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A origem do "pixo" é brasileira?

NerdPai
há 8 meses3 visualizações

Esta eu esses dias conversando com amigos sobre o pixo e o que a Prefeitura de São Paulo estava fazendo contra esse movimento.

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A discussão foi sadia e conversamos muito sobre grafite e pixo. Em um certo momento, alguém disse que brasileiro gosta de chupinhar ideias dos gringos. Que amamos o way of life deles e até nisso gostamos de copiar.

Nessa uma amigo começou a rir. E não parava de rir. Sério, ele estava rindo muito. Ao questionarmos porque ele estava achando engraçado, ele com calmo olhou para nós e disse:

"Vão pesquisar sobre o CÃO FILA K26 e depois conversamos"

Como disse um falecido tio meu, hoje em dia as discussões acabam rápido. Se alguém afirma algo como verdade absoluta, todos já sacam o seus celulares para realizarem uma pesquisa sobre aquele assunto, que acaba morrendo em segundos ao invés de durar horas.

Eu fiz isso e pesquisei o CÃO FILA K26. E qual foi a minha supresa que o pixo  foi criação de um brasileiro na década de 60, bem antes de sua popularização com o movimento Hip Hop?

A origem do "pixo" é brasileira?

Antenor de Lara Campos Filho tinha uma criação de cães da raça fila. Para divulgar seu negócio, ele saia pixando CÃO FILA K26 pelas estradas e ruas de São Paulo. O K26  referia-se ao km da estrada do Alvarenga onde morava e estava seu canil.

O CÃO FILA K26 era visto em todo o Brasil. Os militares chegaram a acreditar que essa inscrição era uma mensagem política. Negou tudo em uma rádio e disse ainda que apoiava a ditadura.

Contraditório, não?

Só para você ter uma ideia, Antenor de Lara Campos Filho chegou a ganhar prêmios internacionais de propaganda por causa do CÃO FILA K26. E aí, o pixo ganhou o mundo...

O pixo é produto nacional. Não considero como uma arte, mas tem certo valor histórico. Acredito que o grafite é algo que deva crescer em nossas cidades como, aí sim, uma arte ao céu aberto. 

Antenor de Lara Campos Filho faleceu em 2012. Seria interessante saber o que ele pensa da São Paulo cinzenta de hoje. Até porque, não podemos negar que a história do pixo é fascinante, não?

Vamos falar de comida?

NerdPai
há 9 meses3 visualizações

Sou um entusiasta da cozinha. Cozinho desde quando era uma criança e sempre estou estudando, fazendo experiências e até que mando muito bem (ignore a falta de modéstia).

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Sempre falo um pouco das minhas aventuras gastronômicas na rede do Tio Zuck. Porém como ali o algoritmo do mal acaba não entregando o meu (na verdade, o nosso) conteúdo para todos amigos ou fãs, resolvi começar a escrever aqui alguns artigos e receitas.

Para abrir esse espaço, vou falar sobre o hambúrguer.

Vamos falar de comida?

 O que mais vejo são hamburguerias sendo abertas por tudo que é cidade. O termo gourmet - que odeio - e um dos acompanhemos que servem nesses lugares.

O lado bom disso é que as pessoas estão reaprendendo a comer. Por causa das redes de fast food e dos alimentos ultraprocessados, perdemos a capacidade de identificar sabores.

Conheço uma cozinheira (não usarei chef pois acho um pouco brega) que assumiu a cozinha de um grande hotel fazenda no interior de São Paulo. Ao ver que usavam hambúrgueres congelados de uma certa industria alimentícia, ela quase chorou. No 1º mês começaram a fazer seus próprios hambúrgueres.

Já na 1º semana com os novos hambúrgueres, um casal que estava lá hospedado pediu para chamar a cozinheira responsável, pois ele afirmava que o hambúrguer estava estragado. Ela estranhou, pois os tinham preparados naquele dia mesmo.

Ao chegar na mesa, ela pediu autorização para experimentar o hambúrguer. Na 2ª mordida, ela percebeu o que estava ocorrendo. O casal já desconhecia o sabor da carne. Acostumados com hambúrgueres pasteurizados e ao comerem um hambúrguer real desconheciam o sabor dele.

As pessoas estão viciadas em sal, glutamato monossódico e aditivos químicos. As pessoas estão desaprendendo a comer. Querem apostar? Conheço muitas pessoas que pedem para moer um acém com alcatra - eu acho uma bela mistura para hambúrguer - e ao preparem em casa colocam aquelas misturas de sopa de cebola.

Ou seja, eles pegaram algo natural e o transformara em um bolo de carne com ingredientes ultraprocessados e que acaba ficando ressecado. Sal e pimenta são o suficiente para temperar qualquer alimento. Algumas ervas são bem-vindas, mas sempre com moderação.

Querem fazer um hambúrguer deliciosos? O truque é fazer dois tipos de hambúrgueres, um para quem gosta de bem passado e outro mal passado. Confira como eu faço:

Hambúrguer Bem Passado

  • 40% de alcatra (manter a gordura);
  • 60% de acém;

Assim o hambúrguer não fica ressecado, pois a gordura ajuda a umidificar.

Hambúrguer Bem Passado

  • 20% de alcatra (manter a gordura);
  • 80% de acém;

Como o hambúrguer vai perder menos líquidos, é necessário usar menos gordura.

E podemos também substituir as carnes gordas por bacon ou até mesmo linguiça calabresa. O tempero? Sal e pimenta na hora que for grelhar. A razão é que se colocar antes, o sal irá desidratar a carne e ficará ressecada. Ervas? Coloque um ramo de alecrim ou de manjerona na hora de grelhar.

Bem, prometo que sempre estarei não só passando algumas receitas, como também conversarei sobre assuntos gerais da culinária.

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