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Os 8 mistérios de Van Gogh

Pilar Magnavita
há 2 anos30 visualizações

Soubemos neste sábado (16/01) pela colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, que o Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB), na capital paulista, irá abrir uma exposição em março com quadros do pintor holandês Vincent Van Gogh, que começou como impressionista e acabou adotando estilo próprio. E nós estamos vibrando com isso!

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Com as telas do artista, o CCBB expor outras pinturas de grandes impressionistas, em parceria com o incrível Museu D'Orsay, na capital francesa. A idéia é dar continuidade àquela exposição de 2012, "Impressionismo: Paris e a modernidade", que atraiu uma fila quilométrica de horas e forçou a instituição a abrir de madrugada, para que as pessoas vissem as obras de Gaugin, Monet e Pisarro. Lembram?

Se tudo correr bem, as telas de Van Gogh (não se sabe quantas nem quais) serão expostas a partir de março, após a exposição sobre os trabalhos de Piet Mondrian.

E por que vibramos com a notícia?

Eu te darei oito motivos:

1) Van Gogh pode ter escondido "A Última Ceia" em um quadros

Na obra "Café Terraço à Noite", podemos ver um grupo de clientes de um café socializando numa boa, com um garçom no centro, vestido de branco. Lembra um pouquinho "A Última Ceia" de Leonardo Da Vinci, não? Pois especialistas nas obras de Van Gogh dizem que é bem provável que ele tenha escondido a célebre pintura do gênio da renascença em um quadro seu. Isso porque Van Gogh passou por períodos de grande necessidade religiosa e de atribuir grandes significados aos seus trabalhos.

Os 8 mistérios de Van Gogh

2) Difíceis princípios matemáticos escondidos em "Noite Estrelada"

Gênios são gênios às vezes para além do ofício que abraçaram. Foi assim com Michelangelo, Da Vinci, Bowie… E, por que não com Van Gogh? Aparentemente, ele realizou uma façanha matemático em um dos quadros mais bonitos, na minha opinião, do seu acervo: "Noite Estrelada".

Os 8 mistérios de Van Gogh

A história do quadro é impressionante. Foi criado por Van Gogh quando ele tinha 37 anos, enquanto esteve encarcerado por vontade própria em um asilo em Saint-Rémy-de-Provence (1889-1890), após famosos episódio em que aparentemente decepou a orelha esquerda em um surto psicótico. Alguns acreditam que o quadro foi pintado de memória, mas esboços do pintor indicam que ele se inspirou na paisagem do próprio quarto de dormir (tipo música de Lô Borges). Foi nesse período que o artista rompeu com o que se poderia chamar de fase impressionista, desenvolvendo um estilo muito particular, com fortes cores primárias como o amarelo e simbolismos.

O princípio matemático encontrado na última década em "Noite Estrelada" é um dos mais difíceis da física: o padrão de turbulência na superfície de qualquer líquido. São aquelas oncinhas perfeitas criadas a partir de uma perturbação qualquer em um ponto do espelho d'água. Sobre fenômeno, o físico Werner Heisenberg disse "Quando encontrar Deus, vou fazer-lhe duas perguntas: 'Por que a relatividade?' e 'Por que turbulência?' Acredito que Ele terá uma resposta para a primeira". E Van Gogh não só conseguiu perceber esse fenômeno, como representar perfeitamente a turbulência nas estrelas de "Noite Estrelada". Não vamos parar por aí. O mais incrível dessa história é que, em 2004, cientistas espaciais viram as fotos do telescópio Hubble sobre nuvens de gás e poeira em volta de estrelas, formando imagens idênticas aos astros do quadro que o artista holandês havia criado mais de um século antes!

Isso chegou a ser tema na conferência anual de Tecnologia, Entretenimento e Design (TED) em 2014, para divulgar idéias inovadoras nas três áreas.

A obra atualmente encontra-se na coleção permanente do Museu de Arte Moderna de Nova York.

3. Seus girassóis são mutantes

Você já notou que aquele quadro famoso de Van Gogh tinha uns girassóis muito esquisitos? Do tipo que não é representação de um girassol normal? Pois muito bem, aqui vai a bomba: o quadro traz flores mutantes. John Burke, da Universidade da Georgia, nos Estados Unidos, afirma que aquela imagem é a cópia fiel de um gene de girassol que caminhou para ser um pouco a cara de um crisântemo, descoberto no século XX.

Os 8 mistérios de Van Gogh

4. Daltônico?

Oi?

Isso mesmo. Daltônico. E isso não é coisa parecida com a Nona Sinfonia que Beethoven compôs surdo, porque o músico tinha na memória o que era cada som e sua vibração ao compô-la. Pesquisadores especialistas em daltonismo estimam que Van Gogh nasceu sem conseguir perceber o vermelho e, ainda assim, pintou o mundo magnificamente. Talvez tenha sido justamente por isso que carregou nos tons, porque tinha tendência de ver as cores abertas apenas como amarelo. A descoberta foi por acaso. O especialista em daltonismo, Kazunori Asad, testava um equipamento que simulava a visão com distorção de cores. Quando ele colocou uma gravura do Van Gogh dentro na máquina, surgiu para ele as cores corretas daquela paisagem pintada, sem os exageros que percebemos nas obras de Van Gogh.

Veja só o campo de trigo, como é para nós e como é para alguém que não percebe o vermelho. Nenhum campo de trigo é alaranjado, não é mesmo?

Abaixo, pintura como a vemos hoje.

Os 8 mistérios de Van Gogh

Abaixo, pintura no equipamento.

Os 8 mistérios de Van Gogh

5) Talvez ele não tenha cortado a própria orelha

Todos nos sabemos desea historia, do pintor que cortou a orelha. No entanto, talvez tenha sido o pintor errado. Reza a lenda que Van Gogh cortou a orelha depois de ter sido abandonado pelo companheiro de vida e de telas Gauguin. E entregou a uma tal Lady Rachel para que ela assim guardasse.

Os 8 mistérios de Van Gogh

A história por si só é maluca demais. Há quem diga, contudo, que na verdade Gauguin teria cortado a orelha em uma calorosa discussão, porque não aguentava mais viver ao lado de Van Gogh, segundo os historiadores Hans Kaufmann e Rita Wildegans. Faz sentido se lermos uma carta do pintor holandês ao amigo em que dizia que guardaria segredo de algo sobre esse episódio.

Quem quiser ver a orelha de Van Gogh, pode conferir a obra de Diemut Strebe, que pegou uma amostra do DNA do tataraneto do irmão do pintor para recriar uma fan art.

6. Van Gogh não era doido varrido

A gente conhece a má fama dos parafusos de Van Gogh. Intempestivo, temperamental, pavio curto. No entanto, historiadores já concebem uma outra versão da personalidade do pintor, com uma visão um pouco mais moderna sobre o temperamento de homens e mulheres de hoje. O artista, na verdade, mostra nas suas telas ser mais tradicionalista e metódico do que seus pares franceses e espanhóis, na mesma época. Especialistas nas obras do pintor ressaltam que Van Gogh era um camarada bastante técnico e estratégico na sua arte. Um dos exemplos é o quadro "Quarto em Arles", em que os tons e as pinceladas originais, debaixo da atual, mostram cores mais claras e pinceladas mais estudadas.

Os 8 mistérios de Van Gogh

7) Assassinato?

Quando aprendemos primeiramente sobre Van Gogh, soubemos que ele se suicidou depois de viver uma vida turbulenta e de amarguras, sem reconhecimento pela própria arte e sem ter vendido quadros em vida. Mito? Talvez. Há uma evidência que aponte que isso é história da carochinha: a falta de motivos. Aos 37 anos, à época da sua morte, Van Gogh estava subindo na carreira e começando a fazer sucesso. Sem motivo aparente, ele poderia ter pego uma arma e atirado contra si, depois caminhado um quilômetro e meio na rua até sua casa? Estranho, né?

8) Pinturas estão desaparecendo

Infelizmente, as pinturas tão vivas de Van Gogh estão embranquecendo. O artista usava tintas sintéticas no século XIX a base de um mineral super raro chamado plumbonacrita, que com o tempo vai fazendo o pigmento se perder. Ainda bem que ainda podemos ver essas maravilhosas por bom tempo.

Ficou com vontade de conhecer mais a obra desse gênio? Antes de dar um pulo no CCBB, em São Paulo, veja o filme "Painted with Words" (Pintado com palavras, na tradução livre), uma produção caseira da BBC para a TV, com o amado Benedict Cumberbatch.

Lugar de preguiça é na rede

Pilar Magnavita
há 2 anos11 visualizações

Minha avó paterna era paraibana do interior. Desde que me entendo por gente, via a velhinha deitar-se na rede, com seus 120 quilos, dentro de um apartamento de 30 metros quadrados na Nossa Senhora de Copacabana, Posto 6, quase ao lado da 13ª DP. Gente, uma rede em um conjugado! E ainda assim, aquele pedaço de pano pendurado junto à janela tinha o poder de me remeter a qualquer paraíso idílico à beira-mar. Tá certo que chegava lá um cheiro de maresia pela proximidade com a praia, mas minhas tardes de domingo eram felizmente modorrentas dentro daquele casulo de tranças que ela montava para mim. Eu me perdia ali com Pedro Bandeira, Ziraldo, Maria Clara Machado...

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Olha aí uma foto minha na rede dela!

Lugar de preguiça é na rede

Muito embora eu nunca tenha tido uma rede na minha casa propriamente, é o sonho de consumo que estou prestes a realizar. Coisas que 2016 vai me trazer. ;0)

Por isso ando pesquisando tudo e decidi compartilhar com você um pouco dessa ideia. Reuni 10 opções de usar a rede em um apartamento, com parede ou sem parede, gesso ou alvenaria, quitinete ou palacete. E não! não precisa de uma varandona ou quintal na sua casa. Como eu já disse, desde pequena, esse costume secular dos índios me acompanha em um conjugadinho em Copa. Vovó quebrava conceitos.

A consultora em decoração Marina Bruno tem no portfólio várias ideias bacanas.

Além da decoradora, que aposta no casamento de cores, texturas, com a ideia do espaço (certíssimo, aliás!), há jeitinhos de montar uma rede no próprio quarto, especialmente se você não mora sozinho. Não precisa incomodar mais ninguém em casa.

Lugar de preguiça é na rede

Essa opção de rede abaixo é uma opção bastante jovial de rede em quarto infantil. Todo esse projeto é do arquiteto super pop Gustavo Calazans.

Lugar de preguiça é na rede

Veja mais sobre esse quarto na reportagem do Jornal Hoje:

Com um tecido mais clean e suave, é possível combinar a rede em decoração mais sofisticada. Dá até um ar blazé ao ambiente, do tipo: danem-se as regras.

Lugar de preguiça é na rede
Lugar de preguiça é na rede

Na sala de casa, ela pode encontrar o cantinho dela. Olha essa aí embaixo, que fofo!

Lugar de preguiça é na rede

Sempre há uma maneira de integrar a rede no ambiente.

Lugar de preguiça é na rede
Lugar de preguiça é na rede

Especialmente se há uma varanda na sua casa:

Lugar de preguiça é na rede
Lugar de preguiça é na rede
Lugar de preguiça é na rede

Se não há paredes onde pendurar, sempre podemos recorrer aos suportes. Até no Mercado Livre você acha por um bom preço.

Lugar de preguiça é na rede
Lugar de preguiça é na rede

E é claro que há umas regrinhas para observar quando optamos por colocar rede de descanso em casa:

- não deixar móveis e objetos muito pertinho para você conseguir se embalançar

- não instalar você mesmo: contrate de um profissional para fazer isso porque eu sei (e você sabe)  que nenhum de nós tem aptidão para obra, né?! Com a furadeira, o cabra vai perfurar a parede e fixar o cimento da armação de ferro.

- De um gancho a outro, em torno de 3,20 metros. Já a altura do gancho pode ficar entre 1,80 m e 2,0 m. Claro que se você for pequenino ou grandinho, você colocar de acordo com sua altura e seu tipo.

Lugar de preguiça é na rede

O tipo também é importante. Se você for alguém um tanto #fail como eu (e olha que tive treinamento desde cedo!), evite certos tipos de rede.

Lugar de preguiça é na rede

De resto, vai em frente!

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pilarmag
Escritora, psicóloga de parentes e amigos, experimentada na cozinha e na Comunicação, já pipocou na chapa quente de grandes jornais e empresas, mãe de cachorro, esposa prendada e tirana, mulher sensível e chorona, teóloga meia boca, fã de Neil Degrasse Tyson. Namastê! Prazer em te conhecer.