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O papel da esquerda

Ricardo Rangel
há 10 meses31 visualizações

Quando o conceito político de esquerda surgiu, na Revolução Francesa, ele representava uma meta, a da justiça, numa sociedade absurdamente injusta. A partir de Marx, o termo “esquerda” se ampliou e passou a representar não apenas a meta, mas também o método — a hegemonia do Estado em todos os setores, em particular a Economia — para alcançá-la. Justiça e Estado hegemônico passaram a ser sinônimos.

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Foram necessários mais de cem anos para ficar claro que Justiça e Estado hegemônico não andam juntos. O projeto socialista deu errado em 100% dos casos, enquanto que as democracias representativas ocidentais “burguesas” alcançaram elevados patamares de justiça. Não só é possível ter justiça sem Estado hegemônico como ficou claro que Estado demais traz injustiça e inviabilidade econômica.

Uma esquerda moderna, então, deveria abandonar o método, e concentrar suas forças na meta, a justiça. Mas, no Brasil, a “esquerda” que subsiste continua supondo que Justiça e Estado são a mesma coisa, e acredita que quem discorda dessa visão é de “direita” e deseja deliberadamente a injustiça. Crê que todo empresário é bandido e todo rico é canalha, e que a iniciativa privada, num mundo ideal, não deveria existir. Trata-se de uma visão simplista, arcaica, prepotente e insultuosa, que empobrece a discussão.

Ainda há uma “esquerda” que pretende resolver injustiças criando privilégios específicos. Parece crer que a economia e a aritmética são construções da direita para prejudicar o povo. Prefere o plano do simbólico ao do real. Achou válido se aliar às forças mais reacionárias do país em troca de se perenizar no poder. Tem um ranço rousseauniano e infantil, acha que o “normal” é que o mundo seja perfeito e todos sejamos felizes —, e, se não é assim, é porque existe uma causa externa, algum "culpado" (a burguesia, os bancos, o imperialismo ianque). Uma vitimização que impede que compreendamos nossos próprios defeitos e insuficiências, o que é fatal para o projeto de se construir um pais.

Isso não significa que a esquerda não deva existir, pelo contrário. Precisamos de uma esquerda que crie mecanismos para impedir que o egoísmo e a ambição da iniciativa privada escapem ao controle e deixem de ser benéficos e se tornem nocivos. Deve combater privilégios. Deve apoiar as reformas. Deve combater a corrupção. Deve entender que Estado demais não ajuda os pobres, pelo contrário, e que a responsabilidade fiscal é benéfica para todos, principalmente para os pobres. Deve entender que a maneira mais eficaz de combater a brutal injustiça que nos assola é a criação de oportunidades iguais para todos, e que isso se obtém com educação e saneamento básico (criança doente não aprende), não com belas palavras e monopólio estatal do petróleo.

17:33, Dezembro 15º

Ricardo Rangel
há 10 meses16 visualizações

Lula disse que a Lava-Jato atrapalha a economia.

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Temer diz que os vazamentos parciais atrapalham a economia.

Lula foi denunciado de novo e indiciado de novo.

Renan foi denunciado de novo.

Sérgio Cabral disse não sabia o valor do anel.

Jacques Wagner diz que nunca usou o relógio.

Lula disse que os procuradores fazem política e praticam abuso de autoridade.

Renan diz que os procuradores fazem política e praticam abuso de autoridade.

O PT disse que era vítima de uma perseguição.

O PMDB diz que é vítima de uma perseguição.

Segue o barco.

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