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As primeiras 24 horas na vida de alguém

Pilar Magnavita
há 2 anos18 visualizações
As primeiras 24 horas na vida de alguém
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Homem nenhum sabe a revolução de coisas que uma mulher sente ao dar à luz. Talvez, poucas mulheres também saibam. O momento é tão confuso, com picos de felicidade sublime misturados a medos primais próprios da nossa condição animal no planeta. A partir daí, não se engane. Esse misto de Sétimo Céu com Inferno de Dante perdurará por toda sua vida. Agora, você é mãe, amiga. Agora, você é pai, amigo. A intensidade dos sentimentos desse primeiro momento podem abrandar (e vão!), mas seu coração jamais será o mesmo.

Naquele momento que você se depara com o próprio fruto, você sente que realizou todo seu sentido de vida: aquele propósito básico, biológico e espiritual (porque não?!) que todo ser vivente na Terra tem (se não houver sido deturpado numa visão de mundo menos otimista) de transmitir o código genético de milhões e milhões de anos de experiências dos antepassados dos diversos reinos animais. Se agarre nisso. O que se segue nas primeiras 24 horas é o mesmo com aquele carrinho de montanha-russa: quando você se sente pertinho dos Céus, com a brisa suave a embalar os cabelos, eis que você desaba na realidade. Vai para um lado, vai para outro, sobe, desce… no fim, está despenteada(o), bagunçada(o), sem ao menos ter certeza se sobreviveu ao turbilhão. Por quê? Nas primeiras 24 horas você não existe. Só o que há é o bebê, no maior exercício de humildade e amor ao próximo que existe. Nasce, assim, uma nova pessoa.

A mãezinha ou o paizinho despreparado pode acreditar que o momento é de tranquilidade após o parto, entre paredes silenciosas e confortáveis. E foi por isso que a fotógrafa britânica Jenny Lewis decidiu dar à luz o livro "One Day Young "(“Com 1 dia de idade”). Se você acha que já está suficiente alertada para esse momento, se engana.

Por sete anos, ela registrou mães e seus bebês do bairro londrino de Hackney, nas primeiras 24 horas após o parto. A isso, ela chama de “rito de passagem da maternidade”, período no qual ela enxergou força e resiliência dessas mulheres, algo que ela acredita estar desvalorizado atualmente.

A reportagem é da BBC Brasil.

De acordo com um estudo realizado na Grã-Bretanha, citado na matéria, mais da metade das mulheres que acabaram de se tornar mães sentem o chamado “baby blues” (sentimento de melancolia) logo após o parto, enquanto quase 25% sofrem de depressão pós-parto. Dessas, 62% dizem não ter recebido o apoio necessário. Por isso, papais e mamães, estudem MUITO sobre esse período. A ignorância e o preconceito podem transformar um momento lindo e difícil no maior pesadelo das suas vidas.

Abaixo, dois relatos registrados no livro One Day Young, de Jenny Lewis:

Ana da Costa e Barney: a moça conta que foi muito ingênua sobre os meses de vida do seu bebê. Ela revela que sofreu depressão pós-parto durante os primeiros quatro meses e que não há muita informação sobre isso, que a sociedade não reconhece esse problema. Tabu? A atriz Brooke Shields, que passou experiência semelhante (e bastante pesada) conta que sim, é um tabu. Os primeiros momentos da maternidade podem ser muito difíceis e a atriz chegou a publicar um livro com seu relato ("Depois do parto, a dor: minha experiência com a depressão pós-parto").

As primeiras 24 horas na vida de alguém

Jenny Green e Suki: A mamãe de primeira viagem diz ter ficado temerosa e preocupada de ficar sozinha com sua filhinha Suki, antes de ela nascer. Não tinha muita confiança sobre o que fazer, como fazer. Todo mundo quer acertar e o medo de errar nas coisas mais básicas é terrível! No entanto, quando finalmente a pequena lhe foi entregue aos braços, Jenny relata que todos seus medos desapareceram. Amava-a com todas as forças e desejou que o tempo parasse. Nascia uma mamãe.

As primeiras 24 horas na vida de alguém

Quem quiser saber mais sobre esse momento único, a Parents, revista americana de grande expressão, publicou uma matéria sobre as primeiras horas de vida do bebê.

Longe do tablet à mesa

Pilar Magnavita
há 2 anos9 visualizações

O que haverá de ser dessa geração Alfa ou Z, cujos bebezinhos já nascem microchipados ao mundo, usando aquela pequeníssima pontinha do indicador para executar aplicativos, quase ao mesmo tempo em que aprendem a mamar? Eu nem sou tão "antiga" assim, mas acho assustador.

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Sei que a tecnologia é inevitável, mas como minha mãe muito bem me ensinou, há hora para tudo. A hora de comer é das mais importantes legados que você pode deixar ao seu filho. É  hora de interagir, deixar os aparelhinhos de lado e ensinar para a criança que ninguém de perto é normal. Isso será importante no futuro. Creia-me!

Primeiramente, papai e mamãe, vocês têm que dar o exemplo. Não esqueçam de dar atenção aos filhotes para ficarem hipnotizados no celular. Em segundo, podemos contar com algumas dicas da Daniela Folloni, do blog It Mãe (www.itmae.uol.com.br). Ela listou oito joguinhos para fazer com os pimpolhos mais apegados aos gadgets, para poderem curtir uma boa e barulhenta refeição em família. E não se acanhe de isso ser em restaurantes. Lembre-se sempre que pais e mães são seres sem pudor, cuja principal missão é dar o pouco que seja de educação aos pequenos pimentinhas. Assim, escolha um lugar família e vamos aos jogos:

1) O quê lembra o quê

Alguém diz uma palavra e a criança diz outra que esteja relacionada à primeira. Ex.: você diz praia, a criança diz onda, outra pessoa diz areia e assim por diante. Você vai se surpreender com a inteligência do seu filho ou com a possível timidez diante da mal exercitada interação dele com o mundo. Só não vale se você for psicólogo cognitivo. Aí é trapacear! ;)

2) Rima Prima

Nesta brincadeira, cada pessoa diz uma palavra que rima com a primeira que foi dita. Ex.: você diz faca, a criança diz vaca, outra pessoa diz paca e por aí vai. Grandes escritores nasceram com esse joguinho, gente! É bem provável que teu filho te dê um banho, com um monte de nome do universo infantil que você nem faz ideia.

3) Continue a história

Aqui, cada pessoa continua a história com mais um trecho inventado. Ex.: você diz “era uma vez uma menina, que estudava em uma escola maluca e um dia…”, enquanto o outro completa “… a menina chegou e todo mundo havia sumido…”. O engraçado é ver o rumo que a história vai tomando. Fica um divertidíssimo samba do crioulo doido. Esse é um jogo excelente para verificar a quantas anda o humor e as tendências dos seus pequenos.

4) Duble a mesa ao lado

Uma das coisas que mais me divertiam na juventude era dublar as pessoas com meus amigos. Nunca fui capaz de produzir tantas risadas em tão poucas idiotices inventadas ao leu, entre uma aula e outra. E isso é uma brilhante brincadeira de fazer com seus filhos. Escolha uma mesa e duble as pessoas que estão a volta dela, sem dó nem piedade. No entanto, ensine primeiro ao seu filho a ser discreto!

5) Descreva o lugar

Feche os olhos e peça para a criança descrever o lugar onde estão – com o máximo de detalhes que ela puder. Você vai ficar surpreso!

6) Encontre o que achei

Fale um detalhe de algum lugar específico e pergunte para a criança onde aquilo está. Ex.: você pergunta “onde está o extintor?” e ela tem que lembrar, sem olhar.

7) Adivinhe quanto vai dar a conta?

Ótimo exercícios para criar matemáticos, especialmente para mim que mal sei colocar dois e dois (eu repeti na matéria no segundo ano ). Dê algumas noções dos preços de coisas e pergunte à criança quanto ela acha que vai dar a soma dos preços.

8) O que você falou?

Fale uma frase sem emitir som algum. Depois, veja se a criança adivinha o que você disse, e vice-versa.

Depois de tentar as brincadeiras acima, tenho certeza que a família vai ficar muito mais unida!

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pilarmag
Escritora, psicóloga de parentes e amigos, experimentada na cozinha e na Comunicação, já pipocou na chapa quente de grandes jornais e empresas, mãe de cachorro, esposa prendada e tirana, mulher sensível e chorona, teóloga meia boca, fã de Neil Degrasse Tyson. Namastê! Prazer em te conhecer.