Luz e sombra
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Deixe 2016 entrar na sua casa

Não curto nem um pouco a Vogue no quesito moda e beleza, por diversos motivos. A parte de decoração, no entanto, costuma cativar meu olhar para uma coisa ou outra. E a edição deste mês trouxe as tendências de decoração para 2016. Meu coração feminino baqueou e tive que dar uma olhada. Quer espiar comigo?

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Acho o máximo dar uma renovada na casa em ano que está começando. Faço até limpeza de roupas no armário e passo muitos dos meus objetos adiante. E, para quem acha que custa uma grana a decoração, eu respondo que não. Não custa! Não é tão caro comprar uma plantinha para aquele cantinho muxoxo da sala ou emoldurar umas fotos bacanas de paisagens que você tirou nas últimas férias. Vale até dar um pulo na casa da vovó e apanhar com ela uma mantinha de crochê para cobrir o sofá. A minha, por exemplo, tem brilho nos olhos ao me dar as coisas guardadas, sem uso.

E parece que as tendências de décadas anteriores estão em alta.

Quando a gente acha que os anos 80 foram embora e estão enterrados naquela década horrenda de cores berrantes, ombreiras (OMBREIRAS!), polainas e tudo o mais que o povo inventava sob efeito de drogas pesadas, eis que a artista e design Justina Blakeley traz tudo isso de volta para tendências de decoração em 2016. Na sua visão, entram as peças coloridas, geométricas, do tipo que vemos no filme Beetlejuice (que por sinal vai ter sequência com Winona Ryder), no entanto, sem aquele toque kitsch.

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É muito novo e não sabe o que é kitsch?

Explico: é aquele exagero de cores, de informações, com objetos nada práticos. Típico dos anos 60, 70 e 80. Vai me dizer que você não tem uma parenta apegada nessa moda?

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Confesso que euzinha tenho lá meu lado kitsch (especialmente o pingüim de geladeira, gente!), mas esse é nosso segredinho. (A foto abaixo não é da minha casa, viu?!)

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A designer de interiores e curadora de arte, Maria Brito, aposta nas cerâmicas de artistas naquele momento inicial, de revelação da carreira. Ela diz na Vogue que o investimento é ótimo, porque são artes em concepção pura, sem aquele toque comercial que o artista acaba ganhando um pouquinho com o tempo (porque todos temos que pagar as contas, né, gente?!). São funcionais e podem ser úteis até na louça de cozinha.

Nessa linha artesanal, a designer Sara Story levanta nosso orgulho nacional e diz apostar na arte brasileira. Sim, minha gente! Brazil is still trending, people! Ela busca nos seus trabalhos para 2016 as formas e materiais rústicos do nosso país (renda de filé, fuxico, palhas, etc) e acrescenta que essas peças únicas fazem belo mix com o tradicional e o contemporâneo nos interiores.

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Para Todd Nickey e Amy Kehoe, ambos designers de interiores, a tendência para o ano está nos tecidos, tal qual os artistas Andrée Putman e Ann Demeulemeester. Vale inovar nos traços e cores do espírito de anos idos. Eles revelam que os clientes têm buscado uma linha clássica, com cores neutras nos estofamentos, tapetes e cortinas. Um tom caramelo (cor camel) tem sido perseguido por eles.

Ao que consta ao designer Jonathan Adler, vivemos em um mundo em que muita coisa é permitida no âmbito da arte, como misturas de highs e lows (peças chiques com peças despojadas), do retrô do meio do século com coisas minimalistas modernas. Por isso mesmo, o que Adler vê para 2016 é essa liberdade de misturas de estilos paradoxais para encontrar o que amam. Um exemplo disso é essa matéria da "Minha Casa, Minha Cara":

A meta de todo designer é perseguir o que ninguém ainda alcançou, o que ainda não foi visto. Por definição, todo designer é um pouco hipster. Assim, o profissional da área, Don Stewart, se diz entusiasmado em usar técnicas tradicionais com arte, em contexto moderno, com cores que variam do verde jade ao rosa queimado. Viva as cores da Mangueira!

Menos é mais, de acordo com Katie Hodges. A designer acredita que chegou o fim da Era de móveis pesados, camadas de texturas e visual robusto. Ela aposta na simplicidade para 2016, um pouco na linha de Maria Brito e Sara Story.

Ann Haagenson, gerente da Anthropologie (http://www.anthropologie.com), vai de leve na linha de Justina Blakeley e acredita que o buff irá prevalecer. Isso significa que móveis, formas e texturas irão sobressair informações visuais. A cor para tal composição seria perfeita com um rosa nude.

Curtiu?

Acho que vou na linha da Sara Story, hei?!

ARTE: para curar a ressaca da alma

Tenho a teoria de que 1º de janeiro é o "Dia Mundial da Paz" para que o mundo inteiro fique bem quietinho enquanto curamos aquela ressaca de "virada" do ano, a base de boldo e café. Poucas coisas para mim fazem sentido quanto essa hipótese furada. O bom deste 2016 é que ele já começa numa sexta-feira, o que ainda nos dá dias 2 e 3 de puro descanso e tempo suficiente para renovar o corpo baqueado das festividades.

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Sim, é melhor ir com calma. Eu sei que a roupa já não está entrando folgada e eventualmente a segunda-feira, dia 4, vai chegar. E ninguém quer começar o expediente no trabalho com o pé direito enfiado na jaca. Se você ficou na sua cidade, aproveite a agenda cultural local para se renovar. Tão importante quanto curar a ressaca do corpo é curar a ressaca da alma. E poucas coisas alimentam tão bem o espírito quanto a arte. Juro! Ao menos, isso é melhor do que gastar a conta de energia de casa, com ar condicionado e video game ligados.

Para ajudar na programação, a revista Zum, de fotografia, reuniu uma lista de exposições (de respeito!) em São Paulo, Rio, Curitiba, Belo Horizonte e Brasília. Vale conferir!

Destaquei abaixo os que mais me interessaram no eixo Rio-SP:

SÃO PAULO

Instituto Moreira Salles

"Alice Brill: impressões ao rés do chão", até 7 de fevereiro de 2016

Reúne cerca de 90 fotografias, além de documentos como revistas, publicações e outros materiais do olhar de Alice Brill sobre o Brasil nas décadas de 40 e 50. A fotógrafa nasceu em Colônia, na Alemanha, em 1920, e migrou para o Brasil em 1934 com sua mãe, para escapar do nazismo. A curadoria é de Giovanna Bragaglia. A imagem divulgada abaixo (Banca de jornal, Centro. São Paulo, SP - Brasil, c.1953.) faz parte do acervo do IMS (www.ims.com.br).

ARTE: para curar a ressaca da alma

Museu da Imagem e Som

"Azul", até 10 de janeiro de 2016

A mostra apresenta a série de fotos noturnas de Betina Samaia, nas regiões do Rio de Janeiro, Veneza, Monument Valley, Butão, São Paulo, Birmânia, Atacama e Nova York. A técnica de light painting de Betina me lembrou a de Renan Cepeda, para mim um dos maiores fotógrafos brasileiros de arte na atualidade. Consiste em utilizar uma lanterna para iluminar objetos que se quer destacar na foto. Curti muito o resultado da artista! O Museu da Imagem e Som funciona de terça a sexta, das 12h às 22h; sábados, domingos e feriados, das 11h às 21h. A entrada inteira é R$ 10 (http://www.mis-sp.org.br).

ARTE: para curar a ressaca da alma

Apesar de toda imagem exposta receber algum tipo de tratamento (até as de Sebastião Salgado), em geral é muitíssimo pouco para que a técnica utilizada não se estrague. Lembre-se de que o processo também é arte. E o bom fotógrafo nem precisa perder muito tempo no computador corrigindo o que não fez na hora. A light painting faz o efeito de luz no momento do clique!

Pode acreditar, Will!

Pinacoteca do Estado

"Transver – Fotografias feitas por pessoas com deficiência visual", até 3 de abril de 2016

Essa é incrível! A exposição traz fotos de dez alunos do Curso de Fotografia para Deficientes Visuais da Pinacoteca de São Paulo. Uma prova de que fotografia não é o "olhar" do fotógrafo, mas o sentimento que ele deseja expressar por meio do instrumento. Todo processo de captura das imagens foi baseado em experiências sensoriais de tato e audição, com poemas de Manoel de Barros, de trabalhos de fotógrafos contemporâneos e de visitas à Pinacoteca e seu entorno. O resultado é surpreende. A exposição é aberta ao público, de quarta-feira a segunda-feira (novo horário), das 10 às 18h (bilheteria até às 18h) e com ingresso a R$6 (inteira). (http://www.pinacoteca.org.br)

ARTE: para curar a ressaca da alma

Incrível, não?!

RIO DE JANEIRO

Museu de Arte do Rio (MAR)

"A constituição do mundo", até 31 de janeiro de 2016

Um dos espaços mais fantásticos, inaugurados recentemente na Cidade Olímpica é o MAR. Fica na beirada da Baía de Guanabara, em posição contemplativa para o recém inaugurado Museu do Amanhã. A casa entra janeiro com a exposição "A constituição do mundo" (em curso desde setembro) de Evandro Teixeira. O baiano dispensa apresentações. Um dos maiores expoentes do fotojornalismo brasileiro, Teixeira documentou o Brasil com arte, energia e seu sentimento ideológico. As imagens contam os aspectos mais marcantes da trajetória de mais de 60 anos de profissão do fotógrafo. Curadoria de Paulo Herkenhoff e Marcia Mello. O MAR abre de terça a domingo, das 10h às 17h. Os ingressos custam R$ 8. (http://www.museudeartedorio.org.br/)

ARTE: para curar a ressaca da alma

E então? Eu te desafio a sair de casa. Escolha uma das opções e depois me conte o que achou! Vou adorar saber. 

Hikayeyi okudun
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tarafından yazıldı
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pilarmag
Escritora, psicóloga de parentes e amigos, experimentada na cozinha e na Comunicação, já pipocou na chapa quente de grandes jornais e empresas, mãe de cachorro, esposa prendada e tirana, mulher sensível e chorona, teóloga meia boca, fã de Neil Degrasse Tyson. Namastê! Prazer em te conhecer.