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George teve seu primeiro dia na escolinha. E nós vibramos com tanta fofura!

Pilar Magnavita
há 2 anos47 visualizações

Um pouco sobre o método montessoriano

George teve seu primeiro dia na escolinha. E nós vibramos com tanta fofura!
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Você lembra do seu primeiro dia na escolinha? Eu não, mas minha mãe disse que tentava a todo custo controlar o choro na entrada da casa que me serviria de educandário, enquanto eu dava uma mãozinha para a tia, toda serelepe, e com a outra dava tchauzinho feliz para minha pobre mãezinha de coração partido. Novas mamães do mundo: este dia chegará para você. Se já chegou, cada uma tem aquela experiência para contar sobre esse rito de passagem tão importante na vida dos nossos pequenos. Não sou mamãe ainda, mas sou aquela tia fã inconteste dos filhos das amigas. :) E sei que a socialização institucional é uma das fases mais importantes na vida de qualquer pessoa. Afinal, nossa existência inteira é uma sucessão de instituições.

Assim que vi a foto de Georgie (é como eu chamo o príncipe mais pop de todos os tempos), tive a certeza no olhar dele de que, apesar do medo que devia estar sentindo por estar entregue a pessoas estranhas pela primeira vez, percebi um lampejo de confiança necessária. Não a qualquer futuro rei, mas a qualquer pessoa. É certo que, diferentemente de outras crianças, o rapazinho aprendeu desde cedo a estar rodeado e pajeado por inúmeros empregados, enfermeiras, psicólogos, pedagogos, psicomotricistas, entre profissionais que nem sei o que fazem direito. No entanto, diga lá você: chegar a ambiente novo, com coleguinhas novos, sempre haverá de dar aquele frio na barriga. Ainda mais se a barriguinha for pequenininha mesmo!

A escola da jovem família real é a Westacre Montessori School, em Norfolk, no Leste da Inglaterra. Dista 172 km de Londres, o que dá uns 40 minutos de helicóptero. Certo que não é problema para o duque de Cambridge!

George teve seu primeiro dia na escolinha. E nós vibramos com tanta fofura!

A linha pedagógica de Westacre, como diz no próprio nome dela, é montessoriana. Esse tipo de educação foi concebido pela médica e educadora italiana Maria Montessori, na virada do século XIX para o XX. Curiosamente, foi o método da minha primeira escola. Confesso que não tive muita sorte com esse tipo de ensino nos meus primeiros anos, mas acredito que o insucesso se deva mais ao despreparo das professoras com essa linha, não muito comum no Rio de Janeiro dos anos 80. É preciso ter muito jeito e respeito com as criancinhas.

O método consiste em recepcionar os pequerruchos de igual para igual. Como se estivessem recebendo um amigo em casa, com apertos de mãos e eventuais abraços, de acordo com o jeito da criança. Em vez de igualar todas elas em um determinado comportamento, os professores dão liberdade para que cada uma aja de acordo com a própria personalidade no ato de cumprimentar. Assim, dá-se início à socialização de uma geração de pessoas capazes de pensar e agir de forma genuína.

Na sala de aula, são oferecidos materiais sensoriais, matemáticos, de linguagem, de ciência e de convivência social. Curiosamente, quando eu era pequena preferia sempre os geométricos e matemáticos. Fascinavam-me as formas. E talvez a falha com esse tipo de ensino na minha primeira escolhinha tenha sido fundamental para que eu me afastasse desse maravilhoso universo. Aliás: o "Material Dourado", aquela caixa de madeira com quadradinhos, barras, placas, etc, foi criado pela Dra. Montessori.

No trabalho com esses materiais, a concentração é fator de extrema importância. As tarefas são precedidas por uma intensa preparação, e, quando terminam, a criança se solta, feliz com sua concentração, comunicando então com seus semelhantes num processo de socialização. Os professores precisam entender, no entanto, que cada aluno tem seu tempo. Dessa forma, cada criança terminará a tarefa em momentos diferentes.

A livre escolha das atividades pela criança é fundamental. A ideia é estimular a personalidade dela, com respeito, para poder educar as tendências e dirigir o pensamento original, sem agressão ao "espírito" dos pequenos. Estimula-se, assim, o poder criador dos futuros adultos.

 

As primeiras 24 horas na vida de alguém

Pilar Magnavita
há 2 anos18 visualizações
As primeiras 24 horas na vida de alguém
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Homem nenhum sabe a revolução de coisas que uma mulher sente ao dar à luz. Talvez, poucas mulheres também saibam. O momento é tão confuso, com picos de felicidade sublime misturados a medos primais próprios da nossa condição animal no planeta. A partir daí, não se engane. Esse misto de Sétimo Céu com Inferno de Dante perdurará por toda sua vida. Agora, você é mãe, amiga. Agora, você é pai, amigo. A intensidade dos sentimentos desse primeiro momento podem abrandar (e vão!), mas seu coração jamais será o mesmo.

Naquele momento que você se depara com o próprio fruto, você sente que realizou todo seu sentido de vida: aquele propósito básico, biológico e espiritual (porque não?!) que todo ser vivente na Terra tem (se não houver sido deturpado numa visão de mundo menos otimista) de transmitir o código genético de milhões e milhões de anos de experiências dos antepassados dos diversos reinos animais. Se agarre nisso. O que se segue nas primeiras 24 horas é o mesmo com aquele carrinho de montanha-russa: quando você se sente pertinho dos Céus, com a brisa suave a embalar os cabelos, eis que você desaba na realidade. Vai para um lado, vai para outro, sobe, desce… no fim, está despenteada(o), bagunçada(o), sem ao menos ter certeza se sobreviveu ao turbilhão. Por quê? Nas primeiras 24 horas você não existe. Só o que há é o bebê, no maior exercício de humildade e amor ao próximo que existe. Nasce, assim, uma nova pessoa.

A mãezinha ou o paizinho despreparado pode acreditar que o momento é de tranquilidade após o parto, entre paredes silenciosas e confortáveis. E foi por isso que a fotógrafa britânica Jenny Lewis decidiu dar à luz o livro "One Day Young "(“Com 1 dia de idade”). Se você acha que já está suficiente alertada para esse momento, se engana.

Por sete anos, ela registrou mães e seus bebês do bairro londrino de Hackney, nas primeiras 24 horas após o parto. A isso, ela chama de “rito de passagem da maternidade”, período no qual ela enxergou força e resiliência dessas mulheres, algo que ela acredita estar desvalorizado atualmente.

A reportagem é da BBC Brasil.

De acordo com um estudo realizado na Grã-Bretanha, citado na matéria, mais da metade das mulheres que acabaram de se tornar mães sentem o chamado “baby blues” (sentimento de melancolia) logo após o parto, enquanto quase 25% sofrem de depressão pós-parto. Dessas, 62% dizem não ter recebido o apoio necessário. Por isso, papais e mamães, estudem MUITO sobre esse período. A ignorância e o preconceito podem transformar um momento lindo e difícil no maior pesadelo das suas vidas.

Abaixo, dois relatos registrados no livro One Day Young, de Jenny Lewis:

Ana da Costa e Barney: a moça conta que foi muito ingênua sobre os meses de vida do seu bebê. Ela revela que sofreu depressão pós-parto durante os primeiros quatro meses e que não há muita informação sobre isso, que a sociedade não reconhece esse problema. Tabu? A atriz Brooke Shields, que passou experiência semelhante (e bastante pesada) conta que sim, é um tabu. Os primeiros momentos da maternidade podem ser muito difíceis e a atriz chegou a publicar um livro com seu relato ("Depois do parto, a dor: minha experiência com a depressão pós-parto").

As primeiras 24 horas na vida de alguém

Jenny Green e Suki: A mamãe de primeira viagem diz ter ficado temerosa e preocupada de ficar sozinha com sua filhinha Suki, antes de ela nascer. Não tinha muita confiança sobre o que fazer, como fazer. Todo mundo quer acertar e o medo de errar nas coisas mais básicas é terrível! No entanto, quando finalmente a pequena lhe foi entregue aos braços, Jenny relata que todos seus medos desapareceram. Amava-a com todas as forças e desejou que o tempo parasse. Nascia uma mamãe.

As primeiras 24 horas na vida de alguém

Quem quiser saber mais sobre esse momento único, a Parents, revista americana de grande expressão, publicou uma matéria sobre as primeiras horas de vida do bebê.

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pilarmag
Escritora, psicóloga de parentes e amigos, experimentada na cozinha e na Comunicação, já pipocou na chapa quente de grandes jornais e empresas, mãe de cachorro, esposa prendada e tirana, mulher sensível e chorona, teóloga meia boca, fã de Neil Degrasse Tyson. Namastê! Prazer em te conhecer.