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10 torneios de tênis que eu preciso visitar antes de morrer

Sheila Vieira
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Sheila Vieira

Apesar de cobrir tênis há quase seis anos, só tive a chance de assistir a dois torneios de tênis no exterior: o ATP World Tour Finals, que é realizado na Arena O2 de Londres, e o US Open, em Nova York. Foram anos guardando dinheiro para ambos, mas aproveitei ao máximo, do primeiro ao último dia. E também tive tempo para passear bastante nas duas cidades que eu mais sonhava em conhecer.

Mas a ambição do ser humano sempre é grande e há muitos torneios em que ainda eu gostaria de ir. Eis a minha lista dos 10 eventos de tênis que eu preciso visitar antes de morrer (e depois que eu tiver dinheiro para cada um deles). Estão divididos pelo piso:

QUADRA DURA!

Australian Open. Categoria: Grand Slam. Cidade: Melbourne. Quando: janeiro.

10 torneios de tênis que eu preciso visitar antes de morrer

O primeiro Grand Slam do ano tem teto retrátil em três quadras, rodadas noturnas, sistema fácil de compra de ingressos e você pode encontrar qualquer jogador por lá, daquele 100 e poucos do ranking que só você gosta a um top 5. É conhecido como o “Slam Feliz”, pelo público zoeiro e pelas bizarrices que às vezes acontecem em quadra, como o Marcos Baghdatis destruindo quatro raquetes em um minuto:

Os contras são os mesmos de qualquer viagem para a Austrália: as passagens são caríssimas (são três voos para Melbourne, dois super longos e uma ponte áerea), um visto é necessário para entrar no país, o verão é tão cruel como o brasileiro e a diferença de fuso horário (13 horas durante o torneio) exige um bom tempo de adaptação. Se for, aproveite já para tirar foto com coalas e talvez conhecer Sydney e a Nova Zelândia.

BNP Paribas OpenCategoria: Masters 1000/Premier Mandatory. Cidade: Indian Wells, CA, EUA. Quando: março.

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Praticamente todos os jornalistas, fãs e jogadores que já foram a Indian Wells dizem que este é torneio melhor organizado do mundo (sim, incluindo Slams). O curioso é que ele é realizado basicamente no meio de um deserto em Palm Springs, em uma cidade com apenas 5.000 habitantes! O sucesso tem muito a ver com o bilionário Larry Ellison, que comprou o evento em 2009 e fez inúmeras melhorias no complexo. A quadra central tem capacidade para 16.000 espectadores e a segunda para 8.000. Como as chaves são de 96 jogadores nas chaves masculina e feminina, você também pode ver praticamente todo mundo em ação. A dificuldade, obviamente, é o preço atual do dólar. Se você não tem visto de turista, também precisa tirá-lo.

China OpenCategoria: ATP 500/Premier Mandatory. Cidade: Pequim. Quando: outubro.

De toda a temporada asiática, o torneio mais interessante para mim é o China Open (não é só porque o Djokovic sempre ganha lá). Não é o maior evento do país, já que eles têm o Masters 1000 de Xangai. Porém, ele é realizado no Centro Nacional de Tênis, o mesmo local que recebeu os Jogos Olímpicos de 2008, e tem mais público do que Xangai. Apesar de ser “apenas” um ATP 500, Pequim sempre traz Novak Djokovic, Rafael Nadal e Andy Murray. Já a chave feminina é um torneio mandatório, então todas as principais estrelas da WTA comparecem.

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Os passeios turísticos de Pequim também são bem tentadores (Muralha, Cidade Proibida, Templo do Céu). Mas a viagem é bem longa, o fuso é cruel e a entrada no país exige visto.

GRAMA!

Aegon Championships. Categoria: ATP 500. Cidade: Londres. Quando: junho.

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Olha a fofura deste lugar! O torneio do Queen’s Club é realizado desde 1890 e foi por muito tempo um ATP 250, mas recebeu um upgrade para a categoria 500 em 2014. Muito merecido, já que o evento é uma das melhores preparações que um jogador pode fazer para Wimbledon. Não há teto retrátil, como no torneio concorrente alemão em Halle, mas o clima aconchegante da quadra central compensa tudo. Minha preferência também pode ter a ver com o fato de Andy Murray ser tetracampeão lá. Não nego, nem confirmo. No entanto, se você fizer questão de uma chave feminina ou da presença do Roger Federer, não é o seu rolê.

The Championships - Wimbledon. Categoria: Grand Slam. Cidade: Londres. Quando: junho/julho.

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Não há nada tão difícil no tênis como descrever Wimbledon. É mais que um torneio, é um sentimento? Brega. Mas verdade. Ainda não fui ao torneio, mas estive no All England Club, e a sensação é realmente a de entrar em um templo. A ausência de música e de banners de patrocinadores gigantes, as flores impecáveis, a grama perfeita, o verde e roxo, a galera sem ingresso para os estádios sentada no Henman Hill assistindo pelo telão e comendo morango. E, claro, o torneio de tênis mais importante do mundo.

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Vamos então aos contras: Londres é caríssima e o All England Club está no sudoeste da cidade, longe de qualquer ponto turístico que você queria visitar. Não há iluminação nas quadras secundárias, portanto, se um jogo animado avançar para a noite em uma delas, você não verá o final dele. Além disso, conseguir ingressos para Wimbledon é uma tarefa hercúlea. Suas chances são se inscrever no sorteio do site oficial e torcer para ser agraciado com a chance de comprar um, esperar promoções relâmpago na Ticketmaster um dia antes da sessão pretendida ou acampar por 24 horas no parque ao lado do clube para talvez comprar ingresso para a Quadra Central ou a 1. E centenas de pessoas fazem isso. Porque é Wimbledon.

Hall of Fame Tennis Championships. Categoria: ATP 250. Cidade: Newport, Rhode Island, EUA. Quando: julho.

O torneio em si não é imperdível, mas o local onde ele é realizado sim: no Hall da Fama do tênis. Você provavelmente vai encontrar algumas lendas do tênis passeando por lá, aprender muito sobre a história do esporte e se gabar falando de Guga e Maria Esther Bueno, os dois membros brasileiros do Hall. E só Newport tem três quadras conectadas no “estádio” central, revezando os jogos entre elas para a grama não ficar tão desgastada.

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SAIBRO!

Internazionali BNL d’ItaliaCategoria: Masters 1000/Premier 5. Cidade: Roma. Quando: maio.

Fundado em 1930, o torneio de Roma é o mais tradicional realizado no saibro após Roland Garros, tem chaves masculina e feminina, e as quadras estão localizadas no Foro Italico, um local construído por Mussolini, mas muito bonito. Inúmeras esculturas inspiradas no Império Romano rodeiam as quadras e a animada torcida italiana dá vida ao complexo.

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E você precisa de uma desculpa melhor para ir a Roma do que este belo torneio? Só tome cuidado com o trânsito de lá (dizem que é uma bagunça).

Monte Carlo Rolex MastersCategoria: Masters 1000. Cidade: Monte Carlo. Quando: abril.

Se você tem aquele sonho de ser rico por um dia, Monte Carlo é o seu lugar! Tem praias lindas, cassinos e um ótimo torneio de tênis. Porém, é o único Masters 1000 não-obrigatório. Portanto, não é todo ano que Roger Federer, Andy Murray e outros jogadores que preferem quadra rápida comparecem. Também não é um torneio conjunto. Mas tem tradição (fundado em 1897) e paisagens que tiram o fôlego.

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Suisse Open GstaadCategoria: ATP 250. Cidade: Gstaad, Suíça. Quando: julho.

A cidade de Gstaad é pequena (9.000 habitantes), mas é um dos destinos mais populares para quem gosta de esquiar. Você não fará isso em julho, claro, mas tem a chance de conhecer parte dos Alpes Suíços e passear em uma cidade que parece ser uma locação de filme antigo. Um plus: Thomaz Bellucci tem dois títulos lá. 

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Roland Garros. Categoria: Grand Slam. Cidade: Paris. Quando: maio/junho.

Confesso que Roland Garros não é meu Slam favorito. Não tem a ‘nobreza’ ou tetos retráteis de Wimbledon, a iluminação artificial de Australian Open e US Open e a torcida francesa me parece meio chata. Mas é o lugar onde o tênis masculino brasileiro mais teve sucesso! Até o Marcelo Melo, que não prefere saibro, acabou ganhando seu primeiro Slam por lá.

Como jogos no saibro costumam ser mais lentos, há a chance de você assistir a uma batalha de muitas horas (mas torça para a noite não interrompê-la), além da maior vantagem de qualquer Slam: ver praticamente todos os tenistas em ação em diversas quadras. Uma particularidade que me agrada muito de Roland Garros é que eles tocam o hino nacional dos campeões após as finais. Por mim, todos fariam isso. Sem mencionar que você pode aproveitar Paris nas horas vagas (ponto turístico é o que não falta) e não precisa tirar visto antes!

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Menções honrosas: Rogers Cup (Canadá), Barcelona, WTA Finals, Estoril e Stuttgart (feminino).