AMOR

Eu não vou subir na sua moto!

dissimulada
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dissimulada

“eu sabia, sabia que não estava enganado, eu sabia que você era maravilhosa”

E foram com essas palavras que ele acabou com meu resto de psicológico, eu juro que não queria está escrevendo nada disso sobre ele, foi um rolo, porém um rolo não sai da minha cabeça, talvez eu seja uma pessoa doente de querer atenção e só porque alguém me ignora eu automaticamente me apaixono pela pessoa, talvez eu seja difícil de lidar ou talvez eu realmente tenha me apaixonado. Só que ficar com isso dentro de mim vai me sufocar, não posso conversar com minhas amigas sobre isso porque elas provavelmente acham que eu sou um tipo de pessoa sem coração que só liga pra sexo e que não se importa com nada nem ninguém, só que não é bem assim, nunca é...

algum dia em agosto...

Eu estava sem fazer nada e minhas amigas me chamaram pra festa, foi bem no dia que ocorria um evento na minha cidade de motos, estava tudo bem movimento. Decidir ir pra casa da minha madrinha, me arrumava e de lá todas iriamos para a festa. Eu estava com um vestido preto colado, com uma tela atrás quase transparente, e um salto preto, eu estava uma gata. Chegou a hora e eu encontrei as meninas, chegando à festa, estava tudo muito quieto, morgado a animação não tinha chegado, no caso ele. Eu já tinha visto ele numa festa, ficamos ate na mesma mesa, mas eu nunca tive interesses a mais, até aquele dia. Ele estava com uma camisa de piloto da red bull, ela era azul, com vermelho e amarelo. Minha amiga que era conhecida dele chamou a gente para ficarem todos reunidos e foi aqui que eu comecei a beber. A mesa estava cheia de gente inclusive um amigo chato dele, que estava dando em cima de mim, ele me apresentou ao amigo dele e eu meio que ignorei. Foi então que bati meu olho nele, e com o copo na boca eu fiz a infeliz tentativa de chegar dançando perto e ele se saiu. Fique na minha depois dessa, mas minha amiga me puxou pro canto e pediu pra que eu fosse pra porta do local que estava acontecendo a festa, eu fiquei sem entender, mas fui. Chegando lá, só vejo algo no caso alguém me puxando e falando “Eu não tenho namorada, mas tem uma menina aqui que não sai do meu pé, vamos, por favor, lá pra fora.” E eu só segui ele depois disso, a gente se beijou logo depois atrás de um barzinho, eu estava descalça e na ponta do pé e ele pousava o corpo em mim com uma força que perdia o equilíbrio às vezes. Ele me beijava e eu o puxava pra perto, jogava ele contra a parede, beijava o pescoço e subia pra orelha, ele tinha brincos e isso fazia com o metal gelado me desse uma sensação toda vez que eu encostava

minha boca quente, até que paramos pra respirar e ele disse “Você vai dormir comigo hoje” e eu respondi “Tá louco? Eu vou dormir na casa da minha amiga” e ele me beijava mais. Entramos na festa novamente e lá estava o amigo dele, eu escapei e por costume fui ao banheiro, quando cheguei na frente do espelho meu batom estava borrado e eu pensei “puta que pariu, não acredito que estava borrada esse tempo todo” tentei arrumar a situação até ver a boca dele, que estava pior que a minha. Curti a festa, até que deu umas 4 da manhã e minha amiga G me chamou de canto e disse “Você vai dormir na casa do V? E eu fiquei sem reação, ele convenceu ela a me conduzir, ninguém faz minha cabeça mas eu queria, no fundo e ela deu um empurrãozinho. Quando dei por mim, eu estava na porta do local, sentada esperando ele com os amigos dele, e foi então que apareceu um garoto, bem babaca por sinal falando sobre ele mesmo e querendo me beijar. O V apareceu logo em seguida, me pegou pela mão, eu me encantei, até que algo me puxou de volta, um barulho, de uma moto, ele estava no evento de motos, obviamente estava de moto e eu estava de saia e salto, isso não ia dar certo, dei dois passinhos pra trás e disse “Eu não subir na sua moto”.

Ele riu, e me ofereceu a mão pra subir, eu comecei a indagar e ele começou a rir mais, até que eu cedi, a moto dele era aquelas esportivas, minha bunda com certeza ia ficar lá em cima. Não me importei, tirei o salto e peguei na mão dele, fazia um bom tempo que estava sem frio na barriga, mas confesso que ela congelou quando eu subi. Eu segurei com força e nós paramos num bar mais a frente, até que fomos pra casa dele. Era pequena, porém aconchegante, joguei o salto no chão e fui ao banheiro lavar meus pés, quando cheguei no quarto, estava uma bagunça só, ele se deitou e me chamou nós nos beijamos. Eu subi em cima dele e meu vestido subiu, quando dei por mim a gente já estava transando e ele só sabia gemer e falar o quanto eu era boa naquilo “Você é maravilhosa, eu sabia que eu não estava errado”.

Eu nunca dormir com ninguém, nem nua, nem com roupa, com ele foi a primeira vez. Eu acordei com o sol na minha cara e a mão dele sobre as minhas costas, me retirei sem fazer baralho, tomei banho, me arrumei, queria ir embora enquanto ele estava dormindo até que me dei conta que não estava com o celular, estava tudo na casa da minha amiga G. Surtei e cai na cama, só vejo algo se mexer e ele me falando “bom dia flor do dia”. O desgraçado era ainda mais bonito pelado e com cara de ressaca com cabelo bagunçado. Ele era lindo. Ele bateu na cama para que eu me aproximasse e eu fiquei do lado dele, ele me puxou pro seu peito e eu me afastei, ele resmungou “O que foi menina? Vem pra cá”

Eu nunca dormir com ninguém, não queria apego, era só sexo. Eu sempre vestia minha roupa, mas ele acabava tirando, ate que desisti e fiquei nua apenas usando a blusa dele e atrás da blusa tinha o nome dele, parecia que ele era meu dono. Ele me beijou e transamos novamente, conversamos muito e deu a hora de ir pra casa, no caso a casa da minha amiga. Chegando lá, a despedida foi um beijo no rosto e um até qualquer dia. ELE NÃO PEGOU MEU NUMERO. Na minha percepção a noite, a manhã foi incrível, fiquei chateada, mas assim que entrei pra dentro da casa, esqueci, comentei com minha amiga e só.

Segui ele numa rede social, ele me seguiu de volta me segurei para não ir falar nada, mas acabei mandando um direct. “Cadê sua camisa? Estou com saudades dela” ele sorriu e respondeu fraco, eu apenas ignorei isso e apaguei o direct.

Algum dia no final de agosto...

Eu estava na casa da minha madrinha e decidi tirar fotos em frente ao espelho, eu estava usando uma blusa longa e um short curto, parecia um vestido quando eu puxava para baixo cobrindo a ponta do short. Tirei muitas fotos e postei na rede social a que a blusa parecia um vestido. Recebi um direct logo depois “Rapaz essa sua blusa me lembra a minha, ela está aqui te esperando viu?” eu apenas sorrir e respondi “E é?” e a conversa fluiu, mas não marcamos nada porque ele estava em outra cidade. E ainda assim ele não pediu meu numero.

Minha amiga marcou uma despedida dela e adicionou ele no grupo, logo depois eu dei uma desculpa a ela e sai do grupo. Ele veio falar comigo “que revolta é essa mulher?” Eu senti algo. Foi então que nos resolvemos e ele me mandou um áudio falando que queria muito me ver.

Eu me produzi toda.

Na minha cabeça, eu estava sendo o mais discreta possível para um sexo casual, eu estava agindo como uma pessoa que faz sexo casual. Mas, ele tinha que vim me contar como foi o dia dele? Falar sobre a família? Contar o quão ele era bom e as garotas se apaixonavam por ele?

TRANSAMOS

Pense num sexo bom, quando terminamos ele quis que eu apoiasse a cabeça no peito dele e eu congelei, eu simplesmente me afastei foi como se eu previsse que se eu botasse a cabeça ali, estaria colando também o meu coração em suas mãos. (e foi exatamente isso que aconteceu)

A gente não conversava muito no celular, se conversava era sempre pra fazer alguma piadinha de sexo, eu me mantia o mais afastada possível, mas toda vez que nos encontrávamos ele falava e falava, e eu escutava e escutava. E eu percebi que além de sexo casual, aquilo estava virando certa amizade.

Eu costumava fazer surpresas, uma lingerie aqui, uma dança sensual ali e assim as coisas fluíam. Só que dessa vez (a ultima vez) da dança sensual, estava tudo completamente diferente. Ele já tinha quebrado minha barreira, eu estava nas mãos dele.

TRANSAMOS.

não foi bem isso, foi pior, FIZEMOS AMOR.

Eu além de encosta minha cabeça no peito dele, eu abracei, fiz carinho no cabelo, beijei não com calor, mas suavemente. EU ESTAVA FUDIDA.

F-U-D-I-D-A. (só que eu não sabia disso, ainda)

Ele me contou que talvez no final do ano se mudasse pra fora do país, falou da família, roeu a unha, e ficou de costas pra mim enquanto se olhava no espelho, eu gostava muito das costas dele. O cabelo dele era lindo, liso, castanho claro, o sorriso dele? Iluminava. Ele me deixou em casa e me beijou o rosto, e depois daquilo toda vez que eu marcava de encontrar ele não rolava. Até que encontrei com ele numa festa, ele não estava nem olhando direito na minha cara e eu meio que, meio não, querendo chamar atenção mesmo, estava flertando com um amigo próximo dele. Não adiantou de nada. Cansei e fui conversar com ele e ele me bloqueou, não quis me contar o que houve em momento algum e aquilo me corroía.

Fiquei com o amigo dele, pra tentar uma distração falhou totalmente e isso fudeu tudo de uma vez.

Minha amiga me veio com a noticia que ele estava namorando, por isso que ele acabou tudo, uma semana depois ele assumiu o garota, mas porque não me falar? Porque me tratar daquela forma? Eu estava quebrada completamente

Setembro:

Eu passava o dia com ele na cabeça, nas aulas, nas festas, nas musicas, malditas musicas, teve duas que eu sempre ouvia, ele disse que conhecia e colocou no celular pra tocar enquanto me beijava, fui olhar as letras a primeira dizia: “Agora eu estou fudida e sentindo a sua falta” á segunda “Você cairia em nome do amor?”

Eu comecei a banalizar o que a gente teve, falei pras minhas amigas que era só mais um, que o sexo nem era tão bom, que eu podia viver sem ele.

O tempo passava e ele não saia da minha cabeça, eu tinha pesadelos com ele e chorava por ele, se algo ruim acontecesse, eu não suportaria. Mais e mais sonhos eu tinha, eu estava surtando.

Teve uma vez que eu caíra de tanto chorar. Foi triste.

Natal 24/12

Eu decidi pôr um fim na minha agonia, eu escrevia mil textos sobre ele e como eu me sentia, mas sempre apagava. Eu estava decidida a falar tudo pra ele, só não sabia em forma de que, podia ser uma ligação, mas ele não iria atender, uma carta que ele provavelmente rasgaria. Pensei em ir a casa dele, escrever um cartaz ou coisas do tipo, o mais ridículo, apaixonado e desesperador que fosse. Mas resolvi mandar aquele velho bom áudio, com duração de 04h45min minutos. Não sabia que ele iria ouvir, falei isso toda hora no áudio, porém eu tinha que tentar. As horas se passaram e nada, mas eu fiquei aliviada. No outro dia, ele me mandou um texto falando que não sabia o que dizer, que estava com alguém, que a pessoa estava morando com e ele levava aquele relacionamento muito a serio, que queria que aquilo que eu sentia morresse ali. Sabe quem morreu? EU MORRI. Foi como se ele fosse uma faca e entrasse devagar, não saia sangue alguma até que PÁ, ela entrasse toda me dilacerando, e eu tivesse uma hemorragia por sentir demais. Ele me matou. Eu li aquelas palavras e todas passaram pela minha cabeça sobre nós, me deu vontade de vomitar.

Eu passei a manhã toda chorando e cá entre nós, eu ainda choro.