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Que bonita sua roupa. Que roupinha mutcho loca.

Quebrando o Tabu
há 7 meses345 visualizações

Por Fábio Chap

"Nela é tudo é tudo escravizado. Não rende nem um centavo. Mas agrada quem lucrar."

Que bonita sua roupa. Que roupinha mutcho loca.
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E acaba aí, no título, a possibilidade de qualquer paródia pra se falar sobre o seguinte assunto: trabalho escravo no Brasil e no mundo.

É inconcebível que em pleno século 21 as democracias ainda deem de cara com trabalho escravo, mas acontece e acontece em números alarmantes. Falaremos mais sobre os dados daqui a pouco.

Pra começar esse artigo é importante que fique clara a definição de trabalho escravo no Brasil. A lei brasileira determina que as seguintes condições, combinadas ou não, podem caracterizar trabalho escravo:

- Condições degradantes;

- Jornada Exaustiva;

- Trabalho forçado;

- Servidão por dívida.

Não raro, vemos no país que aboliu a escravidão em 1888, ou seja, no Brasil, trabalhadores operando algemados à máquinas-de-costura, chantageados com dívidas imensas e ameaças diversas

De 1995 a 2015, 49.816 pessoas foram libertadas da escravidão no Brasil. Fonte: http://reporterbrasil.org.br/dados/trabalhoescravo/

O país com o pior índice de escravidão no mundo é a Mauritânia. Estima-se que 4% da população do país esteja em condições de escravidão. Em números absolutos a Índia impressiona: são 14 milhões de pessoas em condição de escravidão. O segundo lugar, China, acumula 3 milhões de pessoas nessa situação. O Brasil estima ter 155 mil pessoas ainda trabalhando em regimes análogos à escravidão. Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%8Dndice_Global_de_Escravid%C3%A3o

Dito isso, o assunto em pauta é a roupa que eu, você e todos nós usamos. Será que temos comprado nossos 'panos' em lojas envolvidas até o pescoço em trabalho escravo?

Bom, a resposta pode ser que sim.

Que bonita sua roupa. Que roupinha mutcho loca.
Que bonita sua roupa. Que roupinha mutcho loca.
Que bonita sua roupa. Que roupinha mutcho loca.

 

De acordo com o app 'Moda Livre', que avalia o quanto as marcas se comprometem em combater o trabalho escravo, marcas como Animale, Barred's, Besni, Brooksfield, Colombo, Colcci, Centauro, Demillus, Forum, Forever 21, Levi's, Lilica & Tigor, M. Officer, Puma, Tng e Triton não têm nenhum comprometimento no combate ao trabalho escravo. As argumentações para o descomprometimento são as mais diversas, o resultado final é o mesmo: precarização das condições de trabalho; em consequência, não raro é o caso de flagrante de trabalho escravo em oficinas ligadas às marcas citadas.

Confira nesse link 20 empresas já flagradas fazendo uso de trabalho escravo na indústria têxtil: http://bemblogado.com.br/site/20-marcas-da-industria-textil-que-foram-flagradas-fazendo-uso-de-trabalho-escravo/

Já marcas como Adidas, C&A, Carinhoso, Dudalina, Malwee, Nike, Reebok são reconhecidas pelo profundo comprometimento com o combate ao trabalho escravo. Através de monitoramento de suas oficinas e comunicação transparente de suas políticas.

Há 4 pontos que são cruciais para quem quer fazer alguma coisa pra mudar esse cenário. Faça a você mesmo as seguintes perguntas:

1 - A marca da qual eu compro minhas roupas tem políticas claras quanto a combater o trabalho escravo na cadeia de fornecimento?

2 - A marca da qual eu compro minhas roupas tem ações de monitoramento para fiscalizar os fornecedores de roupas?

3 - A marca da qual eu compro minhas roupas comunica os clientes o que tem sido feito para monitorar fornecedores e combater o trabalho escravo?

4 - A marca da qual eu compro roupas tem histórico de envolvimento em casos de trabalho escravo?

Fazermos a nossa parte é menos difícil do que parece. Quem está acorrentado nos porões em pleno século 21 agradece.

Os perigos do pó

Quebrando o Tabu
há 8 meses379 visualizações

Texto por Fran Ruiz

 

Os perigos do pó
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A primeira dose vem com o famoso cafezinho pela manhã, seja em casa, na padaria ou no bar perto do trabalho, de preferência bem adoçado. E se você não for adepto do café, um bom copo de leite com achocolatado também garante sua primeira dose de açúcar. Depois vem a bala para não deixar a boca seca. O pedacinho de chocolate para adoçar a boca. A sobremesa depois do almoço. A casquinha de sorvete no meio da tarde. O pudim de chocolate comprado no mercado antes de dormir e por assim em diante.

A cana de açúcar foi uma das primeiras culturas agrícolas do Brasil e permanece sendo uma das principais até os dias de hoje. A cana de açúcar é responsável por duas paixões nacionais: a cachaça e o açúcar.

O açúcar está presente em praticamente tudo que consumimos. Desde os doces, como chocolates, biscoitos, doces em geral, além de produtos como catchup, pão, molho de tomate, refrigerante, sucos em caixinha. Uma das coisas mais difíceis nos dias de hoje é viver sem o açúcar. Já tentou fazer a dieta com restrição de carboidrato? Eu já e não é fácil.

E isso não é por acaso. O açúcar é viciante. Acha que não?

O vício acontece quando você ingere alguma substância com certa frequência fazendo com que a química do seu cérebro se modifique atingindo a região responsável pela sensação de prazer, assim, quando você fica sem essa substância o corpo passa a sentir falta e reage das maneiras mais diversas. Os fumantes que o digam quando estão sem cigarro há algumas horas e dão aquela tragada profunda. É imediata a sensação de prazer e relaxamento.

Com o açúcar acontece o mesmo e se chama dependência glicêmica. Quando se consome açúcar, ele libera dopamina, que é o hormônio responsável pelo prazer, que é a mesma zona que é ativada quando se bebe álcool ou se consome cocaína.

O vício pode vir em forma de compulsão, de fissura, de obsessão e mesmo como resposta comportamental. É difícil definir o vício quando se fala em alimentação pois o ato de comer é um ato social e, como não é algo ilícito, é difícil ser identificado.

Quando o açúcar vem do metabolismo de alimentos que se ingere, como carboidratos, este açúcar ativa a serotonina, que é responsável pelo humor. A banana também libera serotonina.

É por isso que mulheres em TPM consomem mais doces, pois o nível de dopamina cai e o corpo precisa repor de alguma maneira, no caso, ingerindo açúcar.

O vício começa lá na infância quando a criança é desmamada e a família insere o leite industrializado na alimentação da criança e acrescenta uma colher de açúcar ou achocolatado. Depois segue conforme a criança passa a ingerir alimentos sólidos, com bolachas, macarrão, pão, chocolate e assim por diante.

O consumo de produtos que contém açúcar em sua composição só aumenta e se diversifica conforme a criança cresce. Ela aprendeu que só é possível comer alimentos adocicados e é este um dos motivos de ser tão difícil fazer com que a criança acrescente frutas e sucos naturais em sua alimentação. A fruta não é tão doce quanto o doce e o suco de caixinha tem sabor mais acentuado e é mais doce.

Não há problema algum em ingerir açúcar, o problema está na quantidade ingerida. Numa rápida pesquisa na internet é fácil encontrar que no Brasil se consome mais ou menos 35 kg de açúcar por habitante ao ano, Cerca de 50% a mais de açúcar que a média mundial, que é de 23,5 kg por habitante por ano.

Eu sei que o Brasil tem doces irresistíveis. Como deixar de comer um quindim? Uma paçoca? Uma rapadura? Uma cocada? Impossível. Mas como qualquer outra droga viciante, o segredo está na quantidade.

Quanto mais se consome açúcar, mais o seu cérebro se esquece de como produzir sozinho as substâncias responsáveis por te deixar feliz e alegre, assim, quando o açúcar acaba de ser metabolizado você volta a ter aquela vontade de ingerir açúcar. Como acontece com quem consome cocaína, por exemplo, que tão logo o corpo assimila a droga e o estado de euforia passa, a pessoa sente vontade de tudo aquilo novamente, pois o corpo perde a capacidade de produzir os hormônios responsáveis por aquela sensação.

Mas não é só isso que o excesso de açúcar causa do corpo. Além da já conhecida cárie, ainda temos o possível desenvolvimento de diabetes, pois com o consumo exagerado de açúcar o corpo não consegue controlar a insulina. Então das duas, uma, ou falta insulina para processar o açúcar ou sobra insulina e o corpo não sabe o que fazer com essa sobra.

O consumo exagerado de açúcar também pode causar a obesidade, já que o açúcar, quando metabolizado no corpo, se torna combustível para a queima calórica e seu excedente se torna gordura acumulada, o que pode vir a ser um problema se você não estiver em dia com seu exame de colesterol e tiver algum problema cardiovascular.

Não é preciso viver em um mundo amargo ou azedo, basta não exagerar no consumo de açúcar. Procurar outras formas de adoçar os alimentos, como usar açúcar mascavo ou o demerara e mesmo o açúcar de coco, que não usam produtos químicos agressivos para serem processados e possuem valor nutritivo, diferente do açúcar branco que apenas possui valor calórico e não possui valor nutritivo.

Também pode se usar o mel como forma de adoçar o leite. Uma receita de bolo, um suco natural, pois o mel é um açúcar bom. Pode se substituir o achocolatado - que em geral possui 80 a 90% de sua composição de açúcar - por cacau em pó e mel, além de se usar adoçante a base de stevia, que é feito da própria planta de stevia e não com produtos químicos. Assim você acaba por usar menos açúcar no seu dia-a-dia e não vicia seu organismo.

Se o médico não lhe prescreveu o contrário: consuma o que quiser, mas saiba dosar.

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