Roberto Lameirinhas's story
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Acaba logo, 2013!

Por Roberto Lameirinhas

Em termos lógicos, os 365 - às vezes, 366 - dias que compreendem o período de um ano não trazem consigo nenhuma carga especial que os transformem em algo melhor ou pior do que o período equivalente anterior ou o posterior. E a percepção de que um ano custa mais ou custa menos a passar deriva, dizem os amigos psicólogos, do conjunto de atividades menor ou maior de cada indivíduo neste período específico. Há quem considere, mesmo assim, que 2016 foi um ano diferente.

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Acaba logo, 2013!

Desde que comecei a trabalhar com jornalismo, algum tempo atrás, incorporei uma regra genérica de planejamento segundo a qual os anos pares são mais dispendiosos em termos de recursos de uma redação, uma vez que normalmente são marcados por eleições nacionais, eleições nos EUA e. alternadamente, os dois principais eventos esportivos planetários pela ótica do brasileiro: Copa do Mundo e Olimpíada.

Anos ímpares, portanto, tenderiam a ser mais tranquilos.

Mas o enfado com 2016 talvez tenha origem - e essa é uma tese minha, sem nenhum fundo científico e com base no “chute” da observação pessoal - num ano sem igual, que insiste em não acabar. Quem não se lembra das famigeradas “jornadas de junho” de 2013. Lembram? Não era pelos 20 centavos…

Aí está o “xis” da questão. O “movimento horizontal-não tem partido-não vai ter Copa” dos “apartidários” cansei-vemprarua-MBL puxou o cabresto do País para a direita. 2013 não acabou. Foi a virada na expectativa geral. O gigante acordou e ninguém conseguiu fazê-lo adormecer de novo.

E, na esteira do ano ímpar, arrastaram-se dois períodos eleitorais, uma crise econômica que se aprofundou a cada mês, a deterioração institucional que resultou num questionável processo de impeachment, uma investigação que envolve as maiores empresas nacionais e se converteu num espetáculo de mídia. E teve Copa, com 7 a 1. E teve Olimpíada. E teve muito mais coisas, incluindo renúncia de papa, enterro de anão, cura gay… Faltaram a publicação da autópsia do alienígena de Roswell e a revelação dos detalhes da conspiração que matou Kennedy.

Sob a sombra de 2013, nasceu 2016. Todos os anos, qualquer um deles, são marcados por catástrofes naturais, fenômenos cósmicos, conflitos sangrentos, disputas políticas de alcance mundial, tragédias aéreas e, obviamente, morte de celebridades.

Ok, vá lá que 2016 passou um pouco do ponto - pode ser que seja lá quem cuide dessas coisas de destino tenha exagerado um pouco na saída da curva com a votação do Brexit e a eleição de Donald Trump nos EUA. Mas - recorro outra vez aos amigos que entendem de psicologia - nossos ídolos, referências, mestres, mentores e parentes não ficam mais novos com o passar do tempo. A tendência é que, nos próximos anos, as perdas se acumulem em volume e intensidade. O contraponto é que, em medida diretamente proporcional, o amadurecimento natural nos torna mais preparado para enfrentá-las.

A verdade é que 2016 trouxe a saturação da avassaladora série de eventos iniciada em 2013 - a tal ponto que a até a memória dos Jogos Olímpicos encerrados alguns meses atrás acabou um pouco esmaecida. Como a celebração do título do Palmeiras, menos de 48 horas antes da tragédia com o avião da Chapecoense. Aparentemente, 2016 foi a gota que fez o balde transbordar, mas o verdadeiro culpado segue silenciosamente escondido. Acaba logo, 2013! 

Só há uma certeza: vai piorar

Por Roberto Lameirinhas

Nada tem sido muito claro no cenário político nacional dos últimos anos, mas a fumaça negra que a delação premiada do ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht Cláudio Melo Filho lança sobre o futuro de Brasília tem densidade e espessura sem precedente.  Entre os apelidos jocosos e os detalhes assombrosos das relações entre interesses públicos e privados, as revelações dos últimos dias não comprometem só os atuais ocupantes do Planalto, dos edifícios da Esplanada dos Ministérios e das sedes legislativas, mas principalmente embaralham as cartas para a disputa de 2018.

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Só há uma certeza: vai piorar

O que mais aterroriza, porém, é que se trata apenas da primeira das 77 delações que executivos da empreiteira devem fazer nos próximos meses aos investigadores da Operação Lava-Jato. Havia meses, assessores, jornalistas e lobistas já especulavam sobre os nomes que surgiriam em meio às delações. 

A presença de Michel Temer entre os supostos beneficiários de subornos pagos pela Odebrecht já vinha sendo mencionada desde os primeiros meses de 2016. O que não se esperava era que a delação viesse por meio de um relato tão minucioso, com o qual Melo Filho descreve, por exemplo, o jantar no Palácio do Jaburu, de 2014, durante o qual foi persuadido pelo então vice-presidente a doar R$ 10 milhões para candidatos do PMDB, do qual Temer era o líder máximo.

O presidente Temer, por meio da assessoria, nega irregularidade e diz que todas as doações estão incluídas nas prestações de conta das respectivas campanhas do PMDB. Mas a questão centrar não é essa - ao menos na visão da Odebrecht e de boa parte da cidadania. 

Declarada ou não, doação de empresa privada a agente público implica contrapartida relacionada a negócios com o poder público. Difícil acreditar que empreiteiras desse porte efetivem doações eleitorais motivadas pelo fervor ideológico - levando-se em conta que o PMDB ou qualquer outro grande partido que atue no Brasil tenha algum. 

Só há uma certeza: vai piorar

Quase ao mesmo tempo em que as delações de Melo Filho vêm à tona, se reforçam os indícios de que outros possíveis candidatos ao Planalto em 2018 estão para engrossar significativamente a lista de envolvidos em doações suspeitas. Pela primeira vez a sombra da ilegalidade ameaça o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, cujo caixa de campanha também teria sido irrigado pela construtora, de acordo com reportagem da Folha de S. Paulo. Alckmin é - ao lado de Aécio Neves e José Serra, ambos também acusados de receber propina - um dos principais nomes do PSDB para a eleição presidencial de 2018.

Com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva convertido em réu em pelo menos quatro investigações de corrupção, praticamente exclui-se da campanha quase todos os nomes mais cotados para o Planalto. Como consequência natural, fica aberto o caminho para aventureiros que sejam identificados com o discurso da negação da política tradicional - uma tendência que se verificou nas eleições municipais de 2016.

O drama político nacional, contudo, pode ganhar proporções ainda mais catastróficas nas próximas semanas, com a homologação da delação premiada do herdeiro da construtora, Marcelo Odebrecht. Há um certo clichê estabelecido nos últimos meses na grande mídia, segundo o qual a expectativa de uma delação de Marcelo Odebrecht estava causando o desabastecimento de calmantes nas drogarias de Brasília. O problema, para quem vive no Brasil, é que essa imagem está longe de ser exagerada.

Hikayeyi okudun
tarafından yazıldı