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Star Wars 3,5: Rogue One

Ricardo Rangel
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Ricardo Rangel

ATENÇÃO: STAR WARS SPOILER

Ainda não foi desta vez que Star Wars produziu um filme realmente bom: “Rogue One” é fraco que dói. Depois de uma hora e meia sem acontecer nada, dá uma animada quando os X-wings começam a girar, mas depois segue mais ou menos até o fim.

Não tem ritmo, não tem arco dramático, não tem personagem que interesse — com exceção dos poucos segundos em que aparece R2D2, um dos quatro personagens interessantes da série inteira (os outros são Han Solo, Yoda e Rey), infelizmente acompanhado do insuportável C3PO. Personagens demais, como de costume, por sinal.

Há inúmeros momentos constrangedores, mas o ápice é provavelmente quando um Corvette empurra um destroyer até que ele colida com outro, e ambos caiam, destruindo o escudo. Ridículo.

Não tenho palavras para descrever os rebeldes irem lutar na praia vestidos de soldados da segunda guerra, enquanto que os stormtroopers usam armadura cor de areia. Aliás, pergunta que há 40 anos não cala, para que servem as armaduras dos stormtroopers?

A melhor coisa do filme é o sósia de Peter Cushing, virtualmente idêntico, enquanto Leia é bastante passável. Eu poderia apostar que a voz de Lord Vader não é de James Earl Jones... mas os créditos dizem que é.

O episódio 7 continua sendo o melhor até agora.