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Nem pneumotórax nem tango argentino

Ricardo Rangel
há 10 meses27 visualizações

As pessoas de esquerda se dividem em duas grandes categorias.

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1. Os “de raiz” são os que se politizaram cedo, formaram suas convicções ainda na adolescência, e tornaram-se (como tornamo-nos todos) de esquerda. Passaram-se 30 anos, o Muro de Berlim caiu, a URSS acabou, a China virou capitalista, mas eles mantêm as mesmas convicções e acham que o mundo continua a ser exatamente como era naquela época. A maioria diz que não é petista, mas defende, ainda que de maneira enviesada, Lula e o PT.

2. Os “neosolidários” são os que passaram a vida sendo apolíticos (ou “alienados” como dizíamos na época): nunca participaram de uma única discussão de bar sobre quem era o melhor ou o pior candidato numa eleição qualquer. Não se emocionaram na campanha das Diretas Já, nem na agonia de Tancredo, nem no impeachment de Collor. Até que ali pelos 40 anos de idade, descobriram, perplexos, que o mundo é um lugar injusto. E chegaram à conclusão de que o remédio para isso é o socialismo. A maioria diz que não é petista, mas defende, ainda que de maneira enviesada, Lula e o PT.

Para uns e para outros, não há pneumotórax nem tango argentino que dê jeito.

Nem pneumotórax nem tango argentino
Nem pneumotórax nem tango argentino

A profecia autorrealizável

Ontem, o governo perdeu uma votação importantíssima, que não deveria ter perdido. Ao mesmo tempo, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB/PB) já está falando em eleições.

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A profecia autorrealizável (“self-fulfilling prophecy”) ocorre quando o simples fato de as pessoas acreditarem nela faz com que ela se realize. O melhor exemplo é o mercado financeiro: se as pessoas acreditam que o dólar vai subir, elas compram, e é exatamente isso que faz o dólar subir.

Se um número suficiente de pessoas acreditar que Temer vai cair, o Congresso o abandonará e ele cairá. Estamos nos aproximando do ponto crítico em que a profecia de sua queda se tornará autorrealizável.

Não que isso seja bom para o país. Não é.

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