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Por que não devemos gritar com as crianças

Pilar Magnavita
há 2 anos17 visualizações
Por que não devemos gritar com as crianças
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Nossas crianças são seres incríveis. Todas elas, independentemente de classe, cor, religião, etc. O cérebro delas em plena formação é uma máquina biológica tão sensacional que a capacidade de aprendizado é única em comparação a toda fase da vida. Nenhuma das fases do homem é tão magnífica quanto a primeira infância. A gente aprende a reconhecer a mãe, a nos reconhecer (criamos o self), a falar (mais de um idioma), andar, reconhecer os outros, criar, pensar o abstrato, formar discursos e argumentos, tudo isso em quatro anos. E olha que nos primeiros quatro anos de vida nem chegamos a criar todos os neurônios! E é por isso que absolutamente qualquer coisa que a criança vê, ela registra.

Como seres humanos imperfeitos, somos sujeitos a deixar nas nossas crianças algumas coisas que a psicologia pode corrigir no futuro. E você nem tem noção disso de algumas coisas que a criança percebe que você está fazendo e que não está sendo uma experiência muito positiva para ela.

Uma das coisas que não sabemos fazer muito bem é controlar as emoções negativas, certo? E a mamãe que, às vezes sente raiva ou ira por seus filhos às vezes não sabe como expressar isso com as crianças. Ainda mais se há, por trás disso algumas dores, frustrações e impaciência mesmo com uma pulguinha respondona e super agitada. Não se destempere! Sente e converse com ela! Depois vá descontar a raiva na atividade física.

Por que não devemos gritar com as crianças

O amor dos pais é o resultado do trabalho sobre as emoções. É um chamado para assumir a responsabilidade pela vida que é única e especial e, portanto, o verdadeiro amor não se manifesta por gritos. Então, se até agora você tem criado seus filhos com gritos e abuso, é hora agir como uma mãe que ama verdadeiramente.

Por que não devemos gritar com as crianças

O psiquiatra Augusto Cury, especialista em psicologia educacional, explica no livro "O Código da Inteligência", que uma área do córtex cerebral do tamanho de uma cabeça de alfinete contém milhares de janelas com milhões de informações que chegam por lá através do fenômeno RAM (memória de registro automático). Cury diz que há janelas ruins em nossas mentes e janelas de luz. Nas primeiras é onde as traumáticas e dolorosas situações se instalam. Na segunda ficam os sonhos e habilidades.

O grito dos pais fica registrado nessa janelinha ruim. É lá que todas as experiências negativas se acumulam e futuramente criam bloqueios, sabotagens, rótulos internos que não são lá muito construtivos. Uma vez que você grita com seu filhinho, essa informação fica lá, nesse espacinho da mente dele. E não se apaga nunca mais. Às vezes, esse grito fica registrado até quando não é para ela! Porque o universo das criancinhas é egocêntrico. Até os quatros anos, mais ou menos, a criança ainda não reconhece bem o outro e vai entender que esse destemperamento é para ela!

Por que não devemos gritar com as crianças

E o que fazer? Para cada situação negativa que você manda para a janelinha ruim é importante criar ao menos duas novas positivas! Ame-a e mostre isso para ela. Dê a ela ambiente harmonioso, jamais se destempera na frente dela, ao menos não até os sete anos. O período da infância anterior a essa idade é a fase que elas imitam os pais em tudo e acham que tudo que se passa em casa em normal mesmo não sendo. Então se você grita muito em casa é bem provável que, não só ela imite esse comportamento, como também o internalize como parte da relação dela com você. Ela não vai entender a diferença entre impaciência por alguma atitude dela e o amor que você sente por ela. 

Por isso que costumo dizer que ser pai e mãe é ser obrigado a se tornar uma pessoa melhor.

Por que não devemos gritar com as crianças

#crianças #educação #filhos #paisefilhos

Leite materno varia fórmula conforme saúde do bebê

Pilar Magnavita
há 2 anos23 visualizações

Gente, essa é incrível! E mostra como o corpo humano é simplesmente fascinante! O exemplo mais recente disso vem de uma mulher chamada Mallory Smothers que compartilhou algo interessante sobre o leite dela no Facebook. 

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Ela estava dando de mamar na noite de 14 de fevereiro, antes de ela e a família irem para a cama. Até aí, tudo bem! Quando o bebezinho dela deu aquela acordada no berro, por volta de 3h da manhã, ela notou que a criancinha estava muito congestionada, espirrando muito, iniciando aquelas infecções que são verdadeiros martírios para todas as mamães. O bebezinho depois de alimentado acabou dormindo. Mas.... na mamada seguinte (aquela da manhã), a cor do leite apareceu dramaticamente diferente do que tinha sido apenas algumas horas antes. Parecia um colostro (aquele que você a mulher produz nos primeiros dias após o nascimento do bebê)!

Sabem por quê?

A saliva doente do bebê, em contato com os canais internos do seio, "diz" às glândulas da mamãe o que o filhinho está precisando. Sério! O líquido se personaliza às necessidades do bebê, “recalibrando” a composição para levar em conta a saúde, a idade e até mesmo a temperatura exterior.

Quando um bebê mama no peito da sua mãe, um “vácuo” é criado. Dentro desse vácuo, a saliva do bebê é sugada pelo mamilo da mãe, onde os receptores na glândula mamária leem os sinais.

A saliva contém informações sobre o estado imunológico do bebê. Tudo o que os cientistas sabem sobre a fisiologia indica que esse processo é uma das coisas que o leite materno usa para ajustar sua composição imunológica. Se os receptores da glândula mamária detectam a presença de infecção, isso obriga o corpo da mãe a produzir anticorpos para combatê-lo, e esses anticorpos viajam através do leite materno de volta para o corpo do bebê, protegendo-o.

Leite materno varia fórmula conforme saúde do bebê

No estudo da Clinical and Translational Imunology, de 2013, é possível entender como essa fascinante relação de mãe e filho se completa na amamentação. 

E isso Smothers também cita no post. O estudo mostra que até 70% das células encontradas no colostro são os leucócitos. Isto é: glóbulos brancos que combatem a infecção. Poucos dias após o parto, quando o leite materno normal substitui o colostro, o número de glóbulos brancos que combatem a infecção cai para cerca de 2%. Ainda assim, surpreendentemente, o processo da amamentação é tão perfeito que permite que a fórmula do leite se altere para atender melhor as necessidades do bebê.

Não é à toa que médicos super recomendam uma baita dieta super nutritiva para as mamães lactantes. Sem drogas, sem bebidas, sem açúcares refinados, sem cigarro! Para que tudo de bom possa ir para o bebê, evitar as doenças na primeira infância e ajudar a criança a se desenvolver forte e saudável.

Mas lembre-se: não é porque o leite mudou de cor que o bebê possa estar doente. Sabe como tinta Suvinil tem um zilhão de opções para tinta branca? Pois então, é o mesmo com o leite materno. Pode variar de acordo com fatores maternos tais como hidratação ou desidratação, dieta, vitaminas e medicamentos. O fator emocional é algo fundamental para a boa produção do leite: estresse, fadiga, nervosismo, entre outros fatores, impactam fortemente em toda a produção do leite. Mais do que você imagina!

#amamentação #bebê #criança #filhos #leitematerno

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pilarmag
Escritora, psicóloga de parentes e amigos, experimentada na cozinha e na Comunicação, já pipocou na chapa quente de grandes jornais e empresas, mãe de cachorro, esposa prendada e tirana, mulher sensível e chorona, teóloga meia boca, fã de Neil Degrasse Tyson. Namastê! Prazer em te conhecer.