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Star Wars VII: O Despertar da Força

Ricardo Rangel
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Ricardo Rangel

ATENÇÃO: STAR WARS SPOILER

Sem sombra de dúvida, “Star Wars VII: O Despertar da Força”, é o melhor Star Wars até agora (não que isso seja um grande elogio, dado o track record).

Tirando as tranças de Leia, que saíram dos lados da cabeça e foram para trás, é virtualmente idêntico ao primeiro, digo, quarto episódio — personagem por personagem, locação por locação, situação por situação.

Apesar de chupado do Episódio IV, o roteiro é melhor, e eu ia dizer que um roteirista como Lawrence Kasdan (“Caçadores da Arca Perdida”, “Corpos Ardentes”) faz diferença, mas ele também escreveu “O Império Contra-Ataca”, de modo que é melhor deixar isso para lá.

Como não poderia deixar de ser, continua um queijo suíço no que se refere a consistência. Então o Darth Vader/2 pressente a chegada de seu pai, Han Solo, ao planeta mas não pressente que a prima fugiu da sala ao lado? E, na luta de sabre de laser, toma um calor do negão leigo e um couro da prima novata? Aliás, a filha de Luke demorou apenas meia hora para aprender o que ao pai tomou três filmes inteiros, incluindo um treinamento com Yoda?! Haja suspension of disbelief.

Que encanto é Daisy Ridley, vale a trilogia inteira. Dá pena da Carrie Fisher jovem, coitada, apesar de eu a ter achado uma belezinha quando, aos 13 anos, a vi no Cine Veneza.

Mas... e esses Skywalkers, hein? Ô familiazinha pra abandonar filho, sô!!