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Estudo conclui que muitas crianças diagnosticadas com TDAH podem ser só imaturas

Pilar Magnavita
há 2 anos53 visualizações
Estudo conclui que muitas crianças diagnosticadas com TDAH podem ser só imaturas
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O transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) virou o distúrbio da moda para as crianças. Qualquer pimentinha agitada, que no bom vocabulário da minha avó era chamada de "impossível", tem sido encaminhada para consultórios de psicologia e psiquiatria para o ajustamento do comportamento. Eu disse que estão sendo encaminhadas aos psiquiatras e psicólogos! Ou seja: quem está encaminhando essas crianças já rotuladas aos especialistas que deveriam ser os únicos a diagnosticar?

Alguns colegas psicólogos andam me contando muito isso: a professora ou coordenadora de educação escolar encaminha a criança para eles para que tratem do distúrbio. E não para que eles entendam o que está se passando com a pequena! E às vezes não é demais! Porque a criança é agitada, não gosta de ser criticada, tem dificuldades em aceitar ordens sem que sejam devidamente explicadas, não se dá bem com outros colegas... As razões são muitas! E quando vão a um psiquiatra mais irresponsável, são medicadas até a alma diante de relatos horríveis dos professores (e de até alguns papais que se esqueceram do que é ser criança).

Pois a ciência (sempre ela, a salvadora!) resolveu separar direito esse joio do trigo e concluir que muitas criancinhas que estão rotuladas com o distúrbio e que apresentam o comportamento mais difícil são, na verdade, apenas imaturas.

Meninos, por exemplo, lotam os consultórios. Pela natureza mais agitada e impulsiva que a biologia confere à maioria. E também pelo ritmo de desenvolvimento diferente das meninas.

A pesquisa, do Departamento de Psicologia do Taipei Veterans General Hospital em Taiwan (publicada no Journal of Pediatrics), foi desenvolvida lá. Estudou 400 mil crianças entre quatro e 17 anos, identificando que a percentagem de jovens diagnosticados com TDAH muda significativamente dependendo mês de nascimento. Onde apenas 2,8% dos rapazes nascidos em setembro têm a condição, o número salta para 4,5% em agosto, subindo de forma constante ao longo do ano escolar. Para as meninas, a variação é de 0,7% para 1,2%.

Estudo conclui que muitas crianças diagnosticadas com TDAH podem ser só imaturas

Só para termos uma ideia, o uso contínuo de medicamentos como Ritalina, indicados para esses casos de TDAH, podem causar reações adversas, tais como perda de peso, toxicidade hepática, e pensamentos suicidas, e no curto prazo, pode suprimir a puberdade.

Os autores atribuem esse grande número de casos envolvendo imaturidade pela incapacidade dos professores de lidarem com isso. Invariavelmente, comparam alunos que nasceram em janeiro com outros que nasceram em dezembro do mesmo ano. Como eu disse lá em cima: encaminham para o psiquiatra e psicólogo a criança já rotulada e diagnosticada. Porque acreditam que têm condições de identificar o distúrbio. A idade, como um indicador da maturidade cognitiva, pode desempenhar um papel crucial no risco de ser diagnosticado com TDAH e receber medicação TDAH entre crianças e adolescentes sadias. A indicação dos pesquisadores é considerar esse um ano na vida da criança na hora de pensar no distúrbio e não dar remédios à toa.

O TDAH começa na infância e se manifesta como uma incapacidade de organizar e manter a atenção e modular nível de atividade e ações impulsivas. Os sintomas mais comuns são agitação ou inquietação constante e muita distração, a ponto de dificultar bastante o desempenho escolar e as atividades no trabalho. Muitas pessoas com TDAH também apresentam dificuldades de aprendizagem e outros problemas, como distúrbios do sono. A condição é normalmente diagnosticada entre 3 e 7 anos de idade.

A questão não é tão simples, mas certamente necessita de muito mais pesquisas assim! Enquanto isso, vamos tirar a criança de dentro de casa mais regularmente e dá-las um boa dose de exercícios diários!

Estudo conclui que muitas crianças diagnosticadas com TDAH podem ser só imaturas

#crianças #paisefilhos #pequerruchos #tdah #ritalina #hiperatividade #criançahiperativa

Elas são gêmeas, têm sete anos e o canal mais fofo de literatura infantil

Pilar Magnavita
há 2 anos25 visualizações
Elas são gêmeas, têm sete anos e o canal mais fofo de literatura infantil
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Um belo dia, a professora das gêmeas de 7 anos, Beatriz e Juliana Mello passou um dever de casa que mudaria a rotina e o gosto pela leitura das pequenas: ler em voz alta e gravar isso em vídeo. A intenção da professora era apenas para melhorar a dicção e a fluência da língua portuguesa nas duas carioquinhas super espevitadas. O que ela não imaginou foi que o trabalho viraria um hit entre os coleguinhas e, agora, com outras crianças!

Como são apenas duas meninas, fica fácil conversar com outras crianças sobre literatura sem cair na chatice de ouvirem um adulto falar com elas com autoridade. Crianças curtem serem tratadas de igual para igual e não são muitas pessoas que conseguem conversar normalmente com elas sem afetar a voz um pouco (como se tivessem dificuldade de entender o que estão dizendo) ou se colocar numa posição de sabe-tudo diante dos pequerruchos. Se para a gente isso é horrível, imagine para eles?

Pois Beatriz e Juliana criaram o canal Dicas da Bia e da Juju, que já tem mais de 440 seguidores no Rio desde setembro, sendo o último vídeo das meninas curtido por mais de 1,8 mil pessoas!

O repertório das duas não é nada fraco! Até agora, já fizeram leituras de grandes nomes da literatura infantil como Ruth Rocha, Ziraldo e Ana Maria Machado. Juju prefere as coleções Go Girl, Bruxa Onilda, Bruxinha Winnie e Casa Amarela. Mas também não dispensa as revistas da Turma da Mônica, do Menino Maluquinho e do Riquinho. Já a Bia pega mais nos clássicos: Ziraldo, Ruth Rocha e Ana Maria Machado.

A partir desse projeto, a mãe das meninas, Ana Carolina Trotta, disse que as mocinhas passaram a ter mais gosto pela leitura, o que os pais já vinham estimulando desde antes.

Mas os papais e mamães se descabelam para saber: como desenvolver o gosto pela leitura na criança?

Como em muita coisa na vida, leitura é algo que passa para a criança como exemplo. Papais e mamães precisam ler se quiserem que seus pequerruchos tomem gosto pela coisa. Se eles notam que você gosta de ler e que tratam os livros com cuidado e respeito, elas provavelmente, farão o mesmo.

Se você encara os livros como uma obrigação e não como um prazer, será muito provável que seus filhos façam isso da mesma forma. Da mesma forma que você deve buscar os livros que te satisfaçam o apetite literário, deixe que seu príncipe ou sua princesinha tome gosto a partir de obras que a fazem feliz. E vá acrescentando, aos poucos, os clássicos. Eu, por exemplo, nunca terminei de ler Pollyanna. E nem daria para minha filha. Sempre curti os livros de ação! Portanto, Ziraldo e Pedro Bandeira sempre foram mais minha escolha preferida, da mesma forma que uma menina ou um menino também prefiram histórias mais emocionantes. 

Também não é legal esperar a criança começar na alfabetização para começar a despertar para o universo literário. É preciso ler histórias para elas desde o berço. E, por que não, desde o ventre da mamãe? Já é sabido que o feto tem memória e nasce reconhecendo a vozinha da mãe.

Quanto o bebê já conseguir se sentar firme no chão ou no berço, já é um bom momento para oferecer alguns livros que dão um ar de brincadeira. Aqueles fofinhos de plástico que fazem barulho, permitem a criança encaixar objetos e mesmo brincar com marionetes de dedinhos. ofereça-lhe livros para que os maneje. Há também pequenos dicionários, voltados para bebês que estão aprendendo a falar, para que a criança se vá familiarizando com as palavras, as letras, relacionando-as pouco a pouco com a imagem. O segredo nesta idade, é fazer com que o bebê veja o livro como mais um brinquedo. Estimule os sentidos!

Depois dessa fase, contar histórias antes de dormir, do jeitinho de antigamente, é uma atitudes mais nobres dos papais e mamães. Não só fortalecem os laços entre pais e filhos, como dá oportunidade de eles expressarem seus sentimentos, como passaram o dia, se há algo que os incomoda, com o benefício de se deliciarem com uma história muito legal. E não só de autores brasileiros, mas, porque não, de uma coleção como Harry Potter e As Crônicas de Nárnia?

Elas são gêmeas, têm sete anos e o canal mais fofo de literatura infantil

Quando a criança estiver naquela idade que consegue prestar atenção quietinha, leve-a para teatro e uma biblioteca. Mostre para ela que devemos amar e respeitar as histórias e os livros. Faça disso um momento de vocês.

Dê livros de presente! Mostre que é algo com o qual se recompensa alguém, pelo valor que o livro tem.

E se você realmente for um fã de histórias, porque não encenar os livros que a criança mais gosta? Amarrar uma fronha no pescoço e ser um dos três mosqueteiros? Ou fazer chapéu de jornal e pular pela casa como um Peter Pan? Eu garanto que, além de você criar um pequeno leitor e um futuro adulto super criativo (do tipo que faz e não é mero espectador da vida), vocês dois terão momentos de muitas gargalhadas juntos!

#leitura #criança #filhos #paisefilhos #pequenosleitores #literaturainfantil

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pilarmag
Escritora, psicóloga de parentes e amigos, experimentada na cozinha e na Comunicação, já pipocou na chapa quente de grandes jornais e empresas, mãe de cachorro, esposa prendada e tirana, mulher sensível e chorona, teóloga meia boca, fã de Neil Degrasse Tyson. Namastê! Prazer em te conhecer.