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Homossexualismo ou homossexualidade?

NerdPai
há 7 meses32 visualizações

Em meu blog sempre toco no assunto da homossexualidade. É importante que os pais hoje possam educar seus filhos para que eles entendam que toda forma de amor é válida.

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Quando fiz o meu primeiro post abordado esse assunto, usei a palavra homossexualismo. Logo uma pessoa me corrigiu e disse que não devemos usar esse termo, pois o ismo é um sufixo que se remete à uma doença.

Em 1886, o sexólogo Richard von Krafft-Ebing propôs que a homossexualidade era causada por uma inversão congênita que ocorria durante o nascimento ou era adquirida pelo indivíduo. Ou seja, a homossexualidade era tratada como uma doença mental.

Em 1990 a OMS - Organização Mundial de Saúde - excluiu a homossexualidade de sua lista de distúrbios mentais e essa seria a razão para não usarmos a palavra homossexualismo.

Homossexualismo ou homossexualidade?

Por mais que seja uma questão semântica, (o sufixo ismo também pode ser remeter a doutrina, escola, teoria ou princípio artístico, filosófico, político ou religioso; ato, prática ou resultado; peculiaridade; ação, conduta, hábito, ou qualidade característica), compreendi que o uso do homossexualismo vai além disso.

Homossexuais sofrem com preconceito e com a  homofobia. São pessoas que tem medo, pois infelizmente a nossa sociedade acredita que seus atos são sujos e indignos. Ao usarmos o homossexualismo, estamos tocando fundo em suas feridas. Estamos considerando a forma de amar deles como uma doença que deve ser curada.

Sim, você não vê assim e eu também não. Porém não sou homossexual e não tenho os problemas que eles enfrentam todos os dias.  Então me resta respeitar e me policiar para apagar de vez a palavra homossexualismo do meu vocabulário.

A origem do "pixo" é brasileira?

NerdPai
há 8 meses3 visualizações

Esta eu esses dias conversando com amigos sobre o pixo e o que a Prefeitura de São Paulo estava fazendo contra esse movimento.

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A discussão foi sadia e conversamos muito sobre grafite e pixo. Em um certo momento, alguém disse que brasileiro gosta de chupinhar ideias dos gringos. Que amamos o way of life deles e até nisso gostamos de copiar.

Nessa uma amigo começou a rir. E não parava de rir. Sério, ele estava rindo muito. Ao questionarmos porque ele estava achando engraçado, ele com calmo olhou para nós e disse:

"Vão pesquisar sobre o CÃO FILA K26 e depois conversamos"

Como disse um falecido tio meu, hoje em dia as discussões acabam rápido. Se alguém afirma algo como verdade absoluta, todos já sacam o seus celulares para realizarem uma pesquisa sobre aquele assunto, que acaba morrendo em segundos ao invés de durar horas.

Eu fiz isso e pesquisei o CÃO FILA K26. E qual foi a minha supresa que o pixo  foi criação de um brasileiro na década de 60, bem antes de sua popularização com o movimento Hip Hop?

A origem do "pixo" é brasileira?

Antenor de Lara Campos Filho tinha uma criação de cães da raça fila. Para divulgar seu negócio, ele saia pixando CÃO FILA K26 pelas estradas e ruas de São Paulo. O K26  referia-se ao km da estrada do Alvarenga onde morava e estava seu canil.

O CÃO FILA K26 era visto em todo o Brasil. Os militares chegaram a acreditar que essa inscrição era uma mensagem política. Negou tudo em uma rádio e disse ainda que apoiava a ditadura.

Contraditório, não?

Só para você ter uma ideia, Antenor de Lara Campos Filho chegou a ganhar prêmios internacionais de propaganda por causa do CÃO FILA K26. E aí, o pixo ganhou o mundo...

O pixo é produto nacional. Não considero como uma arte, mas tem certo valor histórico. Acredito que o grafite é algo que deva crescer em nossas cidades como, aí sim, uma arte ao céu aberto. 

Antenor de Lara Campos Filho faleceu em 2012. Seria interessante saber o que ele pensa da São Paulo cinzenta de hoje. Até porque, não podemos negar que a história do pixo é fascinante, não?

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