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Nomes de bebês mais comuns no passado e as tendências para 2016

Pilar Magnavita
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Pilar Magnavita
Nomes de bebês mais comuns no passado e as tendências para 2016

Há uns anos (alguns bons deles), minha melhor amiga me ligou um dia (na época em que as pessoas ligavam) me chamando para uma festa de um queridíssimo nosso, do tempo de escola. Combinamos de chegar juntas e tal, mas antes de desligar ela virou para mim e disse:

“Ah! Ele tá casado, sabia? E o nome dela é Sônia.”

Silêncio ao telefone. Eu não havia entendido o que ela queria dizer.

“Sônia, Pi! Quem é que se chama Sônia?”

E eu imediatamente pensei na minha sogra...

“Pi, a pessoa mais jovem que eu conheço que se chama Sônia tem mais de 50 anos!”

E aí eu entendi porque eu havia pensado na minha sogra que, na época, já desbravava a casa dos 70. E muito embora a Sônia do meu amigo fosse bem mais nova que isso, a jovem senhora tinha idade compatível com a mãe dele.

E eles foram muito felizes enquanto durou!

Desde então presto atenção nos nomes. Já viram como cada época tem sua modinha?! Eu por exemplo super shipo (aprendi essa com minha prima de 20 anos: significa "curtir") essa vibe retrô de chamar as criancinhas de Valentina, Manuela, Catarina, João, César, os nomes dos apóstolos todos...

E a gente sabe o quão impossível é escolher um nome para nosso bebezinho! Eu e meu marido, por exemplo, combinamos quando nos casamos que chamaríamos o cachorro de Luc e o filho de Fubá. Para não ter briga! É por isso que, por mais a gente invente, no fim das contas a gente segue a onda e acaba indo com a maioria que é para não ter erro (e nem bullying).

Vejo nas ruas lindas princesinhas chamas Sophias (com grafias múltiplas) e Julias. E fico imaginando essas coisinhas gracinhas e fofas aos 80 anos (com corpinho de 50 graças ao futuro da medicina) sendo discriminadas na idade de seus nomes por suas netinhas chamadas... sei lá! Georgina?!... (porque já vimos que os nomes vêm e vão).

Em geral, os nomes de moda dependem de... MODA! Então, quem está nos holofotes da mídia no momento costuma patronear gerações inteiras. Quer ver como?

Os anos 60 e 70, por exemplo, foram a única época em que o nome Edson estava entre os mais escolhidos. Bem quando Pelé vivia o ápice da carreira, né?! Entre as décadas de 30 e 50, quando o rádio era tudo no Brasil, muita gente se baseava nas vozes famosas para nomear seus filhos. Exemplo disso é que o nome Dalva cresceu 130% nessa época, em referência a Dalva de Oliveira, artista popular da era do rádio. E Neusa aumentou em 231% por causa de Neusa Maria, “a voz do rádio”.

Se bem que, até hoje, não é comum ver ninguém chamado de...

Ou mais atualmente de...

Você pode conferir mais sobre nomes populares de décadas anteriores na Pais & Filhos:

O nascimento da princesa Charlotte Elizabeth Diana colocou o nome Charlotte no Brasil. Não chega a ser exatamente popular (entre os 100 nomes mais comuns para meninas), mas cresceu 143% em 2015 e tende a continuar assim para os próximos anos. Além de ser nome de princesa, Charlotte combina com a tendência de usar nomes que funcionem em várias línguas.

Mas ela não é LINDA, gente?!

Nomes de bebês mais comuns no passado e as tendências para 2016

Com base em uma pesquisa com 90 mil crianças nascidas em 2015, o Baby Center compilou uma listinha dos nomes mais populares. No topo para as meninas estão: Alice, Sophia, Júlia, Laura e Isabella, nessa ordem. Para os meninos, Miguel, Arthur (a grafia com "h" é a favorita dos pais e mães), Davi (pela influência da Bíblia), Pedro e Bernardo, nessa ordem.

E sabe qual será a tendência para este ano?

Segundo o mesmo site:

• Arthur: muito provavelmente vai ultrapassar Miguel e assumir o primeiro lugar no ranking dos meninos.

• Elisa: como nome de personagem de novela, vai inspirar pais e mães, que já vêm investindo no nome nos últimos anos.

• Martina: deve entrar na moda, por ser um nome internacional e iniciado com M (a letra preferida de pais e mães de meninas).

• Lola: um nome curto, fofo e internacional.

• Mário: na linha dos nomes antigões, curtos e fortes para meninos.

• Celeste: os nomes ligados à natureza vêm crescendo, e esse nome alternativo das antigas funciona bem, principalmente para pais e mães mais modernos.

Eu mesma sou da geração em que Lucianas, Flávias e Andréas deixavam de ser pop e surgia uma verdadeira nação brasileira de Maris, Carols e Tatis. Sim! E essas moças faziam pares com Gustavos (eu mesma namorei quatro Luís Gustavos!), Felipes, Rodrigos e Alexandres (nome que se perpetuou na popularidade por quase meio século! Parabéns, Alexandres!).

Nomes de bebês mais comuns no passado e as tendências para 2016

A geração da minha mãe foi dos nomes duplos com Cristina, Lúcia e Maria (Maria Lúcia, Ana Lúcia, Regina Lúcia, Nídia Lúcia, Maria Célia, Maria Helena, Maria Cristina,...), mas minha avozinha, birrenta como é, a chamou de Mônica (daí veio minha genética “do contra”). Talvez por isso eu me chame Pilar (na verdade foi porque a Isabel do vôlei chamou a filha assim) e ninguém tem a vaga ideia de pronunciar meu nome. Na companhia de táxi, tenho cadastros como Piná, Bilar, Vilar, Pila... Isso quando em cadastros colocam que eu sou “senhor Pilar”. Acertam mais meu nome espanhol nos Estados Unidos do que aqui no Brasil!

Se você for como minha mamãe e quiser dar um nome bacana de uso lá fora, o Nameberry, site americano muuuuuuuuito popular, reuniu o que deve figurar entre os nomes mais #trends de 2016. Uma pista: a maioria é nome hipster!

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