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Conheça o lugar mais remoto do planeta

Pilar Magnavita
há 2 anos13 visualizações
Conheça o lugar mais remoto do planeta
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São apenas 301 habitantes para 207 quilômetros quadrados. Uma ilhazinha no meio do nada, com um povinho ralo e incomunicável! A cidade vizinha mais próxima fica a meros 2,430 quilômetros. Nesse lugar tão ermo de tudo, nenhuma pessoa está autorizada a se assentar de livre e espontânea vontade. É preciso obter autorização até mesmo para visitar a ilha! É, no entanto, um lugar onde a natureza reina quase soberana às voltas de um vulcão adormecido. Está imaginando uma em Fiji ou Tuvalu, no extremo Pacífico, não é? Nessa eu peguei você: o lugar mais remoto do planeta fica no Atlântico Sul, entre os continentes Sul Americano e África. Chama-se Tristão da Cunha.

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A cidade vizinha a qual me refiro é a ilha de Santa Helena. Aquela do Napoleão, que serviu de prisão nos últimos dias do imperador. Tristão da Cunha compõe com esse punhado de terra no meio do Atlântico e com a ilha de Ascensão um arquipélago britânico ultramarino que leva o nome das três ilhas.

Britânico com esse nome, você deve estar me perguntando. Como, né, se nem Cunha esse povo inglês sabe pronunciar. É que esse montinho no oceano foi descoberto em 1506 pelo navegador português Tristão da Cunha, que deu o seu nome à ilha, mas que não pôde atracar devido aos penhascos de mais de 600 metros de altura. Tristão da Cunha foi mais tarde anglicizado para Tristan da Cunha, nome oficial da ilha em todas as línguas, excetuando-se o português. Hoje é mais conhecido como "Edimburgo dos Sete Mares" (literalmente Edinburgh of the Seven Seas).

Esse abaixo é o Tristão, gente. Tá mais para emburrado, né?!

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Para chegar até lá é preciso pedir autorização ao governo britânico e esperar um barco que sai a cada duas semanas da Cidade do Cabo, na África do Sul. É uma viagem de 2,8 mil quilômetros. Há até uns punhadinhos de rocha em volta de Tristão da Cunha, mas não são habitadas. Como são territórios britânicos, é claro que foram batizadas: Ilha Nightingale, Ilha Inacessível, Ilha de Gonçalo Álvares (ou Ilha Gough), a 398 km da Ilha de Tristão da Cunha, Ilha do Meio e Ilha Stoltenhoff.

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O mais curioso sobre esse lugar é que só há uma única cidadezinha, composta de 80 famílias com os sobrenomes Glass, Green, Hagan, Lavarello, Repetto, Rogers e Swain. Fala-se inglês e as religiões praticadas são a anglicana e a católica. Existem alguns problemas de saúde devido à endogamia (casamento entre parentes muito próximos), incluindo asma e glaucoma. Isso porque os colonizadores britânicos sofriam desse mal e perpetuaram esses genes nas gerações que vivem lá.

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População nada diversificada.

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A ilha não possui aeroporto. Há apenas um minúsculo porto pesqueiro em Edimburgo dos Sete Mares. Não há nenhuma emissora ou retransmissora de televisão, existindo apenas um único canal de recepção via-satélite das Forças Armadas do Reino Unido (BFBS TV). Além disso, também há aparelhos de DVD que são utilizados para a exibição de filmes, apesar de não haver serviços de locação de vídeos na ilha. Os serviços de telefonia (telefones fixos, celulares e internet) são providos pela Cable & Wireless Worldwide através da comunicação via-satélite. Há apenas uma estação de rádio em Tristão da Cunha (Tristan Broadcasting Service) e um único jornal impresso (Tristan Times), que e um boletim da vida dessas 300 pessoas, praticamente.

Gente! Imaginem o que não é a fofoca nesse lugar!!!

O que há por lá: uma escola, um hospital, um posto dos correios, um museu, um café, uma piscina e um bar (pub), com o único acesso à internet em toda a ilha.

Ficou curioso para ir até lá? Pois é, eu também! Enquanto isso, dá para ver como é passar um dia no lugar mais remoto do planeta:

#ilha #pontomaisretomotodaterra #tristandacunha #tristãodacunha #territóriobritânico #lugaresremotos #viagem #geografia

10 motivos pelos quais Petrópolis é um lugar horrível

Pilar Magnavita
há 2 anos25 visualizações

Sabemos o quanto é penoso passar os dias de folga em lugar tão desagradável quanto Petrópolis. As temperaturas amenas, a vida cultural chata e as pessoas irritantemente simpáticas. Argh ! Quem poderia viver em um lugar assim? Estamos solidários a você, amigo. Por isso, reunimos abaixo 10 motivos para que você jamais visite Petrópolis.

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#1 Uma cidade imperial

10 motivos pelos quais Petrópolis é um lugar horrível

Nada é mais enervante do que um homem, que tinha o rei na barriga, resolver fundar uma cidadezinha no meio do nada da região serrada do Rio e batizar o local com o próprio nome. Petrópolis (Petrus + Pólis) significa Cidade de Pedro, por causa do imperador D. Pedro II. E ele ainda fazia dela, nas horas vagas, capital de um país inteiro só porque não queria ficar na cidade carioca! É muita pretensão! A corte inteira foi obrigada a se instalar lá, transformando um povoadinho ralo e rural em uma mini Viena do século XIX. Senadores, prefeitos, deputados, empresários... todos eles maçônicos, aliás, montaram palacetes em Petrópolis e instituíram por lá verdadeiro comando político que se estendia por 8,5 milhões de quilômetros quadrados. O próprio D. Pedro II, que governou por 49 anos, permanecia em Petrópolis coisa de cinco meses a cada ano. É muito abuso!

10 motivos pelos quais Petrópolis é um lugar horrível
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Uma curiosidade: todo mundo fala que a família real ficava muito à vontade em Petrópolis. Um senhorzinho da cidade contou que sua avó, uma vez, viu a princesa Isabel às portas de casa, em frente à catedral, gritar para o marido que saía para a rua: “Gaston, não esqueça de levar a chave do portão!”

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#2 Clima ameno

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A média de temperaturas no ano gira em torno de 21ºC, com invernos a 15ºC. Quem aguenta esse frio, gente? Para atrair turistas, a cidade promove entre junho e agosto festivais de inverno, com danças , shows e gastronomia para ver se os cariocas se animam para subir a serra. A maioria das atrações acontece no Palácio Quitandinha. Dá até tristeza, né, gente?!

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#3 Bauernfest

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Todo ano é isso! A cidade organiza a Festa do Colono Alemão, chamada de Bauernfest, que costuma ser realizada na última semana de junho e primeira de juhlo. São 10 dias de festejos, de 10h às 3h da manhã. Grupos de dança alemã de todo Brasil viajam para Petrópolis para concorrer ao concurso de apresentações folclóricas. 

10 motivos pelos quais Petrópolis é um lugar horrível
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Cervejarias locais montam barracas para vender chope, bandas típicas e de rock se apresentam, restaurantes locais vendem seus quitutes em barraquinhas, as pessoas bebem muito.... horrível.

10 motivos pelos quais Petrópolis é um lugar horrível
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#4 Cidade brasileira, urbanismo alemão

10 motivos pelos quais Petrópolis é um lugar horrível

Nada consegue ser mais arrogante do que impor sobre o povo a lógica do estrangeirismo, da cultura europeia, impedindo a espontaneidade das pessoas de construírem juntas algo genuinamente brasileiro. 

10 motivos pelos quais Petrópolis é um lugar horrível

Petrópolis nasceu assim, metida a besta, impedindo que as características populares transformassem o povoadinho local (resumida em um par de fazendas) em uma cidade puramente nacional em todo os sentidos.

10 motivos pelos quais Petrópolis é um lugar horrível

Projetada pelo major Julius Friedrich Koeler, um militar teuto-brasileiro (ou seja, de origem alemã), Petrópolis é tida como a segunda cidade projetada do Brasil (depois de Recife, projetada na época dos holandeses). Também pudera: um imperador austríaco só poderia nomear um alemão para dar os ares da sua cidade do coração e que já servia de lar para imigrantes alemães e suíços. Os colonos alemães que ocuparam a cidade cumpriram integralmente o plano de Köeler. Hoje, no entanto, resta muito pouco do projeto original do major alemão.

10 motivos pelos quais Petrópolis é um lugar horrível

Uma curiosidade sobre o gringo: no dia 21 de novembro de 1847, um domingo, Köeler havia convidado alguns amigos para um almoço em sua chácara onde hoje se localiza o bairro do Valparaíso (a Ipaneminha de Petrópolis). Após o almoço haveria uma prova de tiro ao alvo. Köeler disparou primeiro e quase acertou o centro do alvo. Enquanto correu para ver de perto o seu feito, um amigo que nunca havia usado uma arma de fogo (assim é o que contam) empolgou-se e resolvou atirar também. Köeler já estava voltando, desviando da linha de tiro do amigo, mas acabou sendo atingido quase à queima-roupa pela bala do desastrado (será?). Socorrido, Köeler não resistiu aos ferimentos vindo a falecer por volta das nove horas da noite. Antes porém, assinou seu testamento nomeando como um dos testamenteiros o amigo que o matara por acidente. Muito estranho...

#5 Natureza até demais

10 motivos pelos quais Petrópolis é um lugar horrível

Cercada de montanhas e paisagem bucólica, Petrópolis é uma cidade com muitas mini regiões: Itaipava, Nogueira, Correias, Pedro do Rio, Secretário, Vale do Cuiabá... e todas elas têm paisagens monótonas.

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Não há nada para se fazer!

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Até as cachoeiras são sem graça, como a Cachoeira dos Treze, na estrada para Teresópolis.

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Ou a Véu da Noiva no Parque Serra dos Órgãos, uma área de proteção ambiental federal.

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#6 Palácio Quitandinha

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Já começa pelo nome: como um palácio pode se chamar “quitandinha”? É que quando o arquiteto Joaquim Rolla (é gente, esse é o nome dele mesmo) construiu o edifício nos anos 40, o bairro já se chamava assim pela venda horticultura. Muitos comerciantes vinham do Rio para comprar as verduras e legumes produzidos na serra no bairro do Quitandinha. Daí, quando o palácio foi feito, virou o Palácio Quitandinha. E de local de feira virou local de jogo. A construção abrigou um dos maiores hotéis-cassinos da América do Sul nos anos 40 e 50. 

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Passaram pelos salões estrelas do porte de Orson Welles, Henry Fonda, Maurice Chevalier, Greta Garbo, Carmen Miranda, Walt Disney, Bing Crosby e até um rei destronado (Carol II da Romênia). E políticos como Getúlio Vargas e Evita Perón, para a Conferência Interamericana de 1946. Nas dependências ocorreu a assinatura da declaração de guerra dos países americanos ao Eixo, durante a Segunda Guerra Mundial.

10 motivos pelos quais Petrópolis é um lugar horrível
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Possui 50 mil metros quadrados e seis andares, divididos em 440 apartamentos e 13 grandes salões com até 10 metros de altura. A cúpula do Salão Mauá é a segunda maior do mundo, medindo 30m de altura e 50m de diâmetro.

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#7 Gastronomia

Gente, a comida de Petrópolis não dá e minha nutricionista concorda com isso. Tem fondüe no Bordeaux, um restaurante que funciona nos estábulos da Casa dos Sete Erros.

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A casa foi apelidada assim porque o lado direito não tem nada a ver com o esquerdo. Espia só:

10 motivos pelos quais Petrópolis é um lugar horrível

... há pizza à lenha...

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...comida lusitana, do “Comendador Silva”, restaurante do Aguinaldo Silva....

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... chocolaterias...

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...cervejarias com choperias e ate tour pelas instalações!

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Quem pode com isso, gente?!

#8 Hotéis bons

Muito desagradável ter uma cidade com hotéis charmosos. É coisa de gente metida!

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#9 Abriga a Universidade Católica de Petrópolis

Considerada uma das universidades mais bonitas do Brasil. Infelizmente, eu estudo lá.

10 motivos pelos quais Petrópolis é um lugar horrível

#10 Museus

Por fim, Petrópolis abriga meia dúzia de museus sem importância, como o Imperial, que foi lar da família real brasileira e última morada do último imperador do Brasil, D. Pedro II. 

10 motivos pelos quais Petrópolis é um lugar horrível

Ou a "Encantada", casa de Santos Dumont, um dos maiores inventores do mundo (inclusive do avião).

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Há ainda a casa onde viveu (e morreu) o escritor austríaco, Stefan Zweig, mundialmente conhecido no início do século XX. As obras dele inspiraram o diretor e roteirista Wes Anderson, a fazer "O Grande Hotel Budapeste", indicado ao Oscar no ano passado.

10 motivos pelos quais Petrópolis é um lugar horrível

Como eu disse, museus sem importância nenhuma.

Por esses motivos todos, eu recomendo não ir a Petrópolis. ;0)

#petropolis #viagem #regiãoserrana #arredoresdorio #serrafluminense

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pilarmag
Escritora, psicóloga de parentes e amigos, experimentada na cozinha e na Comunicação, já pipocou na chapa quente de grandes jornais e empresas, mãe de cachorro, esposa prendada e tirana, mulher sensível e chorona, teóloga meia boca, fã de Neil Degrasse Tyson. Namastê! Prazer em te conhecer.