com a agência das Nações Unidas, 75% dos casos envolvem pessoas de países onde a renda é considerada baixa ou média.

O Brasil é o oitavo país em número de suicídios. Em 2012, foram registradas 11.821 mortes, sendo 9.198 homens e 2.623 mulheres (taxa de 6,0 para cada grupo de 100 mil habitantes).

Entre 2000 e 2012, houve um aumento de 10,4% na quantidade de mortes – alta de 17,8% entre mulheres e 8,2% entre os homens. O país com mais mortes é a Índia (258 mil óbitos), seguido de China (120,7 mil), Estados Unidos (43 mil), Rússia (31 mil), Japão (29 mil), Coreia do Sul (17 mil) e Paquistão (13 mil).

Curioso como os homens optam mais facilmente pela morte do que as mulheres. Curiosidade que não parece estimular muitas pesquisas nos meios acadêmicos ou em instituições sociais.

Tem que ver isso aí, né?!

Precisamos falar sobre suicídio

O levantamento diz ainda que a cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio e apenas 28 países do mundo possuem planos estratégicos de prevenção. A mortalidade de pessoas com idade entre 70 anos ou mais é maior, de acordo com a pesquisa.

Ainda que a estatística geral aponte para uma idade elevada entre os suicidas, os jovens parecem estar mais predispostos ao ato final ultimamente. Para muitos especialistas, o suicídio juvenil já possui contornos epidêmicos. Para a OMS, tirar a própria vida já é a segunda principal causa da morte em todo mundo para pessoas de 15 a 29 anos de idade.

Precisamos falar sobre suicídio

O corpo nessa idade é uma usina de hormônios operando em alta capacidade. Os dramas e conflitos sociais e pessoais não são nem de longe parecidos com os que nossos pais e avós tiveram em época igual. O jovem se sente solitário, mergulhado em um universo de informações, paradigmas e sentimentos que ele acredita piamente que ninguém vai compreender. Porque se ele não entende, ninguém mais vai compreender. A crise normativa de identidade é uma ruptura psicológica tão violenta com o “ego” anterior que ele se vê às vezes sem chão, sem amparo e tão único que ninguém no universo seria capaz de o ajudar.

Honestamente, nos países mais pobres não há mesmo quem possa socorrer. Não há profissionais, não há organização familiar que sustente, porque as privações financeiras impõem grandes barreiras entre eles e as elites/Estado, que não trabalham em prol da vida que não tem moeda para comprar a atenção deles.

Grupos envolvidos com a questão também argumentam que o suicídio deveria se tornar uma questão de saúde pública. No entanto, apenas 28 países têm estratégias nacionais de prevenção.

Os estudos em Psicologia apontam que está longe de serem incomuns os pensamentos suicidas. Quase a totalidade da população já imaginou se matar em algum momento da vida. No entanto, a resiliência e o círculo de pessoas amigas (familiares ou convivas) o ajudam na resolução dos problemas e a vida segue em frente. E se algum dia você se sentir solitário no mundo, triste e desalentado, sem conseguir enxergar nada de bom, lembre-se sempre de que há bebezinhos que nascem e não possuem ninguém para os abraçarem; que há vovozinhas esquecidas em abrigos sem nem mais poderem se alimentar direito; que há doentes terminais nos hospitais que estão vendo a morte eminente arrebata-los de uma vida plena e digna ao lado daqueles que ama. Vença os próprios preconceitos e as noções de felicidade que você tenha e vá ao encontro deles para redescobrir o que é a alegria de verdade.

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Por Pilar Magnavita

#suicidio #psicologia #relacionamentos #sentimentos #gente

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Escritora, psicóloga de parentes e amigos, experimentada na cozinha e na Comunicação, já pipocou na chapa quente de grandes jornais e empresas, mãe de cachorro, esposa prendada e tirana, mulher sensível e chorona, teóloga meia boca, fã de Neil Degrasse Tyson. Namastê! Prazer em te conhecer.