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Shekhawati: um museu a céu aberto na Índia

Tapa Da Pantera
há um ano12 visualizações

Shekhawati, região indiana do Rajastão, é considerada uma galeria de arte a céu aberto. Não somente porque a exótica arquitetura e as cores vivas indianas estão em toda parte, mas porque é possível entrar nas maiorias das casas e ver afrescos incríveis com quase toda a história da cidade e das famílias que a construíram. Como? É que a maioria das moradias em Shekhawati estão completamente abandonadas. Mais do que isso: as moradias dos maiores marajás e xás que a Índia teve no século XIX.

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Localizada na paisagem estéril do deserto de Thar, a área sofreu com a escassez de água e os biliardários indianos deixaram toda a região, que era uma das maiores rotas comerciais e lar de mais de mais de 100 aldeias, juntamente com 50 castelos e palácios.

São mansões inteiras com pátios opulentos adornados com muita arte e luxo. Até hoje!

Com pouca água, especialmente a partir de 1950, os ricos foram cansando dessa terra da fantasia e, em vez de transformá-la em uma espécie de Las Vegas Bollywoodiana, resolveram migrar para as grandes metrópoles, como Bombaim e Delhi, e até mesmo no exterior. E tudo o que era belo e perfeito foi tomado pelos ventos desérticos do Thar.

Hoje,  Shekhawati é uma das regiões mais procuradas por fotógrafos artísticos e naturais, enfeitiçados pelas paredes e história de um passado que ficou na arquitetura local. Intocada!

Shekhawati: um museu a céu aberto na Índia
Shekhawati: um museu a céu aberto na Índia
Shekhawati: um museu a céu aberto na Índia
Shekhawati: um museu a céu aberto na Índia
Shekhawati: um museu a céu aberto na Índia
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Shekhawati: um museu a céu aberto na Índia
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Shekhawati: um museu a céu aberto na Índia
Shekhawati: um museu a céu aberto na Índia
Shekhawati: um museu a céu aberto na Índia

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Por Pilar Magnavita

#arte #arquitetura #design #estetica #afrescos #india #oriente #arteoriental #arteindiana #Shekhawati #desertodethar #rajastão

Por que as pobres estátuas gregas são tão desavantajadas?

Tapa Da Pantera
há um ano27 visualizações
Por que as pobres estátuas gregas são tão desavantajadas?
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Apolo. Deus grego que puxa a carruagem do Sol. Cabelos cor de trigo anelados, músculos muito bem definidos, senhor da racionalidade e pai da Medicina. Apolo é o nome daquilo que chamamos de “um Deus grego”. Foi o modelo de beleza clássica durante milênios! E atribui-se a ele a invenção do Esporte e dos Jogos Olímpicos. Por isso, aliás, a coroa de louros sobre a cabeça do vencedor.

Por que as pobres estátuas gregas são tão desavantajadas?

E, no entanto, nesse corpanzil todo...

Por que as pobres estátuas gregas são tão desavantajadas?

Ah! Confessa para mim: você nunca reparou? Eu sei que é difícil a olho nu. Pode parecer que cortaram fora com o tempo, mas não. Está ali mesmo.

O que talvez você não tenha reparado é que todos os deuses e heróis super mega poderosos da Antiguidade Mitológica não tinham, assim, TAAAANTA vantagem para contar, não. Deuses pra lá de viris como os irmãos Zeus (que pegou metade do mulheril grego nas histórias) e Poseidon (que povou terras e mares, gente!) foram representados por seus adoradores como seres imponentes e pouco dotados (impotentes?).

Por que as pobres estátuas gregas são tão desavantajadas?

Para entender o motivo é preciso entender o povo.

Grego é gente boa pacas. Povo feliz, risonho, sacana #bagarai... No passado, eram chegados num vuco-vuco do bom! Não tenha dúvidas! Tanto que reza a lenda que eles legaram ao mundo o bacanal (em homenagem ao Deus Baco, do vinho) e a pederastia (negócio de homem mais velho ensinando aos mais novinhos as tais artes do amor).

Gente sem frescura!

Mas ele tinham outra característica muito interessante também: a racionalidade! Foram os gregos que deixaram para o mundo a democracia, os primeiros conceitos de nacionalismo, a organização política representativa, eleições, cidadania e muita, mas muita filosofia. Um povo que se dedica a isso prima pela razão acima de tudo.

Uma das principais deusas da Antiguidade e mais adoradas pelas cidades-estados mais fortes era Atena.

Olha, Atena era Deusa de qualquer coisa que fosse boa. Estratégia de guerra: Atena. Artes manuais (cerâmica, tecelagem, etc...): Atena. Indústria do azeite e azeitona: Atena. Sabedoria: Atena. E por aí vai. A moça mitológica era tão amada e adorada pelas qualidades intelectuais que até a fizeram virgem, acrescentando, assim, o tal do Palas Atenas (que significa "Pura Atena"). Isso é para tê-la como uma entidade que jamais cedeu e haveria de ceder aos instintos primitivos do desejo carnal.

Para os gregos, a figura de uma mulher senhora do próprio domínio (se é que me entende) era mais real do que a de um homem que jamais cedeu à luxúria, nem que seja de forma solitária. Porque a razão haveria de ser soberana sempre nesta figura de racionalidade pura. Lá, naquela época, em que mulheres e homens não conviviam juntos. Cada um na sua, mesmo casados.

Por isso que as estátuas masculinas gregas (as importantes) apresentavam sempre a região sexual pequena e pouco relevante. Assim, a cabeça que fica sobre os ombros devia ser mais importante do que a outra que reside mais embaixo.

Por que as pobres estátuas gregas são tão desavantajadas?

O pênis moderadamente pequeno, não ereto, era sinônimo de macho alfa por essas qualidades que os gregos apreciavam mais.

Sátiros como a entidade Pan, por exemplo, traziam o pênis avantajado e sempre pronto para a batalha! Porque eram seres da natureza que se deixavam levar pela vida pelos instintos animais. Até mesmo homens idosos (senis mesmo!) eram representados com as coisas imensas balangando entre as coxas.

Por que as pobres estátuas gregas são tão desavantajadas?

Talvez daí o catolicismo tenha tirado que o desconjuro que habita o interior da Terra tinha chifres, patas de bode, forte... pecado puro! Pode ser...

Mito do pênis grande

Existem várias teorias a respeito do tamanho “ideal” do pênis. Mais provável que a primeira tenha sido lá, na Grécia antiga mesmo. A ascensão da pornografia ou um impulso ideológico para sujeitar os homens à mesma ditadura do corpo que as mulheres geralmente enfrentam está por trás da ênfase moderna em ter um pênis descomunal. Curiosamente, não tem nada a ver com estética nos dois casos (do pênis pequeno na Grécia ou do grande, na atualidade).

Não há prova alguma de que tamanho seja documento quando o assunto é prazer. Também não há prova de que um pênis pequeno é um sinal de moderação e racionalidade. Aparentemente, trocamos uma teoria infundada por outra tão idiota quanto. A arte apenas representa isso.

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Por Pilar Magnavita

#arte #escultura #arteclássica #artegrega #grecoromana #penis #modelomasculino

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pilarmag
Escritora, psicóloga de parentes e amigos, experimentada na cozinha e na Comunicação, já pipocou na chapa quente de grandes jornais e empresas, mãe de cachorro, esposa prendada e tirana, mulher sensível e chorona, teóloga meia boca, fã de Neil Degrasse Tyson. Namastê! Prazer em te conhecer.