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As melhores fotos da National Geographic em 2015

Pilar Magnavita
há 2 anos27 visualizações

Talvez a National Geographic seja a única revista sobre o mundo e a natureza que realmente faça as mais incríveis fotos artísticas da atualidade. Sou fã desde criancinha. É sério! Enquanto meus amiguinhos colecionavam "Guia dos Escoteiros Mirins" e os "Quadrinhos Disney", eu comprava mensalmente na banca a NatGeo (e Turma da Mônica, claro!).

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Neste ano (como em todo ano), a seleção de fotos estão incíveis! São 20 imagens que revelam a beleza oculta de paisagens inóspitas e distantes, além de todo um universo de sentimentos que o fotógrafo exprimiu com a lente dessa vida selvagem. Parece até difícil acreditar que essas fotos foram tiradas no nosso planetinha.

Abaixo, fiz minha seleção, com as 10 fotos que mais curti.

1) Bioluminous Larak

Pooyan Shadpoor, Ilha de Larak (Irã)

As melhores fotos da National Geographic em 2015

A Ilha de Larak fica no Golfo Pérsico e é uma das mais importantes regiões do Iran, por abrigar portos voltados para a exportação de petróleo. O fotógrafo Pooyan Shadpoor conseguiu essa bela imagem acima, com a presença de plânctons bioluminescentes.

As melhores fotos da National Geographic em 2015

2) The Village

Gabor Dvornik, Sződliget (Hungria)

As melhores fotos da National Geographic em 2015

Gosto muito e acompanho os trabalhos de Dvornik. É um fotógrafo amador que curte capturar o onímico nas suas fotos. E é com esse sentimento de "universo da fantasia" que ele nos presenteia.

3) The Mother of The Forest

Marsel van Oosten, Noroeste de Madagascar

As melhores fotos da National Geographic em 2015

4) Cracking The Surface

Alexey Trofimov, Lago Baikal (Rússia)

As melhores fotos da National Geographic em 2015

Trofimov também tem vários trabalhos interessantes. Aborda as paisagens geladas da sua terra setentrional, explorando o gelo, principalmente. Além de talentoso, Alexey Trofimov é uma figura super bem humorada, com uma sensibilidade incrível.

5) Dancing With the Moon

Andrew George, Islândia

As melhores fotos da National Geographic em 2015

Escolhi essa foto porque é uma imagem que está pronta. Quem fotografa sabe que cada clique precisa de ajustes e de um posterior tratamento para realçar o que nem sempre a câmera pegou, ainda que esta seja super potente. Essa imagem da Aurora Boreal, no entanto, a natureza foi a artista única. Já deixou essa imagem prontinha para o fotógrafo clicar.

6) Falls in Autumn 

Vedrana Tafra, Parque Nacional dos Lagos Plitvice (Croácia)

As melhores fotos da National Geographic em 2015

O mundo ainda vai descobrir a Croácia.

7) Hull-O

Marc Henauer, naufrágio do Hilma Hooker em Bonaire (Caribe holandês)

As melhores fotos da National Geographic em 2015

Curti essa foto pela originalidade. Poucos são os fotógrafos que arriscam publicar uma PB (foto preta e branca) debaixo d'água. Tem que ser uma super full-frame para essa bela imagem, que desperta aquele sentimento de fundo do mar: a impotência do homem diante desse universo marinho.

8) Winter White

Stefano Unterthiner, Parque Nacional Gran Paradiso (Itália)

As melhores fotos da National Geographic em 2015

Rapaz, para essa foto o cabra tem que ser bom! A lente tem que ser uma grande angular com boa distância focal (200 mm talvez?). E tem que pegar o simpático habitante do parque no momento que ele enquadrar na imagem. Dedinho rápido, esse! Coisa de Cartier Bresson. Além do mais, esse bichinho é muito fofo! Será uma espécie de suricato?

9) All the Fish in The Sea

Jeff Hester, Cabo Pulmo na Península de Baja California (México)

As melhores fotos da National Geographic em 2015

Mais pelo desafio de estar diante de um cardume desse naipe do que pelo talento em si. Bateu angústia em mim! E foto boa é aquela que nos desperta alguma coisa boa ou ruim.

10) Bird Feeders

Abderazak Tissoukai, Xingping em Guanxi (China)

As melhores fotos da National Geographic em 2015

Belíssimo trabalho de Tissoukai pela China. Essa imagem é uma das minhas preferidas pela riqueza de elementos e sentimentos que nos desperta. Também curti muito seus trabalhos pelo mundo.

Deu ou não deu vontade de pegar a câmera e sair clicando por aí? Prepare-se para a vida selvagem!

Os 8 mistérios de Van Gogh

Pilar Magnavita
há 2 anos29 visualizações

Soubemos neste sábado (16/01) pela colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, que o Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB), na capital paulista, irá abrir uma exposição em março com quadros do pintor holandês Vincent Van Gogh, que começou como impressionista e acabou adotando estilo próprio. E nós estamos vibrando com isso!

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Com as telas do artista, o CCBB expor outras pinturas de grandes impressionistas, em parceria com o incrível Museu D'Orsay, na capital francesa. A idéia é dar continuidade àquela exposição de 2012, "Impressionismo: Paris e a modernidade", que atraiu uma fila quilométrica de horas e forçou a instituição a abrir de madrugada, para que as pessoas vissem as obras de Gaugin, Monet e Pisarro. Lembram?

Se tudo correr bem, as telas de Van Gogh (não se sabe quantas nem quais) serão expostas a partir de março, após a exposição sobre os trabalhos de Piet Mondrian.

E por que vibramos com a notícia?

Eu te darei oito motivos:

1) Van Gogh pode ter escondido "A Última Ceia" em um quadros

Na obra "Café Terraço à Noite", podemos ver um grupo de clientes de um café socializando numa boa, com um garçom no centro, vestido de branco. Lembra um pouquinho "A Última Ceia" de Leonardo Da Vinci, não? Pois especialistas nas obras de Van Gogh dizem que é bem provável que ele tenha escondido a célebre pintura do gênio da renascença em um quadro seu. Isso porque Van Gogh passou por períodos de grande necessidade religiosa e de atribuir grandes significados aos seus trabalhos.

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2) Difíceis princípios matemáticos escondidos em "Noite Estrelada"

Gênios são gênios às vezes para além do ofício que abraçaram. Foi assim com Michelangelo, Da Vinci, Bowie… E, por que não com Van Gogh? Aparentemente, ele realizou uma façanha matemático em um dos quadros mais bonitos, na minha opinião, do seu acervo: "Noite Estrelada".

Os 8 mistérios de Van Gogh

A história do quadro é impressionante. Foi criado por Van Gogh quando ele tinha 37 anos, enquanto esteve encarcerado por vontade própria em um asilo em Saint-Rémy-de-Provence (1889-1890), após famosos episódio em que aparentemente decepou a orelha esquerda em um surto psicótico. Alguns acreditam que o quadro foi pintado de memória, mas esboços do pintor indicam que ele se inspirou na paisagem do próprio quarto de dormir (tipo música de Lô Borges). Foi nesse período que o artista rompeu com o que se poderia chamar de fase impressionista, desenvolvendo um estilo muito particular, com fortes cores primárias como o amarelo e simbolismos.

O princípio matemático encontrado na última década em "Noite Estrelada" é um dos mais difíceis da física: o padrão de turbulência na superfície de qualquer líquido. São aquelas oncinhas perfeitas criadas a partir de uma perturbação qualquer em um ponto do espelho d'água. Sobre fenômeno, o físico Werner Heisenberg disse "Quando encontrar Deus, vou fazer-lhe duas perguntas: 'Por que a relatividade?' e 'Por que turbulência?' Acredito que Ele terá uma resposta para a primeira". E Van Gogh não só conseguiu perceber esse fenômeno, como representar perfeitamente a turbulência nas estrelas de "Noite Estrelada". Não vamos parar por aí. O mais incrível dessa história é que, em 2004, cientistas espaciais viram as fotos do telescópio Hubble sobre nuvens de gás e poeira em volta de estrelas, formando imagens idênticas aos astros do quadro que o artista holandês havia criado mais de um século antes!

Isso chegou a ser tema na conferência anual de Tecnologia, Entretenimento e Design (TED) em 2014, para divulgar idéias inovadoras nas três áreas.

A obra atualmente encontra-se na coleção permanente do Museu de Arte Moderna de Nova York.

3. Seus girassóis são mutantes

Você já notou que aquele quadro famoso de Van Gogh tinha uns girassóis muito esquisitos? Do tipo que não é representação de um girassol normal? Pois muito bem, aqui vai a bomba: o quadro traz flores mutantes. John Burke, da Universidade da Georgia, nos Estados Unidos, afirma que aquela imagem é a cópia fiel de um gene de girassol que caminhou para ser um pouco a cara de um crisântemo, descoberto no século XX.

Os 8 mistérios de Van Gogh

4. Daltônico?

Oi?

Isso mesmo. Daltônico. E isso não é coisa parecida com a Nona Sinfonia que Beethoven compôs surdo, porque o músico tinha na memória o que era cada som e sua vibração ao compô-la. Pesquisadores especialistas em daltonismo estimam que Van Gogh nasceu sem conseguir perceber o vermelho e, ainda assim, pintou o mundo magnificamente. Talvez tenha sido justamente por isso que carregou nos tons, porque tinha tendência de ver as cores abertas apenas como amarelo. A descoberta foi por acaso. O especialista em daltonismo, Kazunori Asad, testava um equipamento que simulava a visão com distorção de cores. Quando ele colocou uma gravura do Van Gogh dentro na máquina, surgiu para ele as cores corretas daquela paisagem pintada, sem os exageros que percebemos nas obras de Van Gogh.

Veja só o campo de trigo, como é para nós e como é para alguém que não percebe o vermelho. Nenhum campo de trigo é alaranjado, não é mesmo?

Abaixo, pintura como a vemos hoje.

Os 8 mistérios de Van Gogh

Abaixo, pintura no equipamento.

Os 8 mistérios de Van Gogh

5) Talvez ele não tenha cortado a própria orelha

Todos nos sabemos desea historia, do pintor que cortou a orelha. No entanto, talvez tenha sido o pintor errado. Reza a lenda que Van Gogh cortou a orelha depois de ter sido abandonado pelo companheiro de vida e de telas Gauguin. E entregou a uma tal Lady Rachel para que ela assim guardasse.

Os 8 mistérios de Van Gogh

A história por si só é maluca demais. Há quem diga, contudo, que na verdade Gauguin teria cortado a orelha em uma calorosa discussão, porque não aguentava mais viver ao lado de Van Gogh, segundo os historiadores Hans Kaufmann e Rita Wildegans. Faz sentido se lermos uma carta do pintor holandês ao amigo em que dizia que guardaria segredo de algo sobre esse episódio.

Quem quiser ver a orelha de Van Gogh, pode conferir a obra de Diemut Strebe, que pegou uma amostra do DNA do tataraneto do irmão do pintor para recriar uma fan art.

6. Van Gogh não era doido varrido

A gente conhece a má fama dos parafusos de Van Gogh. Intempestivo, temperamental, pavio curto. No entanto, historiadores já concebem uma outra versão da personalidade do pintor, com uma visão um pouco mais moderna sobre o temperamento de homens e mulheres de hoje. O artista, na verdade, mostra nas suas telas ser mais tradicionalista e metódico do que seus pares franceses e espanhóis, na mesma época. Especialistas nas obras do pintor ressaltam que Van Gogh era um camarada bastante técnico e estratégico na sua arte. Um dos exemplos é o quadro "Quarto em Arles", em que os tons e as pinceladas originais, debaixo da atual, mostram cores mais claras e pinceladas mais estudadas.

Os 8 mistérios de Van Gogh

7) Assassinato?

Quando aprendemos primeiramente sobre Van Gogh, soubemos que ele se suicidou depois de viver uma vida turbulenta e de amarguras, sem reconhecimento pela própria arte e sem ter vendido quadros em vida. Mito? Talvez. Há uma evidência que aponte que isso é história da carochinha: a falta de motivos. Aos 37 anos, à época da sua morte, Van Gogh estava subindo na carreira e começando a fazer sucesso. Sem motivo aparente, ele poderia ter pego uma arma e atirado contra si, depois caminhado um quilômetro e meio na rua até sua casa? Estranho, né?

8) Pinturas estão desaparecendo

Infelizmente, as pinturas tão vivas de Van Gogh estão embranquecendo. O artista usava tintas sintéticas no século XIX a base de um mineral super raro chamado plumbonacrita, que com o tempo vai fazendo o pigmento se perder. Ainda bem que ainda podemos ver essas maravilhosas por bom tempo.

Ficou com vontade de conhecer mais a obra desse gênio? Antes de dar um pulo no CCBB, em São Paulo, veja o filme "Painted with Words" (Pintado com palavras, na tradução livre), uma produção caseira da BBC para a TV, com o amado Benedict Cumberbatch.

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pilarmag
Escritora, psicóloga de parentes e amigos, experimentada na cozinha e na Comunicação, já pipocou na chapa quente de grandes jornais e empresas, mãe de cachorro, esposa prendada e tirana, mulher sensível e chorona, teóloga meia boca, fã de Neil Degrasse Tyson. Namastê! Prazer em te conhecer.