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Todo mundo tem uma história para contar
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Nós, mulheres negras

Quebrando o Tabu
há 9 meses650 visualizações

Por Ana Paula Lisboa

“Eu sou uma contadora de histórias e gostaria de contar a vocês algumas histórias pessoais sobre o que eu gosto de chamar "o perigo de uma história única."” Assim Chimamanda Ngozi Adichie começa sua fala no TED Global em 2009.

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Eu sou mesmo uma contadora de histórias, com diploma e tudo, formada aos 15 anos. Assim como Chimamanda eu comecei a ler e a escrever cedo, não tão cedo quanto ela, é verdade. Ela é uma nigeriana, feminista, romancista consagrada aos 39 anos.

Engraçado que quem me atentou para Chimamanda foi uma amiga branca, também Ana. Ana tem o privilégio branco de ter um pouco mais de tempo para ler, ouvir, refletir e se identificar com escritoras como Chimamanda Ngozi Adichie e Alice Walker, e fazer delas a sua referência.

Voltei ao TED de Chimamanda para refletir sobre o que é ser uma mulher negra nesse momento histórico, ver nossas semelhanças e nossas diferenças.

Sim, é verdade que estamos mais representadas em números, é visível que as grandes marcas sacaram que não ter modelos mais “diversos” em suas propagandas, elimina em grande parte as possibilidades de chegar a esse público “diverso” e vender pra eles. E o que toda marca quer? Vender!

O capitalismo tá aí, pra se apropriar de discursos e ideias mesmo, todo mundo sabe. Ou deveria saber. Não nos enganemos.

Mas sabe o que realmente me irrita? Colocar todas as mulheres pretas no mesmo saco de personalidade, desejo, subjetividade e história de vida.

“Então, é assim que se cria uma única história: mostre um povo como uma coisa, como somente uma coisa, repetidamente, e será o que eles se tornarão”, diz Chimamanda.

O perigo da história única é nos “fantasiamos” de preta, com turbante, camisa de tecido africano, brinco com mulher usando turbante, trança, cabelo Black Power e punho erguido. A multiplicidade, individualidade e subjetividade de ser mulher e preta deve ser respeitada e não se pode entender sobre o que é ser uma mulher preta brasileira, conhecendo uma, duas ou três mulheres pretas.

Apesar de toda a admiração, gratidão e sei lá quantos adjetivos eu pudesse enumerar para mulheres como Karol Conka ou Taís Araújo, elas são “só mais” duas mulheres pretas num universo de milhões. E sim, vão existir as que não se sentem representadas por elas, e isso não é um problema, ao contrário, isso só quer dizer que a gente não vai dar conta de toda a nossa subjetividade e imaginário. Nem deveria.

Reforçar poucas representações, também é nos desumanizar e o negro é esse ser desumanizado desde a criação do mundo cristão. É só mais uma coisa sem subjetividade, sem desejo, levado pela força do braço ou pela lacração.

Chimamanda ainda diz que “a única história cria estereótipos. E o problema com estereótipos não é que eles sejam mentira, mas que eles sejam incompletos. Eles fazem um história tornar-se a única história.”

Eu poderia dizer sobre centenas de mulheres negras que são quase que totalmente diferentes de mim, com desejos diferentes dos meus, com histórias parecidas ou não. Mas escolhi algumas. Somos nós.

A KAMILLA Santos tem 25 anos e se formou em Administração de Empresas na UERJ. Kamilla já arranjou muita treta por conta de racismo, inclusive vendendo brownie na universidade. Ela namora uma menina maravilhosa numa relação inter-racial há quatro anos, foi criada na igreja evangélica e está num momento de repensar a vida e suas escolhas.

Nós, mulheres negras

 

TAISA Machado, também conhecida como DJ Garota é a ariana mais derretida que que eu conheço. Mora na divisa do último bairro da zona norte do Rio, a Pavuna, e do município da Baixada Fluminense São João de Meriti. Tem 11 tatuagens e é uma das fundadoras do meu grupo musical feminino preferido, o Afrofunk Rio. O grupo surgiu da ideia de “brincar com os tambores, reconhecer a macumba dentro do funk e mostrar no corpo que todo funkeiro tem o pé e o quadril na macumba. Taisa e o grupo também dão oficinas pra “soltar o quadril e sambar na cara da sociedade”.

Nós, mulheres negras

 

TAI Barroso tem 28 e é facilitadora de processos de empoderamento social. Assim criou o “Lua em Mim”, um encontro de mulheres sobre menstruação e natureza cíclica feminina. A gente nunca se viu pessoalmente, mas eu fico observando ela daqui, ela fica me observando de lá e assim a gente vai se admirando. Tai me fez repensar um monte de coisas sobre meu corpo num momento importante, ela diz “gratidão” sua cor preferida é amarelo.

Nós, mulheres negras

 

DRÍADE Aguiar é cuiabana e a gente vive num “vamos marcar de se ver” que nunca acontece. Quando eu perguntei o que ela mais gostava do trabalho dela, ela respondeu que “no meu trabalho como Ninja, Fora do Eixo e mulher preta eu gosto do fato de que posso compartilhar com mais pessoas o fato de que existem pessoas foda no mundo. Seja numa matéria, num encontro Fora do Eixo, numa reunião trazer pessoas pra perto uma da outra e deixar que elas falem por si só”. Como eu, ela também acha que o mundo deveria começar depois das 11h da manhã e tem a noite como melhor hora do dia para ser o que quiser ser.

Nós, mulheres negras

 

Conheci LEKITA quando ela era uma menina de 16 anos. Depois de amiga, se tornou minha cunhada. Ela estava passando pela transição capilar e eu a levei no salão para fazer sua primeira trança. Hoje aos 21 ela estuda na Escola de Belas Artes da UFRJ e é meu maior orgulho.

Nós, mulheres negras

 

LUANA Bartholomeu é filha de mãe brasileira e pai angolano, viveu parte da vida aqui e parte lá, as vezes ela até se perde de saber onde está e eu acho bonito o quanto ela tenta me explicar esses dois mundos, entendendo a potência dos dois países. Ela é moradora de São Gonçalo, quase vegetariana e muito corajosa.

Nós, mulheres negras

 

KARINA Vieira eu conheci pessoalmente a pouco, ela era do Coletivo Meninas Black Power, um coletivo educacional que “consiste em incentivar a consciência do valor do cabelo crespo natural e outras características naturalmente pretas, mas, sobretudo, do valor que cada pessoa preta com quem nos comunicamos deve possuir aos próprios olhos.” É aquela pra quem eu envio mensagem quando preciso me atualizar nas series, especialmente as que tem pretas e pretos como protagonistas. Seu TCC foi sobre a “invisibilidade seletiva da mulher negra na publicidade brasileira” e hoje ela faz pós em Gestão em Políticas Sociais. Ama comer batata de qualquer forma e sua melhor viagem foi para Salvador.

Nós, mulheres negras

 

VITÓRIA Lourenço é companheira de um dos meus melhores amigos. Eu nunca imaginei Renato casado, caseiro e pai de uma menina linda, mas olha lá eles sendo família de comercial de margarina... Vitória é bruxa, está (enfim!!!) terminando Ciências Sociais e hoje faz parte do mandato coletivo da vereadora Marielle Franco. Ela vive fazendo aqueles testes loucos de internet, no último a profissão que ela deveria seguir era a de cantora. Libriana.

Nós, mulheres negras

 

Conheci PRISCILA Barbosa em 2012, na Escola Popular de Comunicação Crítica do Observatório de Favelas, na Maré. Fui entender depois que a gente estava no mesmo momento de vida: descobrindo o que queria realmente fazer da vida. Eu decidi me aprofundar mais ainda no que já fazia, ela deixou tudo pra se dedicar a ajudar outras mulheres a se reconhecerem e reconstruírem sua identidade emocional, com o blog Autoestima Diva.

Nós, mulheres negras

 

JACKELINE Oliveira é minha prima e o que eu queria contar é que ela acabou de se casar! Aos 40 anos e mãe de três filhos ela resolveu realizar o sonho de passar de branco, véu e grinalda por um tapete vermelho, com seis casais de padrinhos, pajens e daminhas.

Nós, mulheres negras

 

Eu admirava a Juliana LUNA achando aquelas minas inacessíveis, de uma rede totalmente diferente. Ela morou cinco anos na “minha” cidade: Nova York e tem na Nigéria sua segunda casa. Ela é dessas minas que tem patrocínio e 31k de seguidores no Instagram.

Imagina meu coração quando passamos a trabalhar juntas na Revista Azminas? Com Luna tive uma das conversas mais importantes da vida sobre racismo, em pleno gramado do Boulervard Olímpico, no meio da Feira Preta, as margens do Porto por onde chegavam os escravizados no Rio de Janeiro.

Nós, mulheres negras

 

Somos nós.

É hora de RACIALIZAR o debate sobre o sistema prisional no Brasil

Quebrando o Tabu
há 9 meses88 visualizações

Por Ronilso Pacheco

É hora de RACIALIZAR o debate sobre o sistema prisional no Brasil
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Não que eu tivesse dúvidas antes, mas tomei coragem de escrever este texto para dialogar um pouco do quanto vejo com descrença e desânimo muito do que tem sido dito, analisado, escrito e debatido sobre a situação do sistema penitenciário no Brasil. E uma das razões pelas quais essas reflexões falham, ou estão fadadas ao fracasso ou andando em círculos, é a indiferença quanto à força do racismo neste sistema, ou a não racialização da questão nas conversas sobre possíveis soluções.

É um erro pensar uma coisa, fechando os olhos para a outra. Negro e crime, no Brasil especificamente, é uma construção absolutamente determinante. Não estou invalidando outras análises, estou dizendo é que nada da situação que temos hoje, é verdadeiramente compreendida, ignorando o rastro que nos trouxe até aqui. E este rastro é racial. O Código Criminal do Império, de 1830, é emblemático no seu art. 60 quanto ao lugar do sujeito negro, ao dizer que “se o réu for escravo, e incorrer em pena que não seja capital ou de galés, será CONDENADO DE AÇOITES, e, depois de os sofrer, será entregue a seu senhor, que se obrigará a TRAZÊ-LO COM UM FERRO PELO TEMPO E MANEIRA QUE O JUIZ DESIGNAR”. Daí em diante, o que temos é um agravamento sistemático das penas e formas de punição, sempre intencionando subjugar o corpo negro e garantir a “segurança” da sociedade liberal, branca.

Da mesma maneira, o que temos com a Lei do Ventre Livre, de 1871, é a legitimação do privilégio que o governo dá aos senhores escravizadores de se desfazerem do fardo de se responsabilizar pelos filhos das escravizadas. No texto do artigo, a dissimulação típica da elite brasileira se manifestava na afirmação de que “os filhos de mulher escrava [escravizada] que nascerem no Império desde a data desta lei serão considerados livres”. O que realmente acontecia era o aumento do contingente de crianças abandonadas, formação de uma geração de jovens que não conheceram os pais ou deles foram arrancados sem conhecer, o início da desventura da sorte e da sobrevivência no jogo da vida nas ruas, quando não o aumento da mortalidade infantil.

A isto vem se somar a Abolição da Escravatura, de 1888. Ao contrário do que querem sempre transformar num ato heroico e solidário da princesa Isabel, o que a Abolição fez foi consolidar a destruição de negros e negras na sociedade brasileira, na medida em que entrega de vez essa população à própria sorte. Não que negros e negras estivessem mais “seguros” na casa grande, mas o projeto racista de “libertação” dos escravizados foi a libertação do Império de um peso, uma vez que não havia qualquer política de acolhimento, cuidado, preparação, reparação e tratamento da dignidade dessas pessoas. Para o projeto em curso, eles eram os sujeitos perfeitos para personificar o mal, a ameaça, a violência, a justificativa para o aprimoramento dos aparatos de segurança e repressão.

Juntas, a abolição da escravatura, a Lei do Sexagenário e a do Ventre Livre são apenas algumas das principais fontes fornecedoras de “inimigos” para o Estado e para a sociedade, que justifica o endurecimento da lei para o corpo negro com o Código Penal de 1890 (não por acaso, apenas dois anos após a abolição), que criminalizava, por exemplo, a capoeira. Pensemos na criação das chamadas Colônias Correcionais, nossos “pré-presídios”, em 1894. E quem estaria lá? A Lei n° 947, de janeiro de 1902, diz que eram os “MENDIGOS VÁLIDOS, VAGABUNDOS E VADIOS, CAPOEIRAS E ÉBRIOS, JOGADORES E MENORES VICIOSOS ENCONTRADOS E JULGADOS”. Quantos homens brancos, mulheres brancas, da nossa novíssima sociedade republicana você é capaz de visualizar encaixados neste perfil neste momento? Falar destas Colônias Correcionais é importante também porque é daqui que surge, por exemplo, a mais conhecida delas, localizada na Ilha Grande, Rio de Janeiro.

É curioso que toda história sobre o famoso antigo presídio da Ilha Grande (mais especificamente o Instituto Penal Cândido Mendes), desativado em 1994, começa a ser contada a partir do surgimento da Falange Vermelha, a famosa junção entre presos políticos da ditadura militar e presos comuns (na sua esmagadora maioria, pretos). Como se sabe, a Falange Vermelha é a “mãe” do Comando Vermelho. Mas é preciso que se diga que, antes de que presos brancos, letrados, de classe média e carregados de ideologia política fossem levados para a famosa penitenciária, sua construção é para receber (punir, vigiar, controlar) homens negros.

O PRESÍDIO DA ILHA GRANDE É CONSTRUÍDO COMO FRUTO DA LÓGICA RACISTA, INSTITUIÇÃO TOTAL PARA DAR CONTA DO EXCEDENTE NEGRO LIVRE, “VIOLENTO” E “AMEAÇADOR”.

Portanto, antes da ditadura, em 1964 (e antes mesmo da Revolução Constitucionalista de 1932, que prendeu ali o jornalista Orígenes Lessa, e a ditadura de Vargas, que colocou ali o escritor Graciliano Ramos, em 1936), na Ilha Grande o grito que ecoava de dor e açoite era o corpo preto.

O fim da ditadura permitiu a anistia dos presos políticos, que, na medida do possível, retomaram a vida (com as inegáveis dificuldades que se deve imaginar, de quem experimentou a crueldade da tortura). Eram estudantes, intelectuais, artistas, políticos, músicos etc. Os presos comuns (que ali ficaram até a desativação definitiva da unidade), negros e pobres, “moradores antigos” dos porões do horror e do açoite no chamado “caldeirão do diabo”, o poder e a possibilidade de enriquecimento com a formação de um “comando”, gestando o chamado “crime organizado”, pareciam ser as únicas oportunidades e desejos. E, já ali dentro mesmo, esse status era o horizonte que valeria ser mantido a ferro e fogo, imposto pela violência e pelo medo. Ilha Grande também “formou” mais de duas gerações de policiais e agentes penitenciários forjados na doutrinação pela violência e a prática da tortura, herdeiras da “correção” do negro pelas chibatadas, o ferro quente e os cortes com facas pelo corpo.

Isto não foi um dilema naquele momento, no “princípio”, e continua não sendo um problema agora. Para além dos muros dos presídios, a população preta e pobre só conhece a repressão e a violência e a construção de narrativas a seu respeito. Tendo o Rio de Janeiro como exemplo, desde fins do século dezenove, início do vinte de Barata Ribeiro a Pereira Passos, até hoje, tudo o que se tem sistematicamente são remoções de famílias, corpos desalojados dos lugares considerados importantes e que deveriam ser higienizados. As favelas que foram se formando ao redor do Centro da cidade embranquecida e elitizada, e que tem o aparato policial ao seu lado, também acabou por sedimentar uma população cruelmente reprimida, empurrada para os recantos periféricos, intimidada, tolhida de todas as oportunidades de acesso a privilégios que foram criados sob a lógica de que ela não deveria desejar. E a política de governo sobre drogas ilícitas, que segue fundamentada na repressão, encarceramento e combate bélico, não faz nada além de manter a mesma fracassada linha de raciocínio da forma racista de funcionar que concentra a captura, controle e vigilância nestes mesmos lugares.

O que estou tentando dizer é que não vamos avançar sem essa autocrítica. Não há, sem este reconhecimento, outra solução a não ser a construção de mais presídios. Obviamente. Porque nossa política social segregadora racista continua gerando contingentes em massa de criminalizáveis. É nítido que apenas reconhecer hoje que o núcleo dessa barbárie em evidência é racial não resolve o problema amanhã. Sim. Mas dói ainda mais saber que quando tudo isso deixar de ser notícia, nós vamos continuar confiando nesta alternativa atual e, o que é pior, ignorando a trágica história que nos trouxe até aqui massacrando a população negra.

Aqui eu ilustro com a linda reflexão da americana Alice Walker, em um dos seus artigos mais brilhantes, À Procura do Jardim de nossas mães, de 1974, em que ela, se referindo às mulheres negras, diz:

“Como se pode manter viva a criatividade de uma mulher negra, se ano após ano, século após século, quando durante a maior parte dos anos, que os negros vivem na América, era um crime punível para uma pessoa negra ler e escrever?”.

Como esperamos que se possa levar a sério as reflexões, artigos, análises, reportagens, notas oficiais, entrevista coletiva do governo e as propostas de soluções, sobre e para a chamada “crise” do sistema prisional brasileiro, se estamos recusando insistentemente reconhecer que o arcabouço dessa máquina de matar (além de gerar poder, privilégio e, é claro, lucro) é a negação da dimensão racial de tudo isso?

Vamos continuar pagando o preço da falta de uma política racial séria, com reparações e real dimensão das questões social, territorial, educacional, econômica e psicológicas do estrago causado pelos séculos de escravidão, política colonial e desigualdade na formação do Brasil. No sistema penitenciário brasileiro estão corpos negros. São negros que estão morrendo e matando, são negros que tem as cabeças decapitadas por outras mãos negras. Todas as vezes que virmos alguns corpos brancos na barbárie desumana do caos penitenciário, lembremos que estamos vendo corpos brancos em uma instituição criada para corpos negros. E é por isso que o argumento de que lá “também” há brancos (e, assim, a questão racial estaria equivocada) não é apenas frágil, é um desserviço. As raízes de nossa violenta mazela são evidentes. Mas somos racistas o bastante para pensar em qualquer explicação ou ponto de partida para soluções.

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quebrandootabu
Por um mundo mais inteligente e menos careta.