Política etc.
1BB34097-F786-44E7-9A1A-E8A05C0914DB
Burger
Política etc.
1BB34097-F786-44E7-9A1A-E8A05C0914DB
Burger
Política etc.
ic-spinner
Hikayeni paylaş
Sevdiğin hikayeleri ve yazarları bul ve takip et. İlham al, sen de kendi hikayelerini yaz. Hikayelerine arkadaşlarını davet et. Paylaş ve tüm dünyaya sesini duyur.

Universidade gratuita para quem?

Já tive o seguinte diálogo várias vezes:

Sevdiğin konularda arkadaşlarınla işbirliği yap
Bu konuda yazmak ister misin? ▸

“Você é contra cobrar mensalidade na universidade pública, né?”

“Claro.”

“Por quê?”

“Universidade gratuita é uma conquista do trabalhador brasileiro!”

“Mas os universitários são basicamente os filhos da classe média e dos ricos. Universidade pública gratuita é transferência de renda de pobre para rico.”

“Universidade gratuita é direito do cidadão brasileiro!”

“Mas mesmo os muitos ricos?”

“É igual.”

“Mas e se o cara quiser pagar?”

“Não interessa. Universidade gratuita é direito do cidadão brasileiro.”

“Mas mesmo que o cara seja banqueiro, multimilionário e queira pagar?”

“Universidade gratuita é direito do cidadão brasileiro!”

Este diálogo, curiosamente, nunca tive:

“Você é contra a universidade pública paga, né?”

“Claro.”

“Por quê?”

“Porque se quem puder pagar tiver que pagar, eu vou ter que pagar.”

Dos papéis da direita e da esquerda (ou Mercado X Estado)

Falei da importância de uma esquerda inteligente e sensata para o funcionamento da democracia, e mencionando, en passant, que só o Estado distribui renda. Alguns discordaram, afirmando que o que distribui renda é o próprio mercado e que o Estado é inútil, ou quase inútil. Dada a lamentável gestão da coisa pública feita pelo PT nos últimos 13 anos, essa visão não chega a surpreender, mas está equivocada.

Sevdiğin konularda arkadaşlarınla işbirliği yap
Bu konuda yazmak ister misin? ▸

No mercado absolutamente livre, as empresas menos eficientes desaparecerão ou serão absorvidas pelas mais eficientes, num processo de consolidação que gerará empresas cada vez maiores e em número cada vez menor, até criar um monopólio ou um oligopólio cartelizado. O monopólio (ou o oligopólio cartelizado, que dá na mesma) usará seu um enorme poder para inviabilizar a concorrência, reduzir salários e manipular demandas e preços de forma a maximizar lucros. É o que antigamente se denominava capitalismo selvagem. Não estou fazendo juízo de valor e não se trata de uma questão moral: é assim que a coisa acontece. Así es. Não mate o mensageiro.

Não se convenceu? Continua levando fé na capacidade do mercado de socializar (epa, que verbo fui escolher) a riqueza? Então considere qualquer empresa bem sucedida: depois de dez anos sem nenhuma interferência do Estado, você acredita que a diferença de renda entre os proprietários da empresa e seus empregados terá crescido ou diminuído?

O esforço civilizatório não cabe à economia, que é amoral, mas à sociedade, que se pretende moral e que se organiza politicamente no Estado. Cabe ao Estado a criação de leis, regras e normas que impeçam ou moderem o fenômeno descrito no parágrafo anterior, e garantam que haja paz e justiça social. Parte desse esforço é criar condições igualitárias de competição: saneamento, saúde e educação para todos; leis de defesa da concorrência; agências de regulação e fiscalização independentes. Mesmo assim, se houver um mínimo de liberdade, não haverá igualdade, pois os seres humanos não são iguais: dependendo do grau de desigualdade, serão necessárias políticas de distribuição de renda (no Brasil de hoje, em que a desigualdade é brutal, elas com certeza o são).

A esquerda, que não confia nas grandes empresas, tentará criar regras e normas em excesso; a direita, que não confia no Estado, tentará se livrar ao máximo de regras e normas. Ambas têm razão: nenhum organismo suficientemente grande ou poderoso, seja privado ou público, merece confiança: seja quem for, mais cedo ou mais tarde avançará sobre os direitos dos indivíduos. O desafio é encontrar o ponto ótimo entre o mercado, de um lado, produzindo, e o Estado, do outro, fazendo somente o que lhe é próprio e impedindo abusos. E é por isso que é importante termos as duas forças, direita e esquerda, em equilíbrio. Será melhor se tanto direita como esquerda forem inteligentes e sensatas, a primeira sabendo que justiça social é importante para a sobrevivência de todos, a segunda sabendo que só o mercado cria riqueza.

Outro comentário mais ou menos frequente que li é que a esquerda é invariavelmente estúpida, que essa esquerda de que falei — inteligente, sensata, honesta — nunca vai existir no Brasil. Bem, considerando-se a performance passada e presente da esquerda brasileira, fica mesmo difícil de acreditar (mas o track record da direita não é muito melhor).

Hikayeyi okudun
tarafından yazıldı