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Projeto de grego

Imagine este cenário: você foi demitido. O banco negou a você um empréstimo. Seus familiares também estão se segurando com uma inflação violenta e ninguém tem uma moeda para você comprar um pão. Você não tem um tostão furado para você, quanto mais para levar a mina para tomar um sorvete. Você está na mão, cara! O desemprego aumentou, tomaram sua motoca, você está vivendo de biscate aqui e acolá... Por fim, seu país quebrou e não há mais o que fazer, a não ser vender miçangas para turistas. Ou então, construir um Colosso de Rodes. Óbvio, não?

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Explico:

Um grupo de jovens gregos, falidos e desesperançosos com a situação econômica da Grécia resolveu arregaçar as mangas diante do futuro triste e construir novamente essa obra clássica da antigüidade. Aquela escultura do deus grego Hélio (o Sol), de 30 metros em bronze, que servia de farol aos navegantes. Em qual local? Na ilha de Rodes, Grécia. Claro! 

O arquiteto Ari Pallas, sua mulher espanhola e economista Matilda, o relações públicas Dionisis Mpotsas, o arqueólogo Christos Giannas (pelo nome dá para perceber que os rapazes são gregos), se juntaram ao engenheiro civil espanhol Enrique Fernández Menendez, à arquiteta italiana Ombretta Iannone e ao engenheiro civil britânico Eral Dupi. Assim nascia o projeto com todo esse vulto. No lugar de construir um novo Hélio de bronze de 30 metros como o antigo, o novo projeto contempla uma estrutura de 150 metros de altura. É o equivalente a cinco estátuas empilhadas do Cristo Redentor, no Rio.

De acordo com o jornal britânico The Guardian, o empreendimento foi orçado em 250 milhões de euros e ainda está angariando recursos. O que os organizadores pretendem com isso é gerar empregos no país que tem taxas de desocupação em 25%. Para se ter noção, no Brasil isso é 8,4%. Pode-se dizer que é uma estratégia keynesiana de auxiliar o povo grego na crise. Apenas para explicar o que é isso, o termo faz referência ao economista britânico John Maynard Keynes, que fez escola ao defender intervenção do governo na economia e que é preciso gastar na crise para gerar emprego e renda.

O novo colosso deverá ser pago com dinheiro arrecado de crowdfunding, doações, empresas e alguma ajuda governamental. A expectativa é de que gere renda de 35 milhões de euros em turismo anualmente.  A estátua manterá sua função original de servir como farol aos navegantes, mas abrigará ainda museu, cafés e uma biblioteca.

O Colosso de Rodes original foi considerado como uma das Sete Maravilhas, na famosa lista do poeta Antípatro de Sídon (do século II A.C). Com ele estão os Jardins Suspensos da Babilônia, a estátua de Zeus em Olímpia, o templo de Ártemis em Éfeso, o Mausoléu de Halicarnasso, o Farol de Alexandria e as Pirâmides de Quéops, as únicas da relação a ficarem de pé até hoje.

Você pode dar uma olhada no projeto no vídeo abaixo.

Deixe 2016 entrar na sua casa

Pilar Magnavita
há 2 anos7 visualizações

Não curto nem um pouco a Vogue no quesito moda e beleza, por diversos motivos. A parte de decoração, no entanto, costuma cativar meu olhar para uma coisa ou outra. E a edição deste mês trouxe as tendências de decoração para 2016. Meu coração feminino baqueou e tive que dar uma olhada. Quer espiar comigo?

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Acho o máximo dar uma renovada na casa em ano que está começando. Faço até limpeza de roupas no armário e passo muitos dos meus objetos adiante. E, para quem acha que custa uma grana a decoração, eu respondo que não. Não custa! Não é tão caro comprar uma plantinha para aquele cantinho muxoxo da sala ou emoldurar umas fotos bacanas de paisagens que você tirou nas últimas férias. Vale até dar um pulo na casa da vovó e apanhar com ela uma mantinha de crochê para cobrir o sofá. A minha, por exemplo, tem brilho nos olhos ao me dar as coisas guardadas, sem uso.

E parece que as tendências de décadas anteriores estão em alta.

Quando a gente acha que os anos 80 foram embora e estão enterrados naquela década horrenda de cores berrantes, ombreiras (OMBREIRAS!), polainas e tudo o mais que o povo inventava sob efeito de drogas pesadas, eis que a artista e design Justina Blakeley traz tudo isso de volta para tendências de decoração em 2016. Na sua visão, entram as peças coloridas, geométricas, do tipo que vemos no filme Beetlejuice (que por sinal vai ter sequência com Winona Ryder), no entanto, sem aquele toque kitsch.

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É muito novo e não sabe o que é kitsch?

Explico: é aquele exagero de cores, de informações, com objetos nada práticos. Típico dos anos 60, 70 e 80. Vai me dizer que você não tem uma parenta apegada nessa moda?

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Confesso que euzinha tenho lá meu lado kitsch (especialmente o pingüim de geladeira, gente!), mas esse é nosso segredinho. (A foto abaixo não é da minha casa, viu?!)

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A designer de interiores e curadora de arte, Maria Brito, aposta nas cerâmicas de artistas naquele momento inicial, de revelação da carreira. Ela diz na Vogue que o investimento é ótimo, porque são artes em concepção pura, sem aquele toque comercial que o artista acaba ganhando um pouquinho com o tempo (porque todos temos que pagar as contas, né, gente?!). São funcionais e podem ser úteis até na louça de cozinha.

Nessa linha artesanal, a designer Sara Story levanta nosso orgulho nacional e diz apostar na arte brasileira. Sim, minha gente! Brazil is still trending, people! Ela busca nos seus trabalhos para 2016 as formas e materiais rústicos do nosso país (renda de filé, fuxico, palhas, etc) e acrescenta que essas peças únicas fazem belo mix com o tradicional e o contemporâneo nos interiores.

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Para Todd Nickey e Amy Kehoe, ambos designers de interiores, a tendência para o ano está nos tecidos, tal qual os artistas Andrée Putman e Ann Demeulemeester. Vale inovar nos traços e cores do espírito de anos idos. Eles revelam que os clientes têm buscado uma linha clássica, com cores neutras nos estofamentos, tapetes e cortinas. Um tom caramelo (cor camel) tem sido perseguido por eles.

Ao que consta ao designer Jonathan Adler, vivemos em um mundo em que muita coisa é permitida no âmbito da arte, como misturas de highs e lows (peças chiques com peças despojadas), do retrô do meio do século com coisas minimalistas modernas. Por isso mesmo, o que Adler vê para 2016 é essa liberdade de misturas de estilos paradoxais para encontrar o que amam. Um exemplo disso é essa matéria da "Minha Casa, Minha Cara":

A meta de todo designer é perseguir o que ninguém ainda alcançou, o que ainda não foi visto. Por definição, todo designer é um pouco hipster. Assim, o profissional da área, Don Stewart, se diz entusiasmado em usar técnicas tradicionais com arte, em contexto moderno, com cores que variam do verde jade ao rosa queimado. Viva as cores da Mangueira!

Menos é mais, de acordo com Katie Hodges. A designer acredita que chegou o fim da Era de móveis pesados, camadas de texturas e visual robusto. Ela aposta na simplicidade para 2016, um pouco na linha de Maria Brito e Sara Story.

Ann Haagenson, gerente da Anthropologie (http://www.anthropologie.com), vai de leve na linha de Justina Blakeley e acredita que o buff irá prevalecer. Isso significa que móveis, formas e texturas irão sobressair informações visuais. A cor para tal composição seria perfeita com um rosa nude.

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Acho que vou na linha da Sara Story, hei?!

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pilarmag
Escritora, psicóloga de parentes e amigos, experimentada na cozinha e na Comunicação, já pipocou na chapa quente de grandes jornais e empresas, mãe de cachorro, esposa prendada e tirana, mulher sensível e chorona, teóloga meia boca, fã de Neil Degrasse Tyson. Namastê! Prazer em te conhecer.