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Comemorando o aniversário em um simples convescote

Pilar Magnavita
há 2 anos23 visualizações
Comemorando o aniversário em um simples convescote
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A gente sabe que a situação não está nada fácil, mas nem por isso seu príncipe ou sua princesa precisam deixar de comemorar o aniversário com os amiguinhos! Uma dica super legal é fazer um simples convescote, também conhecido como piquenique, para eles neste verão, com bastante espaço ao ar livre e, principalmente, bem baratinho. Em geral, toda cidade tem uma praça ou um parque onde isso é possível. As pequenininhas no interior do país possuem algo muito legal que são os coretos. Há sempre um espaço público bacana para ser utilizado na sua cidade, acredite.

A primeira coisa que você deve ter em mente é saber se o local escolhido permite esse tipo de comemorações. Alguns, será preciso pegar uma autorização da Prefeitura, o que não costuma ser muito difícil de conseguir.

Aqui tem uma lista dos parques de São Paulo:

No Rio, aconselho muito o Parque Lage e a Quinta da Boa Vista, ambos têm espaço para piqueniques.

Decoração:

Não é tão legal quanto na festa de adultos, mas as crianças piram quando veem uma super festinha montada só para ela. Então capriche na papelaria e nos paninhos, mamães e papais.

Comemorando o aniversário em um simples convescote

Você vai precisar de uma bela toalha para servir de centro e abrigar o espaço do bolo:

Comemorando o aniversário em um simples convescote

Fica muito legal compor o ambiente com objetos de madeira como caixotes de madeira, banquinhos, almofadas coloridas sobre esteiras de palha, para o pessoal adulto poder deitar um pouquinho, alguns banquinhos ou até mesmo cadeirinhas de praia para os mais velhos poderem sentar com algum conforto...

Comemorando o aniversário em um simples convescote

E não pode faltar balões, né?! Festa de criança que não tem estouro de bexigas não é festa de criança. Afinal, eles estão lá para isso. Aproveite para pendurar nas árvores bandeirolas ou até mesmo lanternas japonesas que não são muito caras.

Comemorando o aniversário em um simples convescote

Os temas podem ser absolutamente qualquer coisa para meninos e meninas.

Brincadeiras:

Comemorando o aniversário em um simples convescote

É uma festa ao ar livre, então muita coisa pode ser feita. Especialmente aquelas brincadeiras de antigamente, lembram delas? Cabo de guerra, corrida de saco, corrida de ovo cozido na colher, aquela do "meus pintinhos venha cá", pique-pega, chicotinho queimado, vivo-morto.... Há uma infinidade de coisas legais para fazer ao ar livre e as crianças irão amar. Desfile de moda, para as mocinhas... Uma coisa muito legal para os meninos é comprar máscaras de super heróis e capas, para que desfilem com os apetrechos. Dá para pedir para fazer poses do mais forte, do mais legal, do vilão mais malvado....  Para as meninas, tiaras de princesa, joias de plástico, maquiagem antialérgica... Para as crianças de aspirações mais artísticas, recomendo levar tinta guache, pincéis e cartolina; macinhas coloridas também são muito legais!

Comidinhas:

Não tem mistério, gente! O menu pode ser variadíssimo! Você pode servir as comidinhas em diversos cestos e potes coloridos. Dá para levar cachorrinho quente em isopor, pipoca, saladinha de frutas, batatinhas portuguesas, empadinhas de queijo, sanduíches naturais ou de queijo com presunto, pãozinhos de queijo, biscoitinhos de polvilho e de maisena... Fora os docinhos que não podem faltar!

Comemorando o aniversário em um simples convescote
Comemorando o aniversário em um simples convescote

#piquenique #pequerruchos #festainfantil #dicasdefestas #festaaoarlivre #festanoparque

Será que meu filho é superdotado?

Pilar Magnavita
há 2 anos21 visualizações
Será que meu filho é superdotado?
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Esse aí da foto é o homem dito como o mais inteligente do mundo: o coreano Kim Ung Yon, hoje engenheiro (chupa, Sheldon Cooper!) da agência espacial americana Nasa. Com um QI de 210, começou a falar aos 6 meses, podendo conversar fluentemente com 1 ano de idade. Imaginem a mãe dessa criancinha, ainda de fraldas, fazendo cálculos cabeludos matemáticos? O que ela não deve ter pensado?

Acho que todos os pais acabam se perguntando se o filho é um gênio, quando nota essas excepcionalidade nas próprias crianças. Seja porque ele lê tudo aos quatro anos de idade. Seja porque já sabe escrever no computador aos cinco anos. Ou porque fala coisas de te deixar de cabelo em pé. Não quero jogar água fria no seu barato, mas isso tudo, embora sinais de inteligências em franca expansão, são normais para essa geração. Com estímulos cognitivos desde o útero materno (porque antigamente as grávidas ficavam isoladas da vida como se fossem doentes), as criancinhas hoje já nascem de mãos e olhinhos abertos, já celebrando a vida com todos os sentidos. Ela escuta vozes, músicas, sons de tráfego, sente ondas de celular (sim, e são muito fortes para uma gestação inicial) desde a barriguinha da mamãe... Quando chegam ao mundo, já sabem mais ou menos as coisas. Daí para mexer na tela do celular com aquela pontinha minúscula é um pulinho. E uma vez que ela vê o mundo inteiro em segundos, ela também é capaz de se desenvolver muito em tenra idade.

Eu sinto muito, Kanye...

Isso porque o desenvolvimento neural até os sete anos é tão incrível que jamais na vida teremos essa absurda capacidade que temos nessa idade. Aprendemos coisas novas a cada segundo! Observamos e imitamos, para aprender o certo em poucas repetições. Aos sete anos, já somos capazes de falar, construir discursos, concatenar a lógica de um pensamento, construir argumentos, fazer operações básicas da matemática, resolver equações simples, criar coisas novas. Somos pequenos gênios, todos nós, em sociedades mais ou menos avançadas.

Mas como saber quando a inteligência está, de fato, acima da média? Será que o tratamento deve ser diferente? E como medir esta facilidade de aprender?

Em geral, papais e mamães percebem a superdotação antes da fase escolar. A fase de questionamento, que geralmente acontece até os 3 ou 4 anos, aparece antes nestas crianças, e provavelmente jamais terá fim. A fala também pode ser precoce, mas o que deve chamar a atenção é a quantidade de palavras que esta criança domina.

No entanto, só um especialista poderá diagnosticar e confirmar se o seu filho é superdotado ou não, somente a partir dos 6 anos. Antes disso, é como falei: estamos em plena fase de expansão neural e fica difícil aplicar o teste com conhecimentos ainda parcos da criança. Não quero ser pessimista, mas a verdade é que pode ser bem difícil ter um diagnóstico positivo, porque não basta ter um QI acima da média ou desenvolver uma única atividade muito bem. E a maioria dos casos de crianças superdotadas requer pais com grande capacidade mental também. Nos indivíduos superdotados o QI é superior à 130, sendo que a média para a população geral é 100 a 110. Acreditem em mim que esse quoeficiente não é o bastante, porque eu, que aqui vos escrevo, tive o meu calculado na adolescência com 115, começando com um teste de Rorschach (aquele do papel com um borrão de tinta). E estou muito mais longe de ter uma super inteligência do que esses meros 15 pontos. Papai e mamãe foram muito (mas MUITO) exigentes comigo. No entanto, papais e mamães podem até levar o filho longe, mas não se enganem: a superdotação é inata.

O percentual no Brasil é tão pouquinho que a OMS (Organização Mundial de Saúde) estima que entre 3,5% a 5% da população brasileira seja composta de superdotados.

Além do teste de QI, é preciso prestar atenção nessas características:

- Desenvolvimento neuropsicomotor precoce: a criança engatinha, anda e fala mais cedo do que o esperado, com vocabulário bastante avançado para a idade. As outras crianças não o compreendem;

- Habilidade superior para manter-se atento;

- Ótima capacidade de memória com elevada e rápida capacidade de aprendizagem;

- Persistência e motivação para a resolução de problemas;

- Aquisição precoce da leitura;

- Habilidade acima da média com números e aritmética;

- Curiosidade incomum, desejo de aprender e capacidade de elaborar questionamentos de forma ilimitada;

- Interesses em áreas específicas, podendo tornar-se especialista no assunto;

- Altamente criativo;

- Sensibilidade elevada, podendo apresentar fortes reações em relação a parte sensorial (ruídos, odores, dores), e especialmente à frustração;

- Comportamento de liderança;

- Energia elevada, o que pode ser confundido com hiperatividade, especialmente quando não estimuladas adequadamente;

- Aguçada percepção de relações de causa e efeito;

- Facilidade para estabelecer generalizações, ou seja, transferir aprendizagens de uma situação para outra;

- Elevado senso crítico: rapidez em identificar contradições e inconsistências;

- Pensamento divergente: habilidade em encontrar diversas idéias e soluções para um mesmo problema;

- Tendência ao perfeccionismo.

Os superdotados têm um nível maior de concentração, memória e raciocínio, maior capacidade de generalização e abstração, grande vocabulário e capacidade de fazer várias tarefas ao mesmo tempo. Tudo isso faz com que ela tenha mais facilidade para ler e escrever antes mesmo de entrar na escola (ou mais cedo que os colegas), e estar à frente academicamente dos colegas da mesma idade.

O cérebro

O funcionamento do cérebro destas crianças é diferente: o órgão consegue ser mais eficiente e gastar menos energia. Áreas específicas, como as que controlam a memória e as responsáveis pelo foco em uma atividade só, em geral desempenham a função muitíssimo melhor do que a maioria das pessoas. Não é uma algo sobre a ligação entre neurônios, como ocorre na dislexia. É... fazer melhor simplesmente.

É comum que o desenvolvimento cognitivo, ou seja, o desenvolvimento da capacidade de aprender, aconteça antes do que o motor (físico). Todas estas situações independem do ambiente externo onde a criança vive, mas ele pode atrapalhar ou ajudar, já que ela precisará de estímulos diferentes em casa e na escola.

As etapas de aprendizado de um superdotado e uma criança comum são as mesmas, a diferença está no tempo que elas levam para acontecer. O ritmo dos superdotados é mais veloz e, por isso, é comum que eles apresentem desmotivação na série em que estão, mas não se adaptem a um novo ano escolar ou apresentem problemas de relacionamento com os colegas da mesma idade.

Por isso a escolha da escola deve ser importantíssima! Você não quer que seu filho de sete anos frequente uma turma de crianças de 10 anos, que são maiores e mais maliciosos para a vida, não é mesmo? Não é porque seu filho é superdotado que ele é já um adulto! Vai ter medos, crises, necessidades, despertar da sexualidade e fases como qualquer outra criança e adolescente. Os professores que lidarão diretamente com a criança também devem estar preparados para todas essas questões.

Os profissionais da educação devem valorizar a criatividade, incentivar a experimentação de novas ideias, ser tolerantes com os acontecimentos não habituais e estar abertos a soluções não-programadas, além de estimular o pensamento independente e a crítica positiva. Mesmo com essa facilidade para aprender, as crianças superdotadas também precisam de estímulos, sejam por meio de elogios ou com jogos e brincadeiras.

É no campo emocional que se encontram algumas das maiores demandas dessas crianças, e dessa forma, os pais devem auxiliá-las a ter um desenvolvimento psicológico mais saudável possível. A superdotação só oferece vantagens se os aspectos psicossociais se encontram ajustados.

Fora do ambiente escolar, a criança superdotada só precisa de acompanhamento profissional caso haja problemas graves de socialização ou adaptação. Os pais devem ficar atentos a problemas de interação dos filhos com outras crianças e ter paciência: geralmente os superdotados são mais sensíveis e exigem mais atenção. Caso a situação interfira no relacionamento familiar, procurar um psicólogo seja a melhor saída.

Se quiser saber mais, esse artigo da Parenting é genial! ;o)

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pilarmag
Escritora, psicóloga de parentes e amigos, experimentada na cozinha e na Comunicação, já pipocou na chapa quente de grandes jornais e empresas, mãe de cachorro, esposa prendada e tirana, mulher sensível e chorona, teóloga meia boca, fã de Neil Degrasse Tyson. Namastê! Prazer em te conhecer.