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Nativos norte-americanos reconheciam cinco gêneros antes da chegada dos europeus

Tapa Da Pantera
há um ano31.8k visualizações

Para além das prisões do sistema binário de gênero

Nativos norte-americanos reconheciam cinco gêneros antes da chegada dos europeus
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Tenho fé na humanidade, de que um dia iremos alcançar o entendimento de que o sistema binário de gênero (homem e mulher) é uma prisão ao indivíduo que não se encaixa nem em um e nem em outro. Nesse sistema, que o Ocidente adota, há mulheres com psiquê feminina heterossexuais e há homens com psiquê masculina heterossexuais. E só! Ai de quem gosta de ser homem e é gay. Ai de quem nasceu macho e quer ser fêmea. Ai de quem nasceu menina, gosta de ser macho, mas sente desejo por homens e mulheres. É então que a gente percebe que nossas limitadas percepções de gênero não se adequam muito à complexidade de identidade de gênero que as pessoas são capazes de adotar.

Curiosamente, os índios nativos do norte das Américas não viam a questão da mesma forma. Quando os europeus chegaram ao continente e começaram a entender essa gente estranha e de hábitos primitivos, também identificaram que algumas etnias indígenas possuíam até CINCO identidades de gênero.

Nativos norte-americanos reconheciam cinco gêneros antes da chegada dos europeus

É sério, gente! Não estou inventando!

Para os nativos norte-americanos, havia um grupo de regras específicas que tanto homens quanto mulheres deveriam obedecer para que fossem considerados “normais” dentro de uma tribo. As pessoas que reuniam em si características femininas e masculinas ao mesmo tempo eram vistas com reverência, pois se acreditava que tinham grande poder. Mais ou menos como alguns povos orientais imaginaram o masculino e feminino (yin-yang) em um só ser. E essa pessoa era realmente especial pois trazia consigo o equilíbrio.

Nativos norte-americanos reconheciam cinco gêneros antes da chegada dos europeus

Havia em algumas tribos os cinco gêneros: masculino, feminino, dois-espíritos masculino, dois-espíritos feminino e o que hoje chamaríamos de transgênero. As nomenclaturas são diferentes para cada tribo, de acordo com os dialetos, mas referem-se a identidades de gênero semelhantes.

A crença dos indígenas norte-americanos era a de que algumas pessoas nasciam com um espírito feminino e outro masculino que se expressavam perfeitamente em um mesmo corpo. Não havia questões morais associadas nem aos gêneros nem à sexualidade; uma pessoa era julgada pela sociedade conforme seu caráter e de acordo com o que contribuía para a tribo.

Nativos norte-americanos reconheciam cinco gêneros antes da chegada dos europeus

O problema foi que, quando os europeus viram aquilo, acharam que era uma espécie de maldição que havia se abatido sobre aquele povo e o "demônio" desvirtuou as pessoas, com noções católicas de pureza e heterossexualidade como sinônimos de retidão de espírito e caráter.

É, né?!

Mas, como disse: tenho fé que esses grilhões da matéria não mais condicionarão os espíritos a um comportamento meramente social. Com o tempo, todos iremos experimentar as formas possíveis e sadias de amar, sem violar a alma com as condicionantes sociais ou com a lascividade a qual, muitas vezes, o preconceito condena.

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Por Pilar Magnavita

#gente #relacionamento #sexualidade #gênero #identidadedegenero

Falar palavrão faz bem, e a ciência explica

Tapa Da Pantera
há um ano38.7k visualizações

Palavrões, sejam aqueles mais cabeludos ou outros mais leves, fazem parte da nossa cultura. A gente fala mais palavrão do que imagina. Segundo um estudo de 2009, xingamos 0,7% do tempo. É só um pouquinho a menos do que nosso uso de pronomes pessoais (1%). Mas por que falamos tanto? Porque faz bem! 

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Um estudo do Dr. Richard Stephens pegou voluntários e mandou eles colocarem as mãos em uma banheira com água muito, muito gelada. A ideia era medir quanto tempo eles conseguiriam manter as mãos mergulhadas. Aí dividiram os participantes em dois grupos. Um podia falar palavrões à vontade. O outro só podia soltar palavras mais leves como “poxa” ou “caramba”. O primeiro grupo relatou menos sensação de dor e manteve as mãos por mais tempo na água.

Na teoria, o palavrão faz você destravar partes do cérebro que liberam adrenalina e ajudam a lidar com a dor. E não é só essa teoria que dá uma explicação para nossos xingamentos.

1. Xingar descarrega raiva e frustração 

Sim, raiva e frustração podem acumular e fazer muito mal se a gente não souber lidar com isso. Existe algo melhor do que colocar tudo isso pra fora?

2. Palavrões revelam seus sentimentos 

Serve para espanto, dor, desprezo, amor… Palavrão é adjetivo, advérbio e substantivo, tudo ao mesmo tempo. E são tantas as emoções…

3. Xingar para entrosar  

Às vezes, é simples assim. Palavrões fazem você entrar para uma panelinha e até frequentar a rodinha mais popular da escola.

4. Ênfase 

Nada é tão enfático quando não vem acompanhado de um palavrão. Afinal, aquele craque do seu time faz muito gol ou faz gol pra #@$@*&% ???

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pilarmag
Escritora, psicóloga de parentes e amigos, experimentada na cozinha e na Comunicação, já pipocou na chapa quente de grandes jornais e empresas, mãe de cachorro, esposa prendada e tirana, mulher sensível e chorona, teóloga meia boca, fã de Neil Degrasse Tyson. Namastê! Prazer em te conhecer.