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Você é uma pessoa autêntica?

Pilar Magnavita
há 2 anos44 visualizações

Véio, na boa. Responda com sinceridade: você é autêntico? Se você respondeu que sim, sem titubear, então lanço outra pergunta: o que seria uma pessoa autêntica? Possivelmente, se você estiver experimentando a crise dos 30 anos deve estar se fazendo essa pergunta. Mais ou menos, é uma fase em que a gente deixa para trás alguns conceitos pré-concebidos de carreira, felicidade, sucesso, família e amigos. Antigamente, a gente parava para pensar nessas coisas entre os 40 e 50 anos, quando a gente já tinha andado um bocado na vida, construindo todos esses aspectos, mas agora parece que estamos sendo um pouquinho mais maduros e trazendo o questionamento daquilo que queremos para a vida bem antes de começarmos a trilhar um caminho difícil de voltar.

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E nessa revolução (que os astrólogos chamam de a chegada de Saturno na vida, que vem abalando geral), a gente também começa a ser mais quem a gente é de verdade e não apenas seguir uma maré de comportamentos porque devemos agir de tal maneira. Basicamente, buscamos ser mais a gente mesmo e sermos mais honestos conosco.

No entanto, buscar essa autenticidade toda é bem mais que um momento na vida: é exercício para toda a existência! A gente muda tanto ao longo do tempo que, quando a gente acha que se descobriu, vem a vida bandida e sacode as certezas todas. E se isso te deixa nervoso, não fique... é tudo muito natural. Faz parte! E você vem fazendo isso desde que nasceu. ;o)

Com esses 11 pontos abaixo, veja se você está sendo autêntico e honesto consigo mesmo e não seguindo a vida enganado:

#1 Coisas materiais são vazias

A gente pode até achar que comprar óculos Ray-Ban ajudará a nos fazer felizes, mas se nos empenhamos todo, em cinco mil parcelas para comprar o diabo de um par de lentes num arame dourado então a coisa anda meio esquisita dentro da gente. Pare e pense! É uma necessidade de se sentir melhor do que os outros? É uma carência em que você vai se sentir mais aceito socialmente? E se for, você realmente quer andar com quem faz amizade com base nisso? O pior é que, se aplicamos essa condita para nossa vida, também aplicamos para os outros. Passamos inconscientemente a avaliar o próximo pelas coisas que ele tem: atribuímos inteligência, sucesso e essas coisas a quem conquistou essas perfumarias da vida. Isso não satisfaz o espírito. O próximo passo é o Rivotril.

#2 Experiências deixam a vida mais rica

Sabe-se hoje que experiências de vida trazem mais significado e riqueza para nossas vidas. Pessoas que reconhecem isso geralmente estão mais abertas para explorar e aprender, dar e receber, amar e ser amado, sem medo de ser feliz! Isso é ser autêntico.

Você é uma pessoa autêntica?

#3 Realmente ouvir os outros

Ser capaz de estar totalmente presente com outra pessoa é uma característica comum de quem costuma ser autêntico. Sem se prender ao smartphone, ao Whatsapp, Facebook o tempo todo. Isso porque os autênticos estão desfrutando daquele momento, porque querem estar naquela situação, vivenciando aquilo. Não querem estar outro lugar: querem estar ali. A atenção não está dividida com o mundo inteiro. Estão presentes, vivendo o presente, sendo genuínos com o próximo.

Você é uma pessoa autêntica?

#4 Sem medo de ser expressar

É o mais difícil. Não é para sair por aí machucando outras pessoas como um paladino da verdade, dizendo tudo o que vem à mente. Nem tampouco dá para viver com medo de dizer o que pensa. Se o que você tem a dizer não acrescenta nada, não diga. Se o que você não diz aos outros está te fazendo mal, então diga. Com o tempo, isso acaba se tornando automático. E o mesmo vale para os prazeres inocentes: deixar de ir ao futebol porque, no fundo, nem gosta tanto de jogar. Deixar de pegar qualquer mulher que dá mole porque tem que provar que é sujeito homem. Quem vê BBB para ter assunto, seguir as ondas do trabalho porque a galera curte determinadas coisas e etc não está sendo autêntico. E nada é mais confortável do que usar a roupa de si mesmo. Foi feita sob medida para você! Melhor do que vestir coisas que não te representam de verdade. Isso, sim, costuma deixar a gente muito infeliz.

#5 Agrade-se em primeiro lugar

Viver a vida para agradar os outros o tempo todo é exatamente o oposto de ser autêntico. Pior que muuuuuuita gente comete essa violência contra si mesmo. Tinha uma colega de trabalho que era tão competitiva que ela deixava de fazer as coisas que gostava para se aprisionar àquilo que os chefes esperavam dela. E de uma maneira tão absurda que o tempo livre era dedicado para se inteirar de tudo o que se passava com a cúpula. Há horas em que as metas profissionais turvam um pouco nossa essência e nos corrompem com ideias mundanas demais de felicidade e sucesso. Ninguém é feliz se não se escuta. E há inúmeros distúrbios de ansiedade causados por essa violência que nós próprios nos causamos. Novamente, o resultado é o Rivotril. Não busque a quantidade, mas a qualidade emocional das amizades. Tenho absoluta certeza de que você tem coisas muito especiais que só enriqueceriam o mundo! Não guarde esses talentos em você: doe-se, como você é.

Você é uma pessoa autêntica?

(Augusto Cury, psiquiatra)

#6 Ame

Em mundo egoísta, amor é a arma dos corajosos e autênticos. Amar os semelhantes é afastar a solidão, é melhorar-se como pessoa, é viver os sentimentos, é chegar ao leito de morte tendo a certeza de que viveu plenamente. Ser autêntico no mundo de hoje é amar o próximo. E isso começa pela tolerância a quem é diferente.

Você é uma pessoa autêntica?

#7 Ame-se

Você é uma pessoa autêntica?

Porque não há como ser autêntico se você não gosta da própria autenticidade.

#8 Reconheça-se simplesmente humano

O maior empecilho ao amor é o orgulho. Não nos amamos porque gostaríamos de sermos melhores do que somos e temos raiva porque nosso orgulho de nós mesmos foi contrariado. Não amamos o próximo porque acreditamos que somos melhores do que ele, seja na inteligência ou nos outros atributos. E temos uma dificuldade monumental de reconhecer que erramos (e de admitir isso) porque nosso orgulho nos impede de sermos autênticos conosco. Quando educamos nosso orgulho para ser positivo (ficar feliz da conquista de um filho, por exemplo), aprendemos a lidar muito melhor com nossos erros. Afinal, somos só mamíferos! É claro que vamos errar em quase tudo!

#9 A consciência de que ninguém é igual a ninguém

Rapaz, nem gêmeos univitelinos são iguais. As impressões digitais, por exemplo, dão diferentes. E olha que eles possuem a mesma genética! O que prova uma coisa: você nasceu para ser autêntico. Abrace seu invariável destino e seja feliz sem rótulos, porque esses, sim, ignoram as diferenças e fazem a gente acreditar que eles nos deixam felizes por pertencermos a um grupo (que, no fundo, é cheio de gente diferentona).

Você é uma pessoa autêntica?

#10 Assumir responsabilidades pela própria vida

Cerca de 90% das coisas que acontecem na sua vida é uma reação a uma ação que você provocou. Por isso jamais culpe a economia, os pais, os filhos e parentes, o emprego, o romance por aquilo que te deixa infeliz. Se alguém nos feriu foi porque permitimos. Se fomos demitidos foi porque não há como contribuir mais para aquele ambiente. Se o clima familiar é de lutas, reveja o que poderia fazer diferente. Ninguém disse que a vida era fácil, mas uma coisa é certa: é sempre de inteira responsabilidade nossa. Assuma as rédeas! E se o touro é brabo, então se prepare para segurá-lo pelos chifres. Nem sempre vivemos em brancas nuvens e a felicidade de ninguém está no outro, mas apenas em si mesmo.

Você é uma pessoa autêntica?

#11 Conexão com a voz interior

Pessoas autênticas são capazes de limpar as mentes do que é externo, para ouvir a tal da voz interior. Por quê? Porque isso é maios forte do que o mundo lá fora. Pessoas autênticas são capazes de agir de acordo com o coração, com confiança e fé. E dane-se.

Você se identificou em alguns dos itens? Sempre temos alguns para trabalhar mais do que outros, mas no fundo, conseguimos melhorar cada um desses aspectos com o tempo. Sem medo de ser feliz!

#autenticidade #gente #mente #emoções #vozinterior #sentimentos #autodescoberta #crisedos30

A crise dos 30 anos

Pilar Magnavita
há 2 anos31 visualizações
A crise dos 30 anos
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Confesso que me perdi nos anos. Quando falo do fim dos anos 90, ainda tenho mania de dizer que foram há 10 anos e que não faz tanto tempo que eu assistia Chris Nicklas na MTV. Mas a idade faz isso com as pessoas, faz essa noção de tempo se distorcer nas memórias queridas de antigamente. E que memórias queridas eram as minhas dos 20 anos! Foram as melhores. E as piores também.

Ao mesmo tempo em que todo um mundo de possibilidades se descortina diante de ti, toda essa novidade chega acompanhada de muita ansiedade, objetivos confusos e uma sensação de ser um pouco mais solitário do que na adolescência, quando você vivia rodeado da própria patota. Começamos a trabalhar, ganhar nosso dinheiro, experimentar sensações novas que a liberdade propõe...

Primeiro a gente experimenta a facul...

Tentando entregar trabalhos que você não faz a mínima ideia do que se tratam na verdade..

Depois a gente começa a trabalhar no estágio, achando a maior curtição.

Até que não... não dá para continuar só na curtição.

Até porque a gente acha que, por ter um ano de empresa, já é natural ocupar algum cargo de chefia. Afinal, somos muito capacitados com inteligência e bom-senso natos, inglês e uma faculdade inteira! Sabemos até mexer em váaaarios aplicativos nas diversas plataformas. Somos os verdadeiros especialistas em mídias sociais!

Aí a coisa fica séria. Party time is over! Já mandamos na nossa vida, chegamos a hora que queremos em casa e viajamos quando bem entendemos. Mas ainda não dá para morar sozinho porque ganhamos muito pouco para manter o padrão de vida que nos acostumamos, não é mesmo?!

A vida está boa assim. Você persiste na carreira, persegue a grana, persegue o sonho de um dia se sustentar sozinho e, quando você está vivenciando os últimos anos dos 20, uma coisa mágica acontece: você percebe que pode se manter sozinho. Aí vem a escolha de Sofia. Sair da casa dos pais ou buscar a vida lá fora?

Alguns estudos sugerem que os jovens de hoje estão sofrendo mais do que as gerações anteriores. Por exemplo, a idade média para o início da depressão caiu de quarenta e tantos anos ou início dos anos cinquenta, onde era 30 anos atrás, com vinte e poucos anos, e é esperado que continue a baixar. Os psicólogos não estão inteiramente certos do porquê. Acredito que seja por uma série de fatores que marcam exclusivamente a Geração Y, porque é o que venho concluindo nas minhas pesquisas no Centro de Ciências da Saúde da Universidade Católica de Petrópolis (RJ).

Independentemente da causa, a crise, que deveria ser marca de um único momento da vida, muitas vezes se estende por vários anos e inclui fases típicas:

Ela começa com uma dificuldade de manter vínculos. Há uma constante sensação de estar preso a um compromisso, seja no trabalho ou em casa. Acaba não sendo muito fácil segurar a vida adulta pelos chifres e dominar a besta fera das muitas responsabilidades e da pouca diversão. A maneira que muitos jovens encontram de resolver essa matemática da vida, entre dever e poder, é anulando o problema. Ou seja, desistindo. Troca de romance, troca de emprego, troca de carreira, troca de cidade, de amigos, faz um curso novo.

Aí vem o segundo problema: o questionamento da identidade. É fase em que as pessoas, passada a primeira parte da crise, vão tentar se descobrirem. Recalibram os planos de vida, reafirmam novas metas, sozinhos e isolados, até que finalmente saem e vão explorar novos hobbies, interesses e grupos sociais, finalmente. Vai emergir da crise mais feliz, mais motivado e com maior clareza. Este processo pode durar anos, ou se repetir por mais de uma vez. É doloroso, mas é também uma tremenda oportunidade de crescimento, uma vez que pode criar indivíduos que passam a levar uma vida mais significativa e mais feliz.

Nos estudos que conduzo na Universidade, trabalhamos a terceira escola de psicologia chamada de Logoterapia. É basicamente ajudar pessoas a descobrirem o sentido de suas vidas e preencher vazios existenciais, ideológicos e a crise do querer ser e ser de verdade. E temos identificado um crescente número de pessoas que se encontram um tanto perdidinhas na vida, carecendo de um incentivo a se encontrarem e perseguirem o que querem. E isso é cada vez mais comum nessa modernidade líquida (como explica o sociólogo Zygmunt Bauman). Crise dos 30 anos, gente, nunca existiu! É novidade desses tempos.

Ran Zilca, diretora de dados da Happify, fala da pesquisa que desenvolveu ano passado com 88 mil clientes da empresa, especializada em coaching, no artigo "Why your late twenties is the worst time of your life" (Por que seus 20 e altos são a pior época da sua vida). Ela identificou níveis de estresse bastante incomuns para a idade, do tipo que só se via na meia idade, antigamente. Mas a galera também está lidando melhor com isso e encarando de forma positiva esses momentos de crise em tão tenra idade. O que ela conclui é que os jovens estão tendo mais maturidade para lidar com todas as complexas questões de vida do que seus pais e seus avós no passado.

Dentro da psicologia cognitiva, aprendemos que, pela melhora da nossa capacidade de percebemos o mundo e nos autopercebermos, temos melhores condições de trabalhar nosso domínio psicológico em vez de hesitar tanto por tanto tempo. A gente aprende a nos permitir errar com o tempo e tentar de novo, sem medo de ser feliz! À medida que envelhecemos, aprendemos a colocar as coisas em perspectiva, acreditamos mais em nós mesmos e percebemos que as emoções que às vezes atravessam nossos peitos são temporárias e não precisam nos consumir tanto. 

Enfim, quando entramos nos 30 anos, compreendemos o tempo de outra maneira. Compreendemos também o que deve ser líquido e o que deve ser sólido por toda uma existência.

#gente #vida #psicologia #relacionamentos #crisedos30

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pilarmag
Escritora, psicóloga de parentes e amigos, experimentada na cozinha e na Comunicação, já pipocou na chapa quente de grandes jornais e empresas, mãe de cachorro, esposa prendada e tirana, mulher sensível e chorona, teóloga meia boca, fã de Neil Degrasse Tyson. Namastê! Prazer em te conhecer.