Se n me deram amor, ao menos me histórias
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SEM H DE HOMEM

dissimulada
10 ay önce5 görüntüleme

E se o destino falhasse?

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Destino, coincidência, maktub, catástrofe, dê o nome que quiser. Mas o nome que quero falar agora é o de uma pessoa, um menino, um loiro dos olhos verde: “Mateus” (sem H). O garoto que destruiu meu coração. O garoto que me deixou o “caquinho”. Sempre fui a garota que não chorava na relação, a que “brincava com os sentimentos alheios”, que ria enquanto o outro chorava, que não sentia nada. E pior do que sentir nada, é você sentir tudo, absolutamente tudo. Você vai querer morrer, você vai gritar, vai implorar por ajudar, sua respiração vai falhar, sua cabeça vai explodir e enquanto estiver acontecendo tudo isso dentro de você, por fora você vai estar com um sorriso lindo, “alegre” e enorme como a sua dor. Ninguém vai notar a não ser sua melhor amiga na qual você vai rir pra ela e ela vai chorar com você.

Malditos sejam os nãos recíprocos.

Setembro de 2014: Era uma manhã de sábado, quando decidi ir tirar minha identidade com minha mãe. Subimos para o ônibus e lá estava o garoto da boca rosada, dos olhos verdes e do cabelo lisinho. De cara não demonstrou nada e eu achei que seria mais um, mais um daqueles que topo no ônibus e acho “gatinho”. Ele nem notou minha presença e eu estava de bota dentro de um ônibus. Sentei do seu lado, procurei um jeito de chamar sua atenção, mas nada que eu fizesse tiraria os olhos dele do celular que ele estava mexendo. Chegou o ponto e ele desceu e eu sorri achando que ele seria apenas mais um. Continuei meu percurso até chegar a hora de voltar, peguei o mesmo ônibus e o garoto da boca rosada já tinha saído da minha cabeça, por incrível que pareça no próximo ponto que o ônibus parou lá estava ele, adentrando o ônibus com varias pessoas e nenhuma tão interessante como ele. Ele sentou do meu lado e ficamos calados, eu mexi ali, bati ali, passei ali, até empurrei ali e ele não notava. Achei interessante o fato de ter ido e vindo com ele. Parei de tentar chamar atenção e decidi que tinha que ir falar com ele, parei, gelei eu não consegui. A medida que o ônibus estava indo eu planeja algo para falar com ele, mas nada, absolutamente nada me vinha a cabeça. Pensei em desmaiar, gritar, dizer apenas um oi, mas não consegui ele era tão lindinho, nenhuma pessoa deveria ser bonita que nem ele. Ao chegar ao meu bairro, reparei que o garoto não havia decido. Sorri. E desci do ônibus. Quando cheguei na minha casa contei tudo a minha mãe e as minhas amigas, que era coincidência demais, destino demais, e era realmente demais. E então minha vida seguiu. Mas eu nunca esqueceria o dia que andei de ônibus com um garoto da boca rosada.

Dezembro dia 21.

Alguns dias após meu aniversario, Deus resolveu me mandar um presente. Eu estava comprando sorvete na sorveteria que eu mais compro sorvete, quando de repente vejo um menino de boca rosada. Nossa! Não podia ser ele, iria ser coincidência demais, iria ser demais. Por sorte tinha amigos meus lá, perguntei se o conheciam e me falaram que sim, que ele morava na sorveteria e não sabiam como era que eu nunca tinha o visto. O nome dele era “Mateus” (sem h), eu não conseguia me conter e eu nunca tinha falado nada com ele, como era possível tamanha emoção? Se nunca aconteceu nada? Fui atrás e marcamos um encontro na mesma sorveteria. Eu sou muito boa de papo, ele me pareceu tão frágil, daquele tipo que você olha e tem vontade cuidar e eu queria cuidar dele. Conversamos muito, e ele tinha gosto parecido com o meu, gostava da mesma série que eu e isso me cativou. Andamos, rimos e até que quando fomos para casa, ele me puxou e me deu um “quase beijo” é um quase beijo, porque eu tinha apostado com minhas amigas que eu não beijaria ele no primeiro encontro. “Não posso beijar você, fiz uma aposta com minhas amigas” e ele sussurrou “Elas não vão saber, eu não vou contar.”

Ele me deixou em casa como um bom rapaz. E eu achei que ele seria apenas mais um.

E mais uma coincidência e ele era muito amigo do menino que ficava com minha melhor amiga. E então saímos mais uma vez dessa vez ele se mostrou diferente, estava mais “grosso”, mas tanto faz eu estava encantada com aqueles olhos. Os dias foram passando e a gente foi ficando junto e o que era apenas eu, apenas ele agora era um “nós”.

Até que um dia quando eu estava beijando ele, ele sentiu cocegas em um lugar estranho, e foi então que ele me disse que sentia cocegas no corpo todo, isso mesmo, corpo todo. E eu achei tão graça naquilo, o fato dele rir me fazia rir, era uma felicidade momentânea.

Teve uma vez também que ele pediu uma pizza e quando foi corta ela, não sabia como. Eu tive que ajudar se não era capaz dele se cortar e não corta a pizza. Ele era tão idiota, tão lindo e tão chato, e quando dei por mim eu estava apaixonada pelo menino da boca rosada.

Aquela vez também que ele me mandou áudio bêbado me chamando de namorada. Quando eu contei coisas da série que ele ainda não tinha assistido. Quando ele veio pra minha casa e a gente ficou bolando no colchão, quando eu falava e ele dizia “cala a boca, me beija”. Quando eu o beijei com doce de goiaba na boca, quando ele me chamava de analfabeta, quando eu lambia a boca dele e ele achava graça naquilo. Quando ele tomou meu sorvete todo, quando eu recebia uma ligação e ele ficava me beijando não me deixando falar. Quando ele me mandava mensagem dizendo que estava sozinho e eu saia correndo porque eu não o queria sozinho, eu queria está com ele. Teve a vez também que me perguntaram se eu era namorada dele. E quando percebi mais momentos como esses foram surgindo.

Até que ele começou a me ignorar, a me tratar frio, e eu percebi que estava chegando ao fim. Eu queria gritar que não, queria bater o pé. Eu queria um inicio, um meio e do final eu só queria a parte do feliz, eu queria ele, eu queria “nós”. Mas ate que a ficha caiu e só quem queria tudo isso era eu, e não se ama sozinho. E eu queria falar pra ele que ele estava errado, que a gente ia da certo sim, que eu gostava dele. Ele não quis ouvir, acabaram os momentos, acabou os risos, as brigas, acabou comigo.

Quando ele disse que acabou eu sai, fui respirar e ao invés disso sufoquei, todos falavam a mesma coisa que ele não era pra mim, mas mesmo assim sabe? Eu era pra ele, como se ele nascesse pra morar em mim e eu para abriga-lo. Eu estava com um sorriso lindo. Sabe quando você tem um vestido e coloca-o e fica linda? Eu me vesti com o sorriso mais lindo que eu tinha, não adiantou ao chegar em casa eu chorei, eu só sabia chorar. A dor era agonizante. Espero que as pessoas encontrem alguém que elas gostem tanto que não possam viver sem ela, mas não desejo que aconteça algo e elas tenham que aprender a viver sem ela.

E por um minuto você acredita no infinito e num outro instante isso tudo é tirado de você. E eu que era inteira virei apenas o caco.

Orgulho? Foi pelo ralo. Eu o queria e por mais idiota que eu fosse parecer, mais trouxa, mais otária, babaca eu queria ele. Eu gostei dele de corpo, alma, vísceras e coração. Ele não ligou, disse que eu seria mais feliz sem ele e que a gente não dava certo.

O que eram meses e parecia uma vida viraram nada, e talvez sempre fosse nada e eu que nunca percebi. A culpa não foi do menino da boca rosada, foi minha. Eu gostei demais onde era pra eu gostar de menos. E ele foi apenas mais um, ele foi “O um”. E querendo ou não a vida segue, dói, mas o mundo não parar para você se reconstruir. Cabeça erguida, sorriso estampado e band-it no coração.

“Mas ele sempre terá um lugar especial no órgão que bombeia o meu sangue.”

Hikayeyi okudun
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tarafından yazıldı
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senhoritazinha
Hello, sou loira e sagitariana!