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Pais são presos após venderem recém-nascido para comprarem um iPhone e uma moto

Pilar Magnavita
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Pilar Magnavita
Pais são presos após venderem recém-nascido para comprarem um iPhone e uma moto

Das coisas absurdas que acontecem corriqueiramente na China nos dias de hoje: dois jovens foram presos no dia 3, por venderem a própria filhinha, de apenas 18 dias, em uma transação online. O casal, de 19 anos, levou a gravidez indesejada até o fim, imaginando que seria moral e legal lucrar com a venda do próprio rebento, em junho do ano passado. Com o montante de 23 mil yuans (US$ 3,5 mil), eles compraram um iPhone e uma motocicleta. O homem que comprou a criança tinha a intenção de dar a menina para a irmã, que sonhava em ser mãe. A história só veio à tona há poucos dias, porque o comprador se entregou à Polícia arrependido.

O jornal chinês People's Daily Online noticiou que a polícia atribuiu o ato insano do jovem casal à falta de educação escolar e à pobreza.

Sem querer julgar, mas.... vocês acreditam nisso? Será que a falta de educação escolar é capaz de privar a educação moral a ponto de alguém vender a própria filhinha para comprar um iPhone e uma moto???

Toda a transação foi feita pela rede social QQ, uma plataforma de troca de mensagens. Ou seja, ninguém conhecia o comprador da menininha!

A mãe Xiao Mei (não é o nome real da moça) teria muitos empregos, enquanto o pai, chamado na reportagem de A. Duan (também não é o nome verdadeiro do cara) costumaria passar o tempo em cibercafés. Eles vieram de Tong An, na província de Fujian, sudeste da China. Fica próxima de Taiwan.

Após a venda da criança, Xiao Mei fugiu de Tong'an, com a intenção de começar uma nova vida. Ela foi localizada e capturada pela polícia que investigava a venda ilegal. E sabem o que a moça disse? Que ela também era adotada e que era mutíssimo comum na cidade natal dela as pessoas darem os filhos para desconhecidos, para reduzir as despesas. E ela não fazia ideia de que isso era ilegal. Ela e o pai da criança, irão pegar três anos de cadeia, de acordo com o The Telegraph, que noticiou o caso.

O jornal chinês People's Daily Online estimou que cerca de 200 mil crianças são raptadas, vendidas ou trocadas por objetos na China a cada ano e vendidas abertamente online.

Gostaria muito de saber quantas são no Brasil. Infelizmente, é mais comum do que a gente imagina.

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