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12 mulheres que vão inspirar seu dia, quem sabe, sua vida.

Quebrando o Tabu
há 8 meses649 visualizações

Por Mariana Varella

12 mulheres que vão inspirar seu dia, quem sabe, sua vida.
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Nadia Murad nasceu em 1993 no norte do Iraque, em uma comunidade de etnia yazidi (grupo étnico-religioso de origem curda), que não segue Alá e por isso se tornou inimiga do Estado Islâmico.

Em agosto de 2014, o EI invadiu sua aldeia, matou os homens, incluindo seus parentes, e sequestrou e escravizou as meninas e mulheres mais jovens. Nadia foi submetida a torturas e estupros consecutivos até conseguir fugir, três meses depois.

Suas irmãs, cunhadas e sobrinhas foram vendidas para membros do EI e Nadia nunca mais as encontrou.

Ela hoje vive refugiada na Alemanha e viaja pelo mundo para chamar a atenção para o genocídio do seu povo. Estima-se que haja mais de 3 mil meninas e mulheres yazidis vivendo como escravas sexuais sob o poder do Estado Islâmico.

Em depoimento ao Conselho de Segurança da ONU, Nadia disse: "O Estado Islâmico não veio para matar mulheres e crianças, mas para nos usar como espólios de guerra, como objetos a ser vendidos barato ou ofertados como presente".

Em 2016, foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz e ganhou o título de Embaixadora da Boa Vontade da ONU.

#GrandesMulheresdaHistória

Mais sobre Nadia: http://www.nadiamurad.org/

 

12 mulheres que vão inspirar seu dia, quem sabe, sua vida.

Mileva Maric nasceu na Sérvia, em 1875, com uma luxação nas pernas que a obrigou a mancar a vida toda. 

Mudou-se para Zurique, onde estudou matemática e física. Foi a única aluna mulher do famoso físico Albert Einstein, que viria a se tornar seu marido.

Antes de se casarem, Einstein e Mileva tiveram uma filha, que foi dada para adoção. 

Segundo pesquisas, Mileva ajudava Einstein em seu trabalho e checava a matemática de seus artigos. No entanto, sua contribuição nunca foi comprovada.

Após o divórcio, Einstein prometeu, caso ganhasse o Prêmio Nobel, dar o dinheiro para Mileva criar os filhos. Em 1922, Einstein cumpriria a promessa.

Mileva morreu poucos anos após o divórcio. O papel da mulher que abdicou da carreira em nome da família no trabalho de Einstein nunca foi plenamente esclarecido.

#GrandesMulheresdaHistória

Mais sobre Mileva: https://en.wikipedia.org/wiki/Mileva_Marić

 

12 mulheres que vão inspirar seu dia, quem sabe, sua vida.

Michaela DePrince nasceu em Serra Leoa, em 1995. Depois de perder os pais na guerra civil que assolou o país (o pai morreu assassinado e a mãe, de fome), foi mandada para um orfanato, onde ganhou o apelido de "filha do diabo", devido às manchas brancas que tinha na pele, causadas pelo vitiligo.

Aos 4 anos, ao ver a foto de uma bailarina em uma capa de revista no orfanato, decidiu que seguiria a profissão. Foi adotada por uma família judaica americana, que logo reconheceu o talento da menina e a ajudou a dedicar-se à dança.

Hoje é a única bailarina de origem africana do Dutch National Ballet, na Holanda.

#GrandesMulheresdaHistória

Mais sobre Michaela: http://www.michaeladeprince.com/about-1/

 

12 mulheres que vão inspirar seu dia, quem sabe, sua vida.

Maria Augusta Generoso Estela nasceu no Rio de Janeiro, em 1860. Filha de portugueses abastados, recebeu uma educação primorosa e logo cedo demonstrou ser extremamente inteligente.

Aos 16 anos, decidiu estudar Medicina em N. York, pois as faculdades brasileiras não aceitavam alunas mulheres (a lei mudou apenas em 1879). A faculdade americana só permitia alunos com mais de 18 anos, mas Maria Augusta defendeu com tanto vigor os motivos que a levavam a requerer permissão para estudar, que a faculdade acabou aceitando sua matrícula.

Alguns anos depois, diante da falência do pai, viu sua carreira ameaçada. No entanto, D. Pedro II ficou sabendo de sua história e decidiu que o Império custearia seus estudos.

Formada (foi oradora da turma), fez cursos nos EUA e regressou ao Brasil, onde validou brilhantemente seu diploma e recebeu muitas homenagens.

Sua história tornou-se conhecida e inspirou muitas mulheres a ingressarem no curso superior.

Após casar-se com um farmacêutico ciumento, passou a clinicar na farmácia do marido, onde atendia mulheres e crianças, muitas vezes de graça.

Teve cinco filhos e nunca deixou de ter contato com a Medicina, mesmo enfrentando preconceitos. Morreu aos 86 anos, em 1946.

#GrandesMulheresDaHistória

Mais sobre Maria Augusta: http://bit.ly/2l8Rf6S

 

12 mulheres que vão inspirar seu dia, quem sabe, sua vida.

Manal Al-Sharif (1979) nasceu na Arábia Saudita, país onde as mulheres não podem, entrem muitas outras coisas, dirigir. 

Indignada, pegou o carro do irmão; gravou e postou um vídeo no YouTube em que aparece dirigindo.

No vídeo, aparece dizendo: "Se um homem pode dirigir, por que uma mulher não pode?" 

Dias depois, foi presa. Isso só fez o vídeo ser ainda mais divulgado, atingindo milhares de pessoas. 

Semanas depois, em um protesto histórico, centenas de mulheres sauditas saíram às ruas de carro. Manal foi presa de novo. 

Aqui vai sua palestra no Ted contando sua história. Por causa de sua ousadia, toda sua família sofreu repressões: https://www.ted.com/talks/manal_al_sharif_a_saudi_woman_who_dared_to_drive?language=pt-br#t-6033

#GrandesMulheresdaHistória

 

12 mulheres que vão inspirar seu dia, quem sabe, sua vida.

Lee Yong-su nasceu na Coreia do Sul em 1928. Aos 14 anos, foi capturada pelo Exército Imperial Japonês para servir como "mulher de conforto", eufemismo para escrava sexual que sempre se recusou a usar, aos soldados japoneses durante a II Guerra Mundial.

Estuprada por quatro a cinco homens por dia e torturada várias vezes, foi libertada aos 17 anos, com o fim da guerra.

Envergonhada pelo que lhe aconteceu, nunca conversou com a família a respeito nem se casou.

Em 1992, ao perceber que muitas mulheres se sentiam como ela, decidiu contar sua história e lutar pelos direitos das mulheres coreanas que serviram como escravas sexuais.

Yong-su viajou para os EUA, encontrou-se com o Papa e tornou-se uma das principais ativistas na luta para que o Japão reconhecesse a existência das cerca de 200 mil escravas sexuais do Exército Japonês.

Os dois países selaram um acordo em 2015 que não satisfez as ativistas. Como resposta, as mulheres instalaram estátuas que lembram as milhares de vítimas do Exército Japonês. O Japão exige que a Coreia do Sul remova as estátuas, o que gerou uma crise diplomática entre os dois países.

Yong-Su continua participando de manifestações em seu país para que seu passado seja reconhecido.

#GrandesMulheresDaHistória

Mais sobre as "mulheres de conforto":

http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/12/151228_escravas_sexuais_japao_rs

Mais sobre Lee Yong-su: http://wapo.st/2jMQ8Y9

 

12 mulheres que vão inspirar seu dia, quem sabe, sua vida.

Karuna Nundy nasceu e cresceu na Índia, de onde se mudou para estudar Direito na Inglaterra. 

Trabalhou também em N. York e na ONU. Apesar de ter diante de si oportunidades que nunca vislumbrara, decidiu voltar para seu país e atuar na defesa dos direitos humanos, em especial dos direitos da mulher.

Como membro da Suprema Corte Indiana, ajudou a elaborar as leis que ficaram conhecidas como "Leis Anti-Estupro".

Uma de suas lutas recentes visa a combater o estupro dentro do casamento.

Tornou-se uma das principais porta-vozes dos direitos das mulheres indianas no mundo.

"O patriarcado é um tema de saúde pública", disse.

#GrandesMulheresdaHistória

Mais sobre Karuna:

http://www.vagabomb.com/Karuna-Nundy-Fighting-for-the-Rights-of-Every-Indian-Woman/

 

12 mulheres que vão inspirar seu dia, quem sabe, sua vida.

Fadumo Dayib (1973) nasceu no Quênia, de pais somalis. Não frequentou a escola na infânciaprendeu a ler e a escrever somente aos 14 anos.

Na adolescência, exilou-se na Finlândia com os irmãos para fugir da guerra na Somália.

Apesar de viver anos fora, nunca esqueceu seu país, para onde voltou como funcionaria da ONU para atuar na área de saúde pública, em especial no combate ao HIV.

Fadumo foi a primeira mulher a concorrer para presidente na Somália, e embora não tenha vencido e apesar das ameaças de morte que recebeu, sua candidatura ajudou a lançar luz sobre a questão dos direitos da mulher no país.

#GrandesMulheresdaHistória

Mais sobre ela: http://www.nation.co.ke/lifestyle/lifestyle/Is-Fadumo-Dayib-the-next-president-of-Somalia/1214-3417878-sygm7b/

 

12 mulheres que vão inspirar seu dia, quem sabe, sua vida.

Eufrosina Cruz nasceu em uma comunidade zapoteca no México, em 1979. Seu pai um dia lhe disse que mulheres só podiam fazer tortillas e filhos. 

Indignada com seu destino, foi às ruas vender chicletes e frutas para pagar seus estudos. Formou-se em contabilidade e retornou ao seu vilarejo para dar aulas a meninas indígenas.

Em 2007, decidiu se candidatar à Prefeitura da cidade. Ao contrário do que esperavam, ganhou as eleições, que foram anuladas pelas autoridades indígenas, pois mulheres não podiam governar.

Eufrosina não desistiu e conseguiu mudar a lei. Criou uma organização, QUIEGO, que luta pelos direitos das mulheres indígenas.

Em 2010, foi eleita presidente do Congresso de Oxaca.

"Quando uma mulher decide mudar, tudo ao seu redor também muda"

#GrandesMulheresdaHistória

Mais sobre ela: http://nwnoticias.com/#!/noticias/eufrosina-cruz-la-rebeldia-indigena-sin-pasamontanas

 

12 mulheres que vão inspirar seu dia, quem sabe, sua vida.

Dandara nasceu no período colonial, provavelmente no Brasil (os relatos sobre ela são incertos). Foi uma das lideranças negras que lutou contra o regime escravocrata do século XVII.

Casada com Zumbi, grande líder da fase final do Quilombo dos Palmares, com quem teve três filhos, foi extremamente importante na defesa e manutenção do quilombo, onde passou a viver quando criança.

Além das atividades de cultivo, dominava a arte da capoeira, empunhava armas e liderava as mulheres que defendiam ativamente o quilombo dos numerosos ataques inimigos a que foi submetido. 

Tinha grande influência política e ajudava a definir estratégias para a manutenção do quilombo.

Foi presa em 1694 e suicidou-se em seguida, jogando-se de uma pedreira para não se entregar às forças militares.

Em 1710, o Quilombo dos Palmares foi destruído depois de resistir por mais de um século.

#GrandesMulheresDaHistória

Mais sobre Dandara: http://bit.ly/2kEfObP

Mais sobre o Quilombo dos Palmares: http://bit.ly/2lmssfs

 

12 mulheres que vão inspirar seu dia, quem sabe, sua vida.

Valentina Tereshkova nasceu na Rússia em 1937. De família proletária, entrou na escola apenas aos 8 anos e começou a trabalhar aos 18, em uma fábrica têxtil.

Na mesma época, começou a participar de um clube de paraquedistas. Foi sua experiência com paraquedismo que a levou a ser convidada a atuar como cosmonauta.

Valentina foi a primeira mulher do mundo a ser lançada ao espaço. Após 48 órbitas na Terra e 71 horas no espaço, foi ejetada da espaçonave de paraquedas.

Apesar de ter enfrentado vários problemas durante a viagem espacial, nenhum astronauta havia passado tanto tempo em órbita à época, o que lhe trouxe reconhecimento mundial.

Em 2011, foi eleita deputada.

#GrandesMulheresdaHistória

Mais sobre Valentina:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Valentina_Tereshkova

 

12 mulheres que vão inspirar seu dia, quem sabe, sua vida.

Nakano Takeko nasceu em Aizu, no Japão, em 1847. Filha de um oficial, treinou artes marciais e literárias.

Foi adotada por seu instrutor de artes marciais e criada em Edo (antiga Tóquio), mas o abandonou quando ele tentou se casar com ela e retornou para sua família de origem.

Foi uma das únicas samurais mulheres do país. Sua arma era a naginata (bastão longo com uma lâmina acoplada em sua extremidade, tem forma parecida com uma foice).

Aderiu à Guerra Boshin, também conhecida como revolução japonesa, contra aqueles que queriam o fim do Xogunato Tokugawa e a volta do imperador Meiji.

Durante a batalha de Aizu, área que engloba a terça parte mais ao oeste da Província de Fukushima, liderou um grupo de 20 mulheres combatentes e independentes, já que as mulheres não tinham permissão para aderir ao grupo de guerreiros apoiadores.

Ao liderar um ataque contra o Exército Imperial Japonês em Ogaki, recebeu um tiro fatal no peito, em 1868, aos 21 anos. Para que sua cabeça não servisse de troféu às tropas inimigas, pediu à irmã Yuko que a decepasse e levasse consigo sua cabeça.

A cabeça de Nakano foi enterrada no templo Hōkai-ji, onde hoje ocorrem homenagens ao grupo de guerreiras da famosa guerra civil.

#GrandesMulheresDaHistória

Mais sobre a Guerra Boshin: http://bit.ly/2lHlqWa

Mais sobre Nakano Takeko: http://bit.ly/2l59iL6

Ele declarou guerra à maconha, mas não o tipo de guerra que você imagina.

Quebrando o Tabu
há 8 meses480 visualizações

Por Fábio Chap

Ele declarou guerra à maconha, mas não o tipo de guerra que você imagina.
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Após a morte do segundo filho, um Lorde Inglês decidiu declarar, em pleno 2017, guerra à cannabis. Mas trata-se de uma guerra diferente das outras. Em sua batalha, ele acredita que legalizar é a melhor forma de a sociedade vencer essa guerra.

Segundo Lord Monson, ao consumir maconha ilegal - que não tem nenhum controle sério de qualidade - o usuário está se colocando em risco. E que o melhor caminho para minimizar o risco de intoxicação com tipos mais fortes de cannabis, é legalizando a planta.

Lord Monson não vem tendo uma vida fácil. Já havia perdido seu primeiro filho em 2012. A família acredita que o jovem foi espancado até a morte pela polícia. Em janeiro de 2017 encarou uma segunda tragédia: seu filho mais novo suicidou após meses batalhando contra uma depressão e o abuso de um tipo especialmente potente de skunk.

"Isso não precisa ser diferente de nossa abordagem ao álcool", disse o pai.

"Ninguém precisa beber uísque falsificado e ficar cego, as pessoas podem comprar uísque legal."

Após ver tragédias tão de perto, o aristocrata inglês está convencido que temos falhado na abordagem de combate às drogas. Que uma vez que elas possam ser testadas em laboratórios legais e vendidas de maneira legal, elas oferecerão menos risco à saúde humana do que uma substância cuja procedência se desconhece.

"Eu não vou me deixar cair em desespero em relação a isso tudo. Eu só não tenho escolha a não ser continuar."

Fonte: http://www.telegraph.co.uk/news/2017/02/05/grieving-aristocrat-calls-war-skunk-losing-second-son/

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Por um mundo mais inteligente e menos careta.